QUEM COMBATE NA UCRÂNIA

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Na Europa, temos uma perceção distorcida da guerra na Ucrânia. Independentemente das razões do conflito, para lá da discussão de quem deu o primeiro tiro, a narrativa que se criou induz-nos em vários erros de análise.

Primeiro, é a farsa que fabrica super heróis nas fileiras do exército ucraniano. Eles são fantásticos e estão a derrotar os russos no campo de batalha, Zelensky fala deles quase todos os dias e faz vídeos de distribuição de medalhas com bastante frequência. Mas omite-se a verdadeira origem dos mercenários estrangeiros que combatem pela Ucrânia, assim como se esconde a dimensão dessa “legião” de estrangeiros.

Na verdade, a Ucrânia é um campo de batalha, quem lá combate é a Rússia e os EUA. Mas os americanos fazem-no de forma não assumida. Fornecem equipamento, treinam os ucranianos, recolhem e fornecem informação sobre o inimigo, planeiam a guerra. Não enviaram, ainda, tropas de combate para o terreno? Talvez já tenham enviado e não nos tenham dito.

Quando em abril o cruzador “Moskva” se afundou, a Ucrânia assumiu que tinha sido um ataque das suas forças a provocar o afundamento, mas nunca houve um relato fidedigno dos acontecimentos. Agora, depois do ataque contra a ponte Kerch, que liga a Rússia à Crimeia, foi divulgado um plano dos serviços secretos ingleses que, a ser verdadeiro, revela que está em curso uma guerra de guerrilha no Mar Negro e que não são apenas ucranianos a executá-la.

Nos Estados Unidos, o site Grayzone publicou documentos que alegadamente envolvem os serviços secretos ingleses e norte-americanos em ações concretas de sabotagem, no planeamento da guerra, no treino de forças especiais e de operacionais infiltrados na Rússia.

O plano vai muito para lá da ponte Kerch, mas esta ação serve de exemplo. Originalmente, o plano dos serviços secretos ingleses envolvia uma ação de sabotagem nos pilares da ponte e o ataque simultâneo ao tabuleiro utilizando mísseis de cruzeiro. Seis meses depois, o ataque foi executado recorrendo a um camião de transporte de combustível armadilhado. A investigação do Grayzone acredita que as condições práticas obrigaram a uma alteração operacional.

Segundo o site Grayzone, os ingleses optaram por implementar ações de guerrilha no mar. Ataca e foge, para evitar confrontação direta com uma força naval russa muito poderosa, mas ao mesmo tempo conseguir provocar erosão e desmoralização nessa força inimiga. O site divulga, ainda, correspondência trocada com diversos agentes secretos, e menciona o papel desempenhado por Chris Donnelly, um alto agente dos serviços secretos do Exército britânico e conselheiro da NATO.

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