AFINAL, TALVEZ NÃO…

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A Ucrânia está a tentar acelerar o processo de adesão à União Europeia. Zelensky conta com a simpatia dos dirigentes europeus, de um modo geral, mas talvez não tenha o apoio de todos.

A Europa já está invadida por emigrantes ucranianos, muitos com o estatuto de refugiados, há quem esteja a ficar cansado de ver tantos recursos locais serem desviados para apoiar o esforço de guerra da Ucrânia e da sua população dispersa pela Europa.

Nos corredores da política europeia, chega o aviso de que alguma coisa pode correr mal, porque os Estados membros não chegaram ainda a acordo para conceder a Kiev mais 50 mil milhões de euros em ajuda, disse um alto funcionário europeu à Reuters.

Em agosto, Zelensky recebeu Ursula von der Leyen. Nesse encontro, o Presidente da Ucrânia disse esperar que o processo formal de adesão do país à UE começasse até ao final de 2023.

fotografia relativa ao encontro de agosto de 2023

De garantias regulares de que a UE apoiará a Ucrânia “o tempo que for necessário”, o funcionário disse que as últimas discussões no bloco sobre mais apoio a Kiev foram um “choque de realidade”.

Tudo terá de ficar decidido na próxima cimeira de líderes, dias 14 e 15 de dezembro, em Bruxelas. Aceitar a adesão de um país em guerra implica assumir as despesas dessa guerra e de tudo o que ela acarreta. Há quem não queira essa obrigação. Por exemplo, na Alemanha, há cada vez mais entraves à sangria que se verifica no orçamento alemão para as despesas da UE.

Embora tenha havido, até agora, um consenso para evitar que a Ucrânia vá à falência, permitir a adesão de Estado com os problemas que a Ucrânia tem parece estar fora de questão para alguns dos atuais membros da união, como será o caso da Hungria, por exemplo.

O Governo da Hungria anunciou a realização de um inquérito à população (não se trata de um referendo) sobre se a UE deveria continuar a suportar a Ucrânia, entre outras questões que afetam a soberania do país.

cartaz sobre o inquérito à população da Hungria

A fonte citada pela Reuters, sob anonimato, diz ainda que alguns líderes da UE propuseram voltar ao tema em março de 2024. Ou seja, empurrar com a barriga um problema que agora não tem solução.

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