Foi anunciado que o seguro automóvel vai aumentar entre 6 a 10%. As revistas da especialidade justificam os aumentos previstos com o aumento da sinistralidade rodoviária e com o aumento dos custos das reparações.
Parece que a culpa será dos automóveis elétricos. Apesar de não terem motor de combustão, têm mais tecnologia sensível a choques e que não será fácil de reparar. Acrescenta-se a isto o surgimento de novas marcas que vendem mas ainda não têm uma rede de assistência especializada nos seus modelos.
Todas as razões serão boas para aumentar o preço dos seguros, mas a principal é que as companhias seguradoras não só não querem perder dinheiro como não querem deixar de ganhar dinheiro por antecipação. Ou seja, o automobilista vai pagar mais caro mesmo antes de ter um acidente. Pode até nunca vir a ter um acidente, mas pagará sempre mais caro.
A lei deveria prevenir este tipo de abuso. Ou seja, o seguro só deveria aumentar após a ocorrência de um sinistro. De facto, isso já acontece. Depois de um acidente, o custo do seguro é agravado. Mas quando o segurado paga o aumento (mesmo sem acidente no cadastro) e o agravamento (em caso de acidente), está a pagar duas vezes pelas mesmas razões. Ora, isto é uma espécie de aldrabice que a lei deveria evitar.




