Uma bomba no jornal satírico francês Charlie Hebdo

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Tenho de confessar que foi uma conversa horrível, cheia de maus presságios. Acho sinceramente que não haverá nada a temer, mas quem já viu porcos a andar de bicicleta, não se admira com nada.

A minha amiga rica voltou a ligar-me para dizer que achava que ia rebentar uma bomba na redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo. Depois do que aconteceu em 2015 por causa das caricaturas do profeta Maomé, a minha amiga agora diz que a “família” inglesa não vai perdoar. Ela disse “família” no sentido siciliano da palavra, “famiglia”, a Máfia. Mas, sinceramente, confundir a Máfia com a família real britânica é um bocadito demais, disse-lhe eu.

Mas ela perguntou-me se eu já tinha visto a caricatura que o Charlie Hebdo publicou. Confessei-lhe que não tinha visto, ao que ela respondeu: “então veja e depois diga-me!” E desligou-me o telefone.

Fui à net e encontrei a capa famigerada… a alusão ao racismo é fortíssima. Aliás, nem é uma alusão. É uma acusação.

Porque razão Meghan deixou o palácio de Buckingham, pergunta o jornal. A resposta no balão: “porque já não conseguia respirar”.

A referência à morte de George Floyd asfixiado pelo joelho de um polícia racista, em plena via pública. Lembram-se?

Consequências do que Meghan Markle disse na entrevista que ela e o marido Harry deram a Oprah Winfrey. Parece que a Raínha de Inglaterra estava preocupada com a cor da pele do bisneto. Enfim…

Quanto à bomba, o melhor é esperar para ver.

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