JOÃO RENDEIRO, a morte em circunstâncias estranhas

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João Rendeiro sempre disse que não voltaria a Portugal. Assim foi. A morte do banqueiro fugido à polícia necessita de uma explicação cabal. A tese de suicídio não convence, se é verdade que estava numa cela de 80 metros quadrados com outros 50 detidos. Aparentemente, foi encontrado enforcado. Resta saber se o penduraram já cadáver ou se subiu para o banco de livre vontade.

Eram conhecidas as tentativas de extorsão que sofria de outros detidos, que o consideravam rico. E era, embora o dinheiro não fosse dele. Rendeiro estava condenado em três casos de desvio de fundos e gestão danosa do BPP. E não se sabe que outro tipo de abusos o português terá sofrido, numa prisão considerada das mais violentas na África do Sul.

Mas, foi Rendeiro quem escolheu a sua própria sorte, ao fugir da justiça portuguesa. O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado. O BPP originou vários processos judiciais, envolvendo burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, bem como processos relacionados com multas aplicadas pelas autoridades de supervisão bancária.

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