Nem tudo é mau!

0
734
  1. Bom trabalho do jornalista José António Pereira no Telejornal de 28 de Fevereiro, a propósito da queda da ponte de Entre-os-Rios. Boa concepção da peça e bom trabalho de equipa , com Paulo Maio Gomes na imagem e Miguel Cervan na edição de imagem. Jornalismo em televisão é trabalho de equipa. Quando esta funciona, fruto do diálogo entre todos, o resultado está garantido. Os intervenientes foram bem escolhidos, com destaque para a antiga professora, para o fotógrafo, e principalmente, para o ex-pároco de Raiva. O padre José Ribeiro Mota daria um actor formidável, no cinema ou no teatro. A reportagem merecia, no entanto, um final mais apurado.
  2.  José Fragoso tem feito um excelente trabalho na direcção de Programas da RTP. O pagode gosta é das novelas e de muito outro telelixo. Cá para mim, é para o lado que ele dorme melhor. E faz muito bem. Atenção, porém, ao pessoal da culinária e do vinho, é matéria que já cansa. E manter debaixo de olho o Palmeirim e a Cautela. Usam demasiados estrangeirismos (como se viu no Festival da Canção), fazem lembrar o António Mexia nas apresentações que fazia nos tempos da EDP. Estamos em Portugal. E a Cautela usa uma linguagem demasiado livre, pouco apurada para TV. Vislumbro, em ambos, algum deslumbramento. Atenção à jogada! Parecem-me demasiado novos para iniciarem a queda no abismo.
  3. Miguel Sousa Tavares  (MST)substituiu o género entrevista por conversas com os convidados. Com excelentes resultados. Tem-nos proporcionado belíssimos e tranquilos momentos de televisão. É do que estamos a precisar, com tanta excitação, para não dizer maluqueira, sobre a pandemia. MST estará eventualmente, em fim de carreira.  Não tem nada a provar. É um grande jornalista, um óptimo comentador e um extraordinário cronista. Antecipou problemas em muitos sectores, com destaque para a área ambiental. Por onde passou deixou marcas. Tem uma brilhantíssima carreira no panorama da comunicação social portuguesa. 
    Desenvolveu, em paralelo, uma notável carreira de escritor, com assinalável sucesso dentro e fora de portas.                                                                                            E criou grandes, saborosas e saudáveis polémicas, das quais vamos ter saudades quando decidir retirar-se. 
  4.  Vitor Gonçalves executa um excelente trabalho na “Grande Entrevista” da RTP, programa em cima da actualidade e para o qual faz convites com acerto. As perguntas estão lá, não precisa de ser agressivo. E demonstra, sempre, fazer o trabalho de casa. A cara revela, porém, o seu estado de alma, consoante as entrevistas vão correndo melhor ou pior. A corrigir.
  5.  Pedro Andersson, na SIC, exerce um serviço público notável, com o seu “Contas-Poupança”. Os consumidores agradecem.

Hoje deu-me para dizer bem. Óptimo, sinal de que nem tudo é mau! 

(o autor também publica esta crónica no Jornal de Barcelos)

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here