Pessoas morrem, a guerra existe em todo o seu esplendor, os ucranianos sofrem. É tudo verdade. É a realidade indesmentível, factual.
Há bombas mais ou menos cegas, que caem em estações de comboio e hospitais, que destroem edifícios de apartamentos. E há bombas inteligentíssimas que voam milhares de quilómetros e acertam em cheio em aeródromos e armazéns militares, em comboios que transportam armamento e em reservatórios de combustíveis estratégicos.
E há alvos que nunca serão atingidos. Os russos devem saber a cor das cuecas que Zelensky usa, onde e com quem dorme. E ele continua impávido e sereno a ensaiar poses hollywoodescas para a propaganda do regime e da sua própria imagem. Zelensky, o herói dos próximos 100 filmes, é uma das armas mais letais para o regime de Putin e nem tentam eliminá-lo.
Assim como o gasoduto russo que continua a transportar combustível para a indústria e o conforto dos europeus através da Ucrânia. É um alvo fácil. Nem será preciso destruí-lo. Bastaria aos ucranianos ameaçar que iam rebentar com aquilo para a traficância ser interrompida. Mas não. Zelensky nunca, em nenhum dos seus discursos diários, falou em tal coisa. Uns e outros permitem que os negócios continuem a desenrolar-se e a alimentar a guerra. Quem controla isto é o que nunca nos dirão.
Tudo isto com a conivência de jornalistas que vão em excursões organizadas ver a guerra, para nos mostrarem gatinhos habituados ao vedetismo que as circunstâncias lhes proporcionam.

Enternecedor, não acham?



