Os países que lideram o desenvolvimento científico e industrial não afastam investigadores nem atrasam pagamentos aos bolseiros da investigação…
Mas Portugal continua a privilegiar o sector do turismo e dos serviços, como se daí conseguissemos dar emprego decente aos nossos jovens.
O que dizem as parangonas sobre o nosso crescimento do PIB, não nos leva para perto, sequer, dos parceiros europeus. É um crescimento sempre abaixo dos 70% da média europeia.
A nossa dívida externa, que não é para pagar mas para gerir (ouvi dizer), esmaga a possibilidade de subirmos no ranking europeu. O tecido empresarial é maioritariamente de micro, pequenas e médias empresas e quase todas viradas para os serviços e para o turismo.
Produz-se pouco e estamos sempre, mas sempre, dependentes dos fundos estruturais.
O investimento externo não vem, porque a justiça é lenta e o fisco injusto. O que vemos é um marcar passo permanente porque continuamos com mão de obra de baixos salários, tão baixos que nem servem para animar o mercado interno.
Como é que se passa para uma economia que tem a sua estrutura no conhecimento e inovação, se se aposta no imobiliário, turismo, serviços…?
Pagamos caro as formações dos nossos jovens e eles, findo os cursos, não vêm hipótese nenhuma em conseguir empregos capazes por cá. Emigram para os países que não gastaram um cêntimo nessas formações.
Mas que atraso de vida.
E a música deste fado que não nos larga:




