Oitenta e um reclusos do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus assinaram um abaixo-assinado onde pedem a todos os que tiverem acesso a esse documento que o divulguem, como modo de pressão para tentarem resolver as situações que os afetam.
Sucintamente, os problemas expostos por este grupo de reclusos, são os seguintes:
- A greve dos guardas prisionais dura há quase 1 ano, ininterruptamente, o que afeta a vida dentro da cadeia, que em situações normais já é difícil.
- Os reclusos estão fechados nas celas 22 horas por dia.
- Aumento de casos de doença mental e o consequente aumento de suícidios.
- Falta de acompanhamento médico (reclusos têm morrido por falta de assistência), há reclusos há mais de 1 ano à espera de consulta no dentista ou na psiquiatria.
- Falta de condições de higiéne (não há água quente, casas-de-banho degradadas)
- Alimentação de má qualidade (a cheirar a podre).
- Diminuição das visitas.
- Celas sem televisor, o que provoca aumento de ansiedade para quem está 22 horas por dia, semanas, meses a fio, a olhar para uma parede.
- Instalações infestadas de ratos e baratas.
- Violência dos guardas prisionais, nomeadamente contra reclusos que reclamam pelo cumprimento da lei no interior do estabelecimento prisional.
Os reclusos solicitam que as autoridades que superintendem o sistema prisional (Ministério da Justiça, DGRSP) façam uma visita ao EP de Vale de Judeus sem pré-aviso.
O abaixo-assinado termina com o pedido de que se preservem as identidades dos reclusos que o assinam, de modo a evitar represálias que, segundo os reclusos, podem por a vida deles em risco.



