GASOLINA E GASÓLEO 10% MAIS CAROS

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Gasolina e gasóleo vão ficar muito mais caros. O aumento será na ordem dos 10%. E com um aumento dessa ordem nos combustíveis, o efeito sistémico irá agravar tudo o mais. A alimentação vai aumentar de preço,  provavelmente os transportes também serão aumentados assim como o vestuário ou os serviços de um modo geral. Numa economia baseada no transporte terrestre dos produtos, um aumento de 10% nos combustíveis vai originar crise financeira em famílias e empresas. O consumo irá baixar, certamente.

A causa disto tudo é o fim do desconto sobre o ISP – imposto sobre produtos petrolíferos. O desconto surgiu na época da pandemia covid-19, quando o primeiro-ministro da época, António Costa, decidiu efetuar um desconto que fosse equivalente a uma descida do IVA de 23% para 13% . Sempre foi uma medida temporária, mas o tempo foi passando, a pandemia desapareceu e o desconto foi ficando. Agora, a Comissão Europeia manda que se acabe com o desconto porque considera que se trata de um subsídio indireto às empresas petrolíferas.

A intenção da Comissão Europeia será a de levar os agentes económicos em Portugal para a eletrificação total, principalmente no que diz respeito à mobilidade automóvel  

O problema é que os combustíveis fósseis já estão a ficar mais caros, mesmo com o desconto no ISP. A guerra na Ucrânia, o embargo cada vez mais apertado às importações de petróleo e gás da Rússia, além de óleos lubrificantes e adubos, já trouxe problemas para a produção industrial, comércio e serviços, em toda a Europa. E se há países que têm capacidade de adaptação em relação a este tipo de condicionalismos, economias mais fracas, como a portuguesa, sofrem mais.

O atual governo está a ser pressionado para eliminar  completamente o desconto no ISP, se ceder os preços dos combustíveis vão subir de forma significativa. As previsões apontam para a gasolina a custar entre 1,85 e 1,90 € por litro e o gasóleo a ultrapassar 1,70 por litro.

O governo já fez saber que vai obedecer a Bruxelas, mas diz que irá eliminando paulatinamente o desconto sobre o ISP, escolhendo alturas em que o preço dos combustíveis baixe nos mercados internacionais para ir reduzindo o desconto. Assim, os consumidores não sentirão imediatamente o aumento. Ou seja, quando nos disserem que o barril de petróleo baixou, em Portugal não se vai notar.

O que os portugueses sabem, quando olham para a fatura do combustível que acabaram de meter no depósito do seu veículo, é que  mais de metade do que pagaram (56%) são impostos.

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