Mulheres australianas revistadas nas partes íntimas no aeroporto de Doha

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Leio no Daily Mail Online este título e tremo pelo sinal de abuso de poder e brutalidade mental manifestada pelo pessoal da linha aérea do Qatar e as outras entidades do Hamad International Airport de Doha, Qatar ao obrigarem as mulheres a tirarem a roupa interior para uma médica analisar os genitais sem seu consentimento por, alegadamente, ter sido encontrado um feto numa casa de banho. A BBC também difundiu a mesma notícia.

Foram treze as passageiras australianas que, já embarcadas no voo para Sidney, foram retiradas do avião para a acção de busca invasiva ser efectuada numa ambulância, relata o Daily Mail Online. O caso passou-se no dia 2 de Outubro no voo para Sidney e gerou uma forte e incómoda situação diplomática entre a Austrália e o Qatar.

A notícia acrescenta que nenhuma das mulheres foi informada previamente da causa da humilhante“ revista” íntima.

O Departamento dos Negócios Estrangeiros australiano disse estar atento aos “preocupantes relatos” sobre o incidente e receberam das autoridades do Qatar a certeza de que seriam prestadas informações muito em breve.

No regresso ao seu país, as mulheres, postas em quarentena num hotel, apresentaram queixa.

Ficam muitas questões por perceber, desde logo, a razão por que só “desconfiaram” de 13 mulheres australianas, de acordo com as informações entre os 34 passageiros a bordo, para levarem a cabo tal acção. Seriam as únicas mulheres naquele voo?

O Qatar é uma pequena península no Golfo Pérsico com 1.400 km. quadrados de área, fazendo fronteira com a Arábia Saudita. Tem mais de dois milhões e meio de habitantes e um rendimento acima dos 100 mil US dólares per capita, capital Doha, regime de monarquia absoluta. Independente do Reino Unido em 1971.

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