Morreu Raymond, que gostava de Portugal

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Raymond Arnaud casou com uma senhora portuguesa e essa proximidade marcou toda a sua vida a partir de então. Professor e cineasta, defendeu  uma tese de doutoramento em Cinema na Universidade de Paris X Nanterre em 1997 intitulada “Essais filmiques sur deux villages de Trás-os-Montes”.

Realizou inúmeros filmes e documentários sobre Portugal, mas também sobre outros países, nomeadamente Madagascar, onde foi professor na Universidade de Antananarivo durante 5 anos. Tradições culturais, religiosas, questões sociais foram os seus temas de eleição e que preencheram centenas de obras cinematográficas com as quais participou em muitos festivais de cinema ao longo de décadas de trabalho profícuo.

Sobre Portugal temos muitas obras das quais destacamos, a título de exemplo, “Immigrants portugais, entre allers et retours” (Imigrantes portugueses, entre ir e voltar) rodado em Pitões das Junias, no Parque Nacional do Gerês, ou a curta metragem “Les murs ont la parole” (Os muros têm a palavra) rodado em Lisboa a propósito dos murais políticos que enchiam os muros da cidade,  ou ainda “Pessac fête les 40 ans de la Révolution portugaise” (Pessac festeja os 40 anos da revolução portuguesa) rodado em 2014 e que retrata o modo como a vila francesa de Pessac celebra a Revolução dos Cravos que aconteceu em Portugal.

Em 2021, a associação O Sol de Portugal celebra 40 anos de actividade e vai homenagear a vida e obra de Raymond Arnaud com a apresentação do último filme deste realizador, “Les Portugais pendant la grande guerre” (os portugueses na I Guerra Mundial).

Raymond Arnaud morreu hoje em Bordeaux, cidade onde vivia.

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