Ebrahim Rasool é vítima do crescente antagonismo entre a África do Sul e os EUA, que surgiu quando o país africano liderou a queixa contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça pelo genocídio do povo palestiniano. O mau ambiente aprofundou-se quando os EUA se opuseram à política sulafricana de reforma agrária que prejudica os interesses de agricultores brancos.
“O embaixador da África do Sul nos Estados Unidos não é bem-vindo no nosso grande país”, disse Rubio numa publicação no X.
A expulsão de um embaixador é um ato raro e nunca feito de ânimo leve. Muito menos nos termos em que esta expulsão está a ser revelada publicamente: “Ebrahim Rasool é um político que odeia a América e odeia Trump” – escreveu Rubio no mesmo post.
A África do Sul considerou a medida lamentável, mas disse que continua empenhada em construir relações mutuamente benéficas e que abordará o assunto através de canais diplomáticos.

“A relação EUA/África do Sul atingiu agora o seu ponto mais baixo”, disse Patrick Gaspard, antigo embaixador dos EUA na África do Sul, citado pela agência Reuters.
Rasool ficou pouco tempo em Washington. Apresentou credenciais ao ainda presidente Joe Biden em 13 de janeiro, uma semana antes de Trump assumir o cargo.

O multimilionário sul-africano Elon Musk, que integra o núcleo duro de Trump, disse que os sul-africanos brancos foram vítimas de “leis de propriedade racistas”.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, promulgou em janeiro uma lei que visa facilitar a expropriação de terras pelo Estado no interesse público, em alguns casos sem indemnizar o proprietário. Mas o governo ainda não confiscou nenhuma propriedade agrícola.
Trump ofereceu-se para reinstalar agricultores sul-africanos brancos e suas famílias como refugiados.



