André Silva abandona o lugar de deputado

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André Silva abandona a Assembleia da República e não se irá recandidatar a nenhum cargo nas estruturas do PAN. A surpresa é total. Depois de ter sido o primeiro deputado eleito pelo PAN nas eleições de 2014 e de ter conseguido dar notoriedade ao partido e às ideias novas que o PAN trouxe para o debate político e quando nada o fazia prever, André Silva sai.

Num email enviado a todos os militantes do partido, justifica a decisão com a necessidade de abraçar a paternidade, agora que nasceu o seu primeiro filho: “considero que devo apanhar o comboio da paternidade para materializar valores que considero essenciais nas esferas privada e pública.”

Num segundo argumento, lembra que tem “a forte convicção de que numa democracia saudável as pessoas não devem eternizar-se nos cargos, devendo dar oportunidade a outras. Ou seja, como muitos sabem, defendo a limitação de todos os mandatos políticos, sejam eles partidários ou em órgãos de poder institucional.”

O PAN perde, assim, o mais carismático dos seus militantes e, apesar de garantir que se mantém fiel ao partido e que deseja que o PAN continue “a fazer a diferença na sociedade e na política”, esta decisão de André Silva não deixará de ter consequências num partido que já teve antes mais do que uma dissidência, como foram os casos de Cristina Rodrigues, hoje deputada independente e Francisco Guerreiro, eleito para o Parlamento Europeu, que decidiram ambos abandonar o PAN.

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