Benfica, começou a “guerra civil”

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Pela terceira noite consecutiva, Luís Filipe Vieira dorme numa cama de cela e ainda não teve oportunidade de tentar responder ao juiz Carlos Alexandre. O juiz de instrução deixou para o fim o “peixe graúdo”. Nenhum guionista de Hollywood faria melhor, em termos de suspense.

Depois de três noites na esquadra, pode acontecer que Luís Filipe Vieira consiga voltar para casa. Talvez com pulseira eletrónica ou outra medida cautelar menos gravosa mas, certamente, impedido de voltar a entrar nas instalações do Benfica enquanto decorrer o inquérito judicial.

Sem perda de tempo, deu-se início à luta pelo poder no clube. Os inimigos de Vieira englobam todos os outros que o acompanharam na direção do clube e na administração da SAD como coniventes, cúmplices ou incompetentes. Ainda mal se conhecem as suspeitas e já arde a fogueira da inquisição. Não foi à toa que a Inquisição dominou o país durante 300 anos. Os “Torquemadas” vivem e espreitam todas as oportunidades para acender o isqueiro junto à palha seca da pira.

Mas houve um tempo, recente, em que políticos e jornalistas, juristas e outros artistas, não se cansaram de aplaudir Vieira, um tempo em que queriam estar perto dele ou à conta dele, um tempo em que muitos beneficiaram desse estatuto de proximidade com o patrão do Benfica.

Houve um tempo em que todos queriam ser vistos como amigos de Luís Filipe Vieira.

Os negócios de Luís Filipe Vieira parecem suspeitos, é certo. Não conseguiu dar uma única resposta convincente na sessão da comissão parlamentar de inquérito sobre a sua contribuição para aumentar o buraco do BES. O homem há de ter culpas no cartório, mas convém esperar para se saber ao certo quais. Até pode acontecer ao “Cartão Vermelho” o mesmo que aconteceu ao “Apito Dourado”. Ou seja, nada.

Para já, Rui Costa volta a ser “maestro” do Benfica. Tem de ter cuidado com a fogueira que já arde sob os seus pés.

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