Não precisa de ter voz grossa para se fazer ouvir, não precisa de ser alto para impressionar. Basta-lhe falar com a força das suas convicções humanistas.
O Presidente Higgins quer uma força militar das Nações Unidas (capacetes azuis), a abertura de um corredor para fornecer ajuda humanitária à população de Gaza, que está a ser dizimada pelas bombas israelitas e pela fome imposta pelo ocupante do território.
A relação com Israel já estava estragada, antes disto. A Irlanda foi um dos países que se juntou à queixa apresentada pela África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em Haia, por alegado genocídio na Faixa de Gaza. Consequentemente, Israel procedeu ao encerramento da sua embaixada em Dublin e acusou a Irlanda de “ter cruzado todas as linhas vermelhas na sua relação com Israel”.
Higgins não parece ter ficado incomodado com a ausência dos diplomatas israelitas. O Presidente irlandês é incompatível com as políticas colonialistas de Israel. Talvez porque a Irlanda tem uma longa história de resistência contra potências coloniais.
O Presidente Higgins recebeu há pouco tempo o prémio The Global Voice for Humanity (Voz Global da Humanidade), distinção reservada para aqueles que dedicam a vida a defender os valores da cidadania, nomeadamente a justiça, dignidade, solidariedade, espírito crítico e educação. Um prémio para verdadeiros democratas.




