O Prémio ENSA-Arte é uma antiga e, dizem, prestigiada iniciativa de valorização das artes plásticas em Angola. Num país onde o Estado não perde tempo nem investe recursos na promoção ou valorização do meio artístico, o Prémio Ensa-Arte existe porque tem tido um patrocinador rico. Como o nome indica, esse patrocinador é a companhia de seguros Ensa. De dois em dois anos, a empresa fica bem na fotografia e atribui os prémios às obras que um juri designou.
O prémio é monetário e de valor significativo. Por exemplo, na 18.ª edição em 2026, o primeiro classificado em cada modalidade recebe 6 milhões de kwanzas, um pouco mais de 5 mil e 500 euros, enquanto o segundo lugar é distinguido com 3 milhões de kwanzas.
Também por isso, é um prémio bastante disputado. Começou por ser apenas um concurso de pintura, mas agora engloba escultura e performance artística, também.
Este ano, na categoria de Pintura, Adriano João Gaspar conquistou o 1.º lugar com a obra “Mujikulu”.

Com a pintura “Mujikulu”, Adriano João Gaspar retrata as preocupações que sobrecarregam o povo, no dia-a-dia. A mulher que pensa, dolorosamente, com a mão sobre a cabeça, transmite-nos angústia.
Na escultura, Maiomona Vua destacou-se com a peça “Bocas Abertas, Protestos Sobre a Fome”.

Preocupações sociais, um povo que sofre, arte premiada que contribui para dar voz aos mais desfavorecidos.
Na categoria de Performance Artística, venceu Domingos Miguel “Mussunda”, com uma apresentação intitulada “Currulo-Currulo”, da qual não temos imagens.



