Se o direito internacional não fosse uma batata, os principais dirigentes políticos de Israel e seus aliados internacionais estariam com um problema. Mas, aquilo que o mais alto tribunal da ONU acaba de afirmar não deve tirar o sono a nenhum deles.
O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) diz que a ocupação israelita da Palestina é ilegal. Ponto. E que Israel deve retirar o seu exército e os colonatos do território palestiniano. Outro ponto.
O TIJ ordenou que a força ocupante se retirasse o mais rápido possível. “Os colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, bem como o regime que lhes está associado, foram criados e são mantidos em violação do direito internacional”, diz o TIJ.
Num documento de 80 páginas, o TIJ descreve o rol de ilegalidades praticadas por Israel e seus aliados, na Palestina. A resolução servirá para condenar dirigentes políticos se, um dia, a oportunidade surgir.

Em Fevereiro, mais de 50 Estados-Membro, em conjunto com representantes palestinos, apresentaram ao tribunal a sua posição contra a ocupação israelita da Palestina, num pedido que tinha como objetivo forçar Israel a sair de todos os territórios ocupados.
Mas Israel continua a martirizar a Faixa de Gaza, a atacar e a destruir propriedades palestinianas na Cisjordânia, a bombardear o sul do Líbano. A “guerra” continua, portanto. A mais cobarde forma de fazer guerra, matando indiscriminadamente população civil, não poupando ninguém, nem mesmo crianças.
A arrogância e a soberba, o menosprezo pela condição humana, o colonialismo na sua forma mais dura, que o TIJ transpôs para o papel, em frases como estas: “a presença continuada de Israel nos territórios palestinianos ocupados é ilegal, o Tribunal considera que essa presença constitui um ato ilícito que implica a sua responsabilidade internacional. Trata-se de um ato ilícito, de carácter continuado, provocado pelas violações por parte de Israel…”




