Manuel Morais, a verdade não merece castigo

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O ministro da Administração Interna emendou a decisão do Diretor Nacional da PSP e anulou a sanção que tinha sido aplicada ao agente Manuel Morais. A notícia fez hoje a manchete em vários jornais.

Morais, antigo sindicalista da ASPP, escreveu no Facebook que o deputado Ventura era uma “aberração” e que o racismo devia ser decapitado da PSP.

Pressionado pelos polícias chegados ao Chega, o Superintendente Magina não teve peito para evitar castigar o agente Morais que, afinal, não escreveu nada de outro mundo. Em termos políticos, o deputado Ventura que defende a reintrodução da pena de morte no código penal português pode ser justamente considerado “aberração”. E é público que há agentes da polícia com atitudes e pensamento racistas. Manuel Morais limitou-se a constatar tristes factos. Não merecia castigo.

No dia em teve início a penalização decretada pela Direção nacional da PSP, Morais voltou a escrever no Facebook: “hoje é o dia mais triste da minha carreira policial, considerando que dediquei a esta polícia os últimos 30 anos. Sinto na altura de entregar a arma, pelos 10 dias da minha pena, que a minha dedicação à causa pública foi interpretada pela PSP, a minha organização, como tendo pouco valor e até como sendo dispensável”. Mas Manuel Morais teve e tem o apoio de muitos portugueses e isso ele sabe.

Agora, que o castigo foi revertido, Morais recebeu (ou irá receber) o salário que lhe foi tirado pelos 10 dias de suspensão e os racistas e protofascistas na PSP ficaram a saber que não mandam na polícia.

No final, Morais foi “condenado” a 10 dias de férias. É justo.

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