O jornalista Miguel Szymanski lançou um apelo à mobilização cívica, defendendo que a gravidade do genocídio do povo palestiniano e o agravamento das guerras exigem uma resposta que ultrapasse fronteiras partidárias, religiosas e ideológicas. Assumindo-se como alguém que nunca encontrou lugar em partidos ou organizações, diz Miguel que chegou o momento em que a inação deixa de ser uma opção e se transforma em cumplicidade perante o sofrimento humano.
A proposta passa pela criação de um amplo movimento de cidadãos, reunindo pessoas de diferentes sensibilidades políticas, religiosas e sociais em torno de princípios universais: rejeição do genocídio e da guerra, defesa da solidariedade humana, da diplomacia e das liberdades. O objetivo é levar as pessoas para o espaço público e exercer uma pressão política que obrigue a mudanças na política do Governo português.
O apelo é válido e urgente. Porém, a experiência mostra que movimentos desta dimensão raramente ganham expressão sem uma estrutura mínima de coordenação, sem pessoas capazes de organizar, convocar e dar continuidade à mobilização. Sim, somos muitos, mas dificilmente se conseguirá transformar a indignação dispersa num acontecimento com verdadeiro impacto político. Por mim, estou disponível, dou um passo em frente. Estou ao teu lado, Miguel.



