O MÉDICO INGLÊS

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fotomontagem de fotogramas de vídeo

Nick Maynard é medico, cirurgião, professor em Oxford, um profissional muitíssimo considerado em todo o mundo, uma pessoa disponível para ajudar quem mais necessita dos seus conhecimentos. É por isso que esteve já muitas vezes no Médio Oriente, em momentos de conflito e pós-conflito. Conhece bem Gaza. Fez um relato terrível à TRT, o canal internacional de notícias turco que tem dado uma atenção especial ao que Israel anda a fazer.

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O QUE MAYNARD DIZ NO VÍDEO

Maynard começou a ir até Gaza e à Cisjordânia no ano de 2010. Deu aulas nas faculdades de medicina palestinianas, conhecia bem a realidade que se vivia tanto nos territórios ocupados como na Gaza cercada, onde só entrava quem Israel autorizava. Mas nada o preparou para o que se ia passar, depois de outubro de 2023.

O relato deste médico inglês é chocante. “Podíamos sentir o cheiro a queimado”, “vi bebés mortos com tiros na cabeça”. Lembra-se das noites passadas na sala de operações, dos bombardeamentos que atingiam o hospital enquanto decorriam intervenções cirurgicas para salvar sobreviventes, do número de crianças vítimas daquela violência à solta que tudo destruiu. Lembra-se do chão do Hospital Al-Aqsa coberto de corpos, uns mortos outros ainda vivos, do sangue, dos gritos, do desespero coletivo.

Diz calcular que 75% das vítimas que viu serem crianças e mulheres. Não encontra nada que justifique esse facto nem qualquer razão para os hospitais terem sido destruídos total ou parcialmente.

Na memória ficou-lhe o caso especial de Habiba, uma menina de 11 anos, que chegou ao hospital com o peito desfeito pelo rebentamento de uma bomba.

Passou horas com aquela criança no bloco operatório, reconstruiu o esófago da menina e ela sobreviveu à cirurgia e teria condições para recuperar. Mas Habiba morreu de fome quatro semanas depois.

As declarações de Nick Maynard são dirigidas contra Israel, pela matança direta nos bombardeamentos e a ação de snipers contra civis, pelo bloqueio de alimentos, pelo bloqueio de medicamentos, pelo bloqueio de tudo que pudesse contribuir para evitar mais mortes.

Críticas que englobam todos os governos que nada fizeram e nada fazem para obrigar Israel a cumprir com a Lei Internacional ou com preceitos civilizacionais.

as valas comuns em Gaza

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