“Contas d’Antanho”, da autoria de Celestino Costa, um livro de charadas, foi ontem, sábado, dia 31, à tarde, lançado perante um público interessado.
Severino Rodrigues, actual responsável autárquico deste Centro de Interpretação do Espaço Rural de Cascais, abriu a sessão, relembrando quanto o autor lhe tem ensinado.
A apresentação deste livrinho de cordel foi feita por José d’Encarnação, que explicitou o interesse do seu conteúdo e relembrou, a propósito, os tempos de seu pai como cabouqueiro na pedreira e como ele fazia contas de cabeça para achar o peso de um bloco de pedra, pronto a carregar para ir para a serração…

Fechou a sessão o autor que, mais uma vez, declamou dois dos seus poemas: escolheu um evocando os poetas («Prós poetas, pátria querida / és madrasta toda a vida / só és mãe depois da morte») e outro de louvor à azáfama diária das mulheres do seu tempo.
Trata-se de mais uma obra, editada pela Associação Cultural de Cascais, de um canteiro e poeta de Cascais, de 92 anos, que, pelos vistos, nas horas vagas, ocupa o seu tempo a pensar soluções para quebra-cabeças.
Editado pela Associação Cultural de Cascais, o livro teve capa de José Luís Madeira, paginação de João Miguel Freitas, impressão de Edições Colibri. Está disponível no referido Centro de Interpretação.




