A visita do primeiro-ministro da Hungria a Moscovo mereceu críticas generalizadas dos Estados ocidentais. Na “great” América, foi dito que se tratou de uma ação “contraproducente”, na Europa o ainda presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que Órban “não tem mandato para dialogar com a Rússia”. Talvez quisesse dizer “negociar em nome da UE”, mas Órban não parece ser pessoa de precisar de autorizações de estranhos para fazer o que lhe dá na gana.
No regresso a casa, a bordo do avião, o primeiro-ministro húngaro traçou um curioso perfil psicológico do Presidente da Rússia.
A viagem de Viktor Órban aconteceu depois da Hungria ter assumido a presidência rotativa do Conselho Europeu. Uma “coincidência” que fez estremecer Bruxelas.
A reunião entre os dois dirigentes não teve resultados concretos, mas tratou-se do primeiro contacto público entre líderes europeus e o Presidente da Rússia, desde a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, que a Rússia denomina como Operação Militar Especial.