Mário Ferreira contra Ana Gomes

"A cada ofensa, cada mentira, leva um processo judicial. Faz denúncias por todo o lado e não concretiza", diz Mário Ferreira. "É um trapaceiro maior", acusa Ana Gomes.

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Ana Gomes incomoda muita gente porque dispara “chumbo grosso” sobre aqueles que considera serem “escroques”, “criminosos fiscais”, “vigaristas”, “corruptos”. Esquecida a diplomacia, Ana Gomes assume-se como ativista e investigadora contra a corrupção.

O problema é que com isto coleciona inimigos. Inimigos ricos, poderosos e com advogados às ordens para lhe moverem processos. O professor de Matemática Paulo de Morais vive com o mesmo problema. Ambos passam metade da vida a caminho dos tribunais, para responderem a processos movidos contra eles por difamação.

É o que está a acontecer agora com Ana Gomes. No Tribunal do Bolhão, no Porto, responde ao processo que lhe moveu o patrão da TVI e da Douro Azul, senhor Mário Ferreira.

Sem papas na língua, Ana Gomes repetiu no tribunal o que ela considera ser uma evidência: “quem comete crimes fiscais é um trapaceiro maior”. E Ana Gomes considera que já foi demonstrado que Mário Ferreira cometeu crimes tais. Em causa estão meandros do negócio que envolveu a transação do ferryboat “Atlântida”, investigações e buscas policiais relacionadas com a subconcessão do Estaleiros Navais de Viana do Castelo e de negócios de navios.

No Tribunal do Bolhão, Ana Gomes revelou que depois de um outro processo julgado no Tribunal de Peso da Régua, Mário Ferreira terá tentado uma aproximação: “Tentou comprar-me”, é a convicção de Ana Gomes. Mário Ferreira confirmou ter convidado a senhora para um encontro, mas com o objetivo de lhe dar os esclarecimentos e documentos que pretendesse.

Mário Ferreira disse estar convencido de que uma das razões para a animosidade de Ana Gomes foi ele ter tomado o controlo acionista na TVI, canal de televisão concorrente da SIC onde Ana Gomes tem sido comentadora nos últimos tempos.

1 COMENTÁRIO

  1. O Assédio Processual Jurídico, é uma técnica que consiste em perseguir judicialmente alguém com processos atrás de processos, com o intuito de a imobilizar, intimidar, desmoralizar e descredibilizar perante a opinião pública que vai formando a sua opinião induzida pela comunicação social corporativa, com as suas especulações jornalísticas em forma de novela diária. Como dizia um fomentador desta técnica, o brasileiro Olavo de Carvalho, o processo não vale pela sentença final, mas pelo próprio processo, pedras que vão sendo arremessadas para destruir a reputação pessoal e política do processado.

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