É uma espécie de assalto à mão armada

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O setor automóvel contribui com 21% do total dos impostos arrecadados pelo Estado. O número vem na revista do ACP deste mês. Sendo certo que todos os custos operacionais de qualquer negócio acabam por se refletir no preço final pago pelo consumidor, temos a confirmação de que o cidadão comum, trabalhador por conta de outrem, profissional independente, pequeno ou médio empresário, é que aguenta com tudo. Devia haver uma estátua ao cidadão contribuinte à porta do Ministério das Finanças.

Segundo um estudo divulgado pela Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA), o valor absoluto das receitas fiscais angariadas em Portugal através deste setor foi de 9,6 mil milhões de euros. Um valor que tem em conta os impostos cobrados na venda de veículos e peças, reparação, bem como a portagens e impostos sobre combustíveis, lê-se ainda no mesmo artigo da revista do ACP.

Quase 10 mil milhões de euros em impostos anuais é um valor que, em termos percentuais, nenhum outro país na Europa tem o atrevimento de tributar aos seus cidadãos. Países bem mais ricos que Portugal, não o fazem.

Mas nós, os que vivemos em Portugal, pagamos dos combustíveis mais caros e sobrecarregados de impostos da Europa, o IUC tem um valor absurdo, os impostos sobre a compra de carros novos são um dos principais contributos para a manutenção de frotas velhas, mas o Estado não se importa porque nos apanha, depois, quando pagamos a assistência e a manutenção dos veículos nas oficinas.

Se olharmos para o mapa publicado, muitos de nós ficarão com vontade de emigrar para a Roménia, Bulgária ou Bielorrússia… países onde, seguramente, o Estado não carrega o preço dos combustíveis com 63% de impostos.

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