Quem escreve os livros de José Rodrigues dos Santos

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O último livro de José Rodrigues dos Santos é um piscar de olho aos judeus donos do mercado americano das artes e letras.

“O Mágico de Auschwitz” é receita da realidade misteriosa. Nos tenebrosos campo de extermínio da II Grande Guerra, homens, mulheres, idosos e crianças chegaram em comboios de gado. Foram divididos, despidos e  arrancaram-lhes com alicate os dentes de oiro. Depois foram gaseados.

José Rodrigues dos Santos coloca mais uma vez os personagens a conduzirem a acção de forma magistral. Este é um período negro da história da Europa, onde milhões de civis foram exterminados. E está atulhado de cumplicidades, incluindo o Papa Pio XII. Um homem com muitos advogados devotos em Portugal.

O livro pouco dirá aos portugueses, porque ainda andamos no “orgulhosamente sós” de Salazar. Mas a escolha mostra a pujança de José Rodrigues Santos que quer passar dos 80 mil exemplares por título em Portugal, para os 500 mil em Espanha, 900 mil em França e 2 milhões na América. Quanto a números, falta dizer que este autor já publicou 25 títulos e ultrapassou os 2 milhões de livros vendidos em Portugal e os 800 mil vendidos em França.

Já agora, só quem nunca assistiu à sua escrita veloz é que insiste na estúpida ideia da equipa de escritores-ghost. José é o autor do mais ínfimo pormenor dos seus livros. Homem de mérito, acessível, lutador. Capaz de enfrentar a Comissão da Carteira Profissional, num magnífico tratado de 10 páginas sobre jornalismo.

“Ó Zé! A verdade é sagrada. E escrever livros é o meu grande prazer”- disse-me de sorriso farto.

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