MULHERES (e homens) EM LUTA

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Foi uma manifestação de mulheres. Mulheres de diferentes profissões e condições sociais. Mulheres que lutam pela igualdade e justiça social, pelo fim da discriminação sexista.  Entre elas, mulheres com deficiência, para quem as palavras de ordem visíveis nos cartazes têm a dimensão de uma luta ainda maior.

A manifestação foi convocada pelo Movimento Democrático das Mulheres, mas aderiram várias organizações socioprofissionais como, por exemplo, a Associação Portuguesa de Juristas Democratas, a Associação Geral das Mulheres Chinesas em Portugal, a Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), entre outras.

Diana Santos, que foi deputada pelo Bloco de Esquerda na anterior legislatura, participou na manifestação e deixou no Facebook um testemunho de alegria e de esperança, ao escrever que “Hoje foi tão bom… Ainda não tenho muitas palavras. Sinto tanto orgulho em nós (e em tantos outros que levamos em nós por não conseguirem estar) por fazermos parte da luta. Por sermos sopro de mudança. Não estivemos sós porque a luta por direitos humanos é uma responsabilidade de todas as pessoas”.

Para as pessoas com deficiência, as questões da igualdade e dignidade passam não apenas pelos preceitos legais mas, também, pelas acessibilidades aos edifícios públicos, aos centros comerciais, aos transportes públicas. Coisas simples que não apoquentam o cidadão, excepto quando se trata de alguém que se desloque numa cadeira de rodas, por exemplo.

E depois há o resto, que serviu de razão para se convocar esta manifestação. A violência doméstica, a exploração sexual, a desigualdade salarial, a precariedade laboral, a igualdade nos direitos. Enfim, tudo aquilo que traz justiça social e que ainda falha em Portugal.

(fotos partilhadas do Facebook de Diana Santos)

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