Os militares que tomaram o poder nomearam um general para o cargo de Presidente da República interino. O general Horta Inta-A já tomou posse.
Nos meios políticos afetos ao PAIGC dizem, agora, que Horta Inta-A tem uma relação familiar com o Presidente deposto e, com essa alegação, pretendem reforçar a narrativa de que o golpe de Estado é uma encenação, uma forma de Umaro Sissoco Embaló continuar a governar o país “na sombra”. Trata-se de uma intriga mal feita. A Guiné-Bissau é uma sociedade muito estratificada em termos tribais e há etnias que não se cruzam com outras. O general Inta-A é Balanta, Umaro Sissoco Embaló é de origem Mandinga/Fula. Não há nenhuma relação de parentesco entre os dois.

Noutros quadrantes, anunciam-se alegados envolvimentos do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, no golpe. Segundo o site Eurecanews, em língua francesa, Aristides Gomes, antigo primeiro-ministro atualmente a residir em França e Domingos Simões Pereira terão unido esforços e financiamentos para orquestrar o golpe.

A mesma fonte alega que Domingo Simões Pereira está em Bissau, na Base Aérea, mas não detido, antes “refugiado” sob proteção de militares que lhe são afetos.
Entretanto, o Presidente deposto está já no exílio na capital da Costa do Marfim, para onde foi transportado esta manhã. Abidjan tem sido um “porto de abrigo” recorrente para governantes africanos caídos através de golpes de Estado.

ACTUALIZAÇÃO: segundo o site Senegal7, Umaro Sissoco Embaló está em Dakar, onde foi acolhido pelo Presidente Diakhar Faye.




