Contra o racismo e a xenofobia

1
846

O prémio Dosta! que se atribui de dois em dois anos para distinguir municípios europeus que implementem projetos de inclusão de comunidades ciganas e grupos nómadas foi entregue este ano a Torres Vedras.

Pela primeira vez um município português é distinguido com este prémio do Conselho da Europa. Com Torres Vedras foram igualmente distinguidos Argostoli (Grécia) e Salford (Inglaterra).

Torres Vedras tem uma longa e frutuosa experiência de políticas de integração de minorias étnicas e de imigrantes. Aliás, até hoje é o único município que elegeu um membro da comunidade cigana para a Presidência da Câmara Municipal. Carlos Miguel (na foto) foi presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras entre 2004 e 2015. Nos últimos  anos exerceu cargos governamentais, primeiro como secretário de Estado das Autarquias Locais e, depois, como secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional.

Basta de segregação e repressão

Em Estrasburgo, a vereadora Ana Umbelino representou o seu município na cerimónia de entrega do prémio que dedicou “a todos os ativistas ciganos, em especial, às mulheres que fazem ouvir as suas vozes e constituem uma fonte de inspiração pelas suas histórias de resistência e superação.”

A palavra dosta significa “basta” numa variante da língua romani falada na região dos Balcãs. A palavra também dá mote à campanha de sensibilização do Conselho da Europa que pretende aproximar os demais cidadãos à comunidade cigana, desconstruindo preconceitos e estereótipos.

Plano Local de Inclusão da Comunidade Cigana de Torres Vedras foi o primeiro plano do género elaborado em Portugal, surgindo no âmbito do trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal enquanto parceira da rede “ROMED2”.

O prémio Dosta! que foi agora entregue diz respeito ao ano de 2019, cuja cerimónia deveria ter ocorrido em 2020 mas que teve de ser adiada por causa da pandemia.

vereadora Ana Umbelino

1 comment

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here