Musical de Cascais – 110 anos!

Muito difícil haver quem não tenha ficado encantado e, até, surpreendido, com a gala de quase 4 horas a assinalar os 110 anos da Sociedade Musical de Cascais!

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Foi no lotado Auditório Carlos Avilez (Centro das Artes do Estoril), desta feita com a instalação sonora a funcionar em pleno e a emprestar ainda maior brilhantismo a um espectáculo (perdoe-se-me!) inesperado.

Inesperado, porque, mesmo os que acompanhamos de perto as múltiplas  actividades desenvolvidas pela colectividade ao longo do ano ainda não víramos tudo assim junto, a demonstrar um dinamismo ímpar.

– Ele é o Rancho Coral e Coreográfico;

– ele é o conjunto musical, de excelentes executantes e muito bons vocalistas;

– ele é o Grupo de Teatro, sempre versátil e renovador;

– ele é a Escola de Fado, que já deu cartas em cena com aqueles meninos e meninas e elementos já bem para lá do meio século de idade a mostrarem com à-vontade o que já aprenderam (abraço de parabéns, professor Hugo Afonso!);

– ele são as marchas populares e os carros carnavalescos!…

Até o simples enumerar cansa – ao contrário do que sucedeu no Auditório, em que a primorosa sequência dos quadros nunca cansou.

E uma pessoa até se perguntava como é que esta gente consegue (em segundos, dir-se-ia!) ir ao camarim e mudar de traje num ápice! A pressupor, por conseguinte, uma organização, uma equipa bem adestrada e de muito louvar! Para mais eficientemente isso nos mostrarem (não fosse a alguém ter passado despercebido…), numa das cenas, «Magia», os elementos mudaram em palco de roupa, sei lá, cinco, seis vezes, e a gente pergunta onde é que elas traziam tanto traje escondido! Surpreendente.

Valeu a pena e estão de parabéns os muitos responsáveis – tinha de ser uma equipa coesa e entusiástica – pelo espectáculo com que nos brindaram.

No início da sessão, além das palavras protocolares da Presidente da Direcção, Susana Mata Ribeiro, dirigiram palavras de parabéns e do mais amplo agradecimento pelo papel que a Musical representa em Cascais e ofereceram lembranças: pelo Executivo Municipal, o vereador José Duarte d’Almeida, e, pela Junta de Freguesia Cascais / Estoril, o seu presidente, Pedro Morais Soares.

No final, evocaram-se os elementos da Musical recentemente falecidos, o Helder e o Zé Luzia, mediante a entrega de placas evocativas às respectivas viúvas. E foram homenageados sócios que, desde há muito, se têm distinguido na dedicação à colectividade: António Anastácio, Vítor Mata e a própria presidente, entre outros.

Uma noite plena em todos os sentidos, que tão depressa não será esquecida por quantos tiveram a dita de a ela assistir, no reforço bem entusiástico da vida da Musical, na solidariedade amiga do voto muitos anos de vida!

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1 COMENTÁRIO

  1. Grata pelo belo texto, José d’Encarnação.
    Uma Gala cheia de colorido e dinamismo, uma efeméride para registo futuro – 110 anos da Sociedade Musical de Cascais – um espectáculo que parece ter deixado saudades.
    E juntando-se num só momento alongado (4 horas?) varias modalidades executadas de forma exímia, ainda a Gala abrilhantava, com a magia habitual dos palcos, o espaço do Auditório Carlos Avilez, no Centro das Artes do Estoril.
    Estou sempre (cada ano) a dizer que não voltarei a faltar, mas o ano para mim não deve ter os dias todos, ou roubam-me horas ao dia….
    Às vezes sim, os aborrecimentos roubam.
    Mas este texto trata de magia e nela vamos ficar.
    Um grande abraço.

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