DIOGO FOI PRESO EM LONDRES

O cibercrime não tem fronteiras, a jurisdição policial também começa a não ter.

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Rui Pinto não está sozinho no mundo dos hackers portugueses de categoria internacional. Foi há dias noticiada a detenção em Londres de um tal Diogo Santos Coelho, por alegadas patifarias cibernéticas.

O jovem vivia na zona de Viseu e os alegados crimes terão sido praticados quando ainda estava em Portugal. A PJ efetuou buscas na casa, terá apreendido equipamentos supostamente relacionados com os crimes que estão em investigação.

É grande o berbicacho em que o jovem de 21 anos se envolveu. Indiciado por seis crimes que, ao que se sabe, estão relacionados com o roubo de dados informáticos de eleitores dos EUA que terão sido vendidos a terceiros com a finalidade de aldrabar as eleições americanas.

Além de Diogo, foram detidos outros dois suspeitos. Os três são considerados pelo FBI como administradores de uma plataforma de hackers de várias origens onde se traficavam os dados subtraídos em ataques informáticos. A plataforma foi bloqueada, a Interpol festejou a vitória nesta batalha nas redes sociais, como já é da praxe.

Diogo foi detido pela polícia inglesa, há um pedido de extradição da justiça norte-americana. Aparentemente, as autoridades portuguesas parecem colaborantes e pouco interessadas em proteger o cidadão português. Acontece que, a confirmarem-se, os atos criminosos terão sido praticados em Portugal e talvez a detenção em Inglaterra seja ilegal. Mas o cibercrime não tem fronteiras, a jurisdição policial também começa a não ter.

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