Onde vão Luís Filipe Vieira e os outros buscar quase 6 milhões €

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Os 3 milhões de euros que Luís Filipe Vieira terá de apresentar como caução para poder sair de casa, não serão negociados pelo Novo Banco, uma vez que o autossuspenso presidente do Benfica está proibido pelo juiz Carlos Alexandre de contactar seja quem for da administração desse banco. Enquanto não apresentar essa caução, permanece em prisão domiciliária.

Os restantes arguidos saem em liberdade mediante o pagamento de uma caução: José António dos Santos (conhecido como “Rei dos Frangos”) — 2 milhões de euros; Tiago Vieira (filho do presidente suspenso do Benfica) — 600 mil euros; Bruno Macedo — 300 mil euros. Todas as cauções têm um prazo de 20 dias para serem apresentadas, caso contrário o juiz pode decidir mantê-los em regime de privação de liberdade.

A soma de todas as cauções é de 5,9 milhões de euros. A de Vieira, de três milhões, é a segunda maior na história da justiça em Portugal. A primeira é a de Joe Berardo, de cinco milhões. Ou seja, o juiz Carlos Alexandre quer ver o cofre cheio.

As cauções exigidas pelo juiz de instrução não precisam de ser depositadas em dinheiro. Podem ser realizadas através de uma hipoteca, ou de uma garantia bancária, ou até mesmo em títulos da bolsa. Imaginemos que Luís Filipe Vieira tem ações suficientes do Benfica para cobrir esse montante. Seria curioso que fossem títulos do Benfica a garantir a liberdade de circulação do homem que está a ser acusado de gestão danosa do clube e da SAD. José António dos Santos é o maior acionista do Benfica (tem 17% da SAD do Benfica), talvez não se importe de emprestar algumas ao amigo Luís Filipe.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Vieira e o filho Tiago, em conluio com José António dos Santos e Bruno Macedo, são suspeitos de estarem envolvidos em negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, lesivos dos interesses do Estado e do Benfica. A tipologia dos crimes vai do abuso de confiança, à burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

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