O algoritmo não compreende subtilezas linguísticas. Mas o problema não é técnico, é político, como tento explicar neste vídeo (link para o vídeo alojado na rede Telegram).
Se a publicação fosse realmente erótica, exibindo corpos sexualizados, cenas implícitas de prostituição ou mulheres transformadas em mercadoria visual, o problema seria facilmente resolvido: bastaria pagar. “Promover conteúdo”, como lhes chamam. O Facebook está saturado desse material, impulsionado pelo próprio marketing da plataforma, acessível a qualquer utilizador, incluindo crianças. Isso, porém, não levanta alarmes.
Temos assim um sistema em que a crítica política é punida, mas a degradação humana é monetizável. Um espaço onde tudo é permitido desde que alguém pague, da grunhice da extrema-direita à exploração do corpo feminino. A censura não é moral: é comercial e ideológica.
O Facebook está cada vez mais mal frequentado. Não porque haja excesso de liberdade, mas porque há liberdade seletiva, vendida ao melhor cliente e aplicada com zelo apenas contra quem questiona o poder.



