NOTAS DE FIM DO ANO

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Estes últimos dias do ano de 2025, ficam marcados por quatro momentos que definem, na minha perspectiva, este governo:

Uma secretária de Estado da Saúde, despedida por incompetência na gestão do INEM, foi premiada com o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Metro de Lisboa e o governo ainda deu o bónus de um aumento, substancial, do vencimento para a nova administração do Metro.

A antiga secretária de Estado da Gestão da Saúde Cristina Vaz Tomé, uma das caras da polémica em volta da greve no INEM no final do ano passado

As CCDR´s vêem o número de vice-presidentes acrescido para sete, sendo cinco nomeados pelo governo, com fundamento no acréscimo de competências das CCDR´s, uma organização perfeitamente dispensável, que apenas se justifica por permitir arranjar uns cargos para os militantes partidários que ficam ‘desempregados’.

O ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida, é responsável pela coordenação do Governo com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional

O primeiro-ministro, na mensagem natalícia, dá como exemplo motivacional o luso-saudita, Cristiano Ronaldo, numa imitação, do rapaz de ‘bater o punho’, criada por Miguel Relvas, ou seja, nada de novo, apenas a imitação dos actos falhados do governo de Passos Coelho.

O ministro Miguel Relvas e o “rapaz de bater punho” Miguel Gonçalves, fonte: miguel gonçalves – Aventar

Por último, o governo, cobardemente, não apresentou qualquer proposta de indulto, contrariando uma tradição com dezenas de anos. E não o fez por medo das reacções do Chega, em período de eleições presidenciais e em que o candidato escolhido por Montenegro arrisca não passar à segunda volta. A cobardia, em política, é má conselheira, revela o carácter dos dirigentes políticos e a sua espinha dorsal.

publicado em GOVERNO IMPIEDOSO

Neste quadro de cobardia, de habilidades e de artifícios de política rasteira, relevo o que António Damásio afirmou numa entrevista à Clara Ferreira Alves: ‘Se a máquina ganhar autonomia, o futuro é aterrador’. O mais grave, digo eu, é que, com gente desta, o futuro já é aterrador.

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