Sé de Lisboa esconde a Mesquita Vermelha

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O claustro da Sé de Lisboa está encerrado por causa da Mesquita Vermelha que ali está enterrada. Fala-se há muito de uma polémica com a  Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) acusada alegadamente de mandar desmantelar parte das ruínas do complexo da mesquita principal da Lisboa muçulmana. 

É um património arqueológico do século XII, único na Península Ibérica, descoberto a alguns metros de profundidade debaixo da Sé Patriarcal de Lisboa.

O Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia já afirmou que essas ruínas são “estruturas de extraordinário valor patrimonial, histórico e arqueológico”. Foram encontradas durante a  recuperação do enorme claustro que contem várias camadas dos vários povos que ocuparam a aquela colina na Baixa de Lisboa.

É visível um pequeno troço de parede com um banco de alvenaria e dois pequenos arcos e uma área associada às fundações do minarete que ali existiu. Trata-se de um complexo de três pisos, com escadaria, minarete, arcos e bancos intactos.

Afonso Henriques terá mandado arrasar a célebre Mesquita Vermelha de Lisboa para construir ali o actual edifício amuralhado. O claustro gótico foi construído durante o reinado de D.Dinis e está no lado leste da igreja. Por agora, a resposta do cobrador de ingressos no claustro é um lacónico “não sabemos quando reabrirá”.

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