Os idiotas imaginativos do Chega, racismo e xenofobia

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Uma queixa formalizada na CICDR acaba de chegar ao Ministério Público para que se proceda à devida investigação e acusação, se for caso disso.

A queixa atinge um dos candidatos do Chega nas recentes eleições autárquicas. Trata-se do militante do Chega que se candidatou à Câmara de São Brás de Alportel, no Algarve. O homem chama-se Braúlio Moreira e foi um dos “patuscos” que o Chega apresentou nessas eleições.

O vídeo que acabaram de ver é uma remontagem de vários outros vídeos que estão numa página do YouTube onde estão 7 trechos da gravação de uma sessão de esclarecimento onde terão participado outros candidatos à Câmara de S. Brás de Alportel, mas onde o candidato do Chega foi a “estrela” da noite.

De notar que, aparentemente, nenhuma das pessoas presentes, sejam outros candidatos, os moderadores ou mesmo do público, se insurge contra os disparates ditos por Bráulio Moreira, militante do Chega.

Foi preciso alguém ver estes vídeos para se indignar com as conexões entre “indiano” e “vingativo” e as alusões à morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio. Da indignação à queixa na Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial foi a distância de um clic.

Queixa apresentada em setembro, três meses depois a confirmação de que seguiu para o DIAP de Faro.

Bráulio poderá ser um idiota, mas terá de ser responsabilizado por aquilo que diz, assim como quem lhe concedeu a qualidade de candidato partidário.

2 COMENTÁRIOS

  1. Nem tudo o que um jornalista tem conhecimento deve fazer disso, notícia, é uma questão de bom-senso, sabedoria e cidadania. Uma notícia não dever conter o modus operandi de um crime nem elementos que induza uma prática criminosa. A liberdade de informar da forma como a comunicação social actual a vê, está a dar cabo dela própria. Vão-me dizer que se não formos nós outros a iram publicar, isto faz-me lembrar outras situações onde já ouvi isto. É a liberdade de informar actual, por exemplo, que está a alimentar negacionismos e teorias da conspiração. Na prática, não são “Fake news”.
    A notícia é sobre um alegado sociopata, mas há mais por aí predispostos a serem doutrinados.

    • o que compõe uma notícia são 5 fatores: como, quem, quando, onde e porquê. O resto é ideologia. Foi assim que aprendi a fazer já lá vão mais de 40 anos.

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