Juiz aceitou caução de Luís Filipe Vieira

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O antigo presidente do Benfica já pode sair de casa, mas continua sem poder sair do país. O passaporte continua apreendido, embora ele não precise dele para nada para viajar no espaço da União Europeia.

O que poderá “prender” Luís Filipe Vieira são duas premissas: estar na realidade inocente e, portanto, não ter medo das investigações e de eventuais julgamentos; não querer perder os 3 milhões de euros da caução face às probabilidades de não ser condenado.

O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, aceitou à segunda vez as garantias que Luís Filipe Vieira deu, pondo à disposição da Justiça imóveis e dinheiro vivo que somados atingirão o valor estipulado para a caução.

Na semana passada, o juiz tinha recusado os bens arrolados pelo ex-dirigente benfiquista, porque considerou que as ações do Benfica avaliadas em cerca de 1 milhão e meio de euros não representavam um valor seguro, podendo desvalorizar rapidamente e passar a valer menos que o pretendido.

O juiz não deixa de ter razão, até porque este caso que envolve a pessoa que dirigiu o clube durante quase duas décadas poderá ser, realmente, por si só, causa para a desvalorização dessas ações.

Luís Filipe Vieira fica ainda sujeito às outras medidas de coação que lhe foram impostas, nomeadamente a proibição de abandonar o país e de contactar com os arguidos do processo, à exceção do filho (igualmente arguido neste processo).

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