A CAMINHO DA SEGUNDA VOLTA DAS PRESIDENCIAIS

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A entrada dos dois candidatos, à segunda volta das Presidenciais, para o debate de terça-feira, fixou a posição de cada um deles nestas eleições. Um, líder de claque, lá se apresentou, aos gritos, entre os berros dos seus seguidores, articulando umas palavras de enorme vacuidade. O outro, chegou, serenamente, com posse de Estado, revelou-se, desde já,  como Presidente de todos os Portugueses, manifestando a sua solidariedade com acontecimentos que entristeceram o nosso País.

O debate, na verdade, começou e acabou aí, o resto foi um tempo perdido, que confirmou o desnorte do candidato do Chega e que comprovou que o mesmo apenas tem um objectivo – que talvez consiga- destruir o PSD. Porque, quando surgir o momento, nas próximas eleições legislativas, o espaço que ele tentou preencher poderá estar preenchido pelo Movimento 2031 de Cotrim de Figueiredo e pelo partido que irá nascer dos órfãos de Gouveia e Melo.

A mudança do quadro político português será uma realidade, com a perda de relevância dos partidos tradicionais e a subida dos partidos emergentes, nascidos num clima de grande incerteza social e económica que pode rasgar a Europa e lançar o Mundo num caos. Mas, mesmo que seja possível controlar este deslaçamento, o que se afigura complicado, as consequências serão tremendas e abrem o caminho a quem prometa uma esperança de solução, mesmo que seja falsa.

Regressando às eleições presidenciais, em Portugal, nada está ganho, para António José Seguro, e a certeza da vitória, como explicou o Luís Paixão Martins, pode ter sido alterada em consequência directa da calamidade que se abateu no nosso País. Em termos reais, há um momento antes e outro depois da tempestade, que destruiu vidas e bens e lançou o caos na vida dos nossos cidadãos.

Esta asserção de Paixão Martins fica, porém, na minha opinião, ferida nos seus pressupostos, face ao comportamento vergonhoso do candidato André Ventura, que pretendeu fazer uma aproveitamento, miserável, da tragédia que afectou milhares de cidadãos, por comparação com o sentido de Estado do candidato António José Seguro, num quadro em que o governo revelou toda a sua incompetência. Hoje, no dia em que escrevo este texto, milhares de portugueses vão exercer o seu direto de voto. Que tenham feito uma boa escolha, com a certeza que os tempos serão muito difíceis, para Portugal e para a Europa, não havendo lugar a aventureirismos

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