A velha Feira Franca de Viseu que o povo assim designou até recente data e que amortecera nos derradeiros anos do séc. XIX, renascerá ao abrir do segundo quartel do séc. XX graças ao relevante impulso desse empenhado agente cívico e cultural que foi Francisco de Almeida Moreira (1873-1939) que foi empenhado Vereador da Cultura da Câmara Municipal, responsável pela Comissão de Iniciativa e Turismo e Director do Museu de Grão Vasco o qual fez da mesma uma exemplar feira popular singularmente atractiva para os visitantes que a ela acorriam do Norte e Centro do país.
Renovando-se a espaços que alargaram a sua geografia física onde ponteiam hoje, como esteios, o grande Pavilhão Multiusos, o Palco dos grandes Concertos, uma atractiva e moderníssima área de Restauração que se complementa com os emblemáticos pavilhões das Farturas e das Enguias, de gosto popular, a gigantesca superfície associada a áreas de diversão para adultos e crianças, a abonada área de mercado com suas tendas onde ganham terreno as populares olarias, uma área de bares e de animação nocturna, a Feira de S. Mateus, “símbolo identitário de Viseu”, motor de uma economia mais sólida, icónico espaço de encontro de gente que ali acorre de todo o país, é bem o espelho desta cidade de Viriato e de Grão Vasco.
Entidades responsáveis pela realização do certame são, desde 2016, a Câmara Municipal de Viseu e a Associação Viseu Marca cabendo a esta a anual gestão a que vai imprimindo padrões de modernidade sem que se perca esse feitiço que traz de um longo passado, o de uma das mais antigas feiras da Península.

E o público responde e testemunho de tal foi o número de visitantes que deram entrada no recinto durante os 30 dias da feira, com mais de 1 milhão de registos.



