Não passa nas televisões, mas está a acontecer. Israel acelerou a limpeza étnica nos territórios palestinianos. Milhares de pessoas estão a ser forçadas a abandonar as suas casas, as suas propriedades agrícolas, devido ao avanço selvagem de colonos israelitas armados e apoiados pelos militares do IDF (designação das forças armadas de Israel).
Segundo a Amnistia Internacional, pela violência dos colonos patrocinada pelo Estado e de políticas de apartheid, as autoridades israelitas procuram formalizar a anexação ilegal de territórios na Cisjordânia e expulsar os palestinianos da região.

Ao prosseguir estas políticas, Israel está a cometer graves violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, executa crimes de guerra sem remorso.

O jornal inglês The Guardian escreveu que “Israel está a intensificar tanto a pressão militar como económica sobre os palestinianos na Cisjordânia ocupada, ameaçando vidas e meios de subsistência”, acrescentando que “mais de 1.000 palestinianos foram mortos em Gaza desde o ‘cessar-fogo’ de outubro, enquanto a violência na Cisjordânia ocupada continua a aumentar.”
A maioria dos Estados tem-se recusado deliberadamente a agir perante estas violações flagrantes e contínuas dos direitos humanos. Esta inacção concedeu carta branca a Israel para cometer uma série de violações e crimes atrozes contra os palestinianos. Esta impunidade não pode continuar.
Como não é possível combater estes criminosos pela força das armas, será preciso que a opinião pública consiga ter força suficiente para levar os governos a agir, no sentido de sancionar Israel de todas as forças possíveis: parar com as trocas comerciais, impedir a atividade de empresas israelitas nos nossos países, bloquear todos os acordos de cooperação existentes, isolar Israel na comunidade internacional.
Uma das formas de tentar é assinar as petições que circulam um pouco por todo o lado, com a intenção de parar com o genocídio em curso na Palestina. A Amnistia Internacional tem esta petição em curso. Assine.




