Covid-19 no Pingo Doce

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O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio diz que em pelo menos metade das lojas do Pingo Doce em Lisboa há trabalhadores infetados com covid-19.

O sindicato diz que quando aparece um trabalhador infetado, a empresa envia-o para casa, mas não costuma verificar se houve contágio com outros trabalhadores. Apenas num caso esse procedimento terá sido posto em prática, na loja da Avenida Duque d’Avila que teve 17 trabalhadores contaminados num total de cerca de 40, segundo o sindicato.

A esta denúncia, o sindicato junta uma outra. Na loja de Telheiras, depois de terem surgido os primeiros 4 ou 5 casos de trabalhadores infetados, a Jerónimo Martins terá pedido aos trabalhadores para assinarem uma declaração onde se comprometiam a não divulgar o que se passava na empresa.

O grupo Jerónimo Martins rejeita todas as acusações e diz que vai proceder judicialmente contra o sindicato. A empresa diz que cumpre todas as regras definidas pela Direção Geral de Saúde.

A Jerónimo Martins garante que não tem um único caso de trabalhador infetado que não tenha sido remetido para isolamento. A empresa acrescenta que já realizou mais de 4 mil testes a trabalhadores das suas lojas e armazéns.

Por seu lado, o sindicato diz que face às situações relatadas e ao número crescente de trabalhadores infetados nos diferentes locais de trabalho da empresa, “exige que o plano de contingência seja revisto para implementação em todas as lojas e armazéns.”

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