NESTAS ELEIÇÕES TODOS GANHAMOS!

Depois de ler os programas dos Partidos, ouvir os discursos, analisar os debates, posso concluir que, cinquenta anos após as primeiras eleições livres em Portugal, vamos ter, finalmente, uma votação que deixará todos felizes.

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fotos de Miguel A. Lopes e José Sena Goulão

Começando pelos portugueses mais crédulos, estou seguro de que ficarão radiantes não lhes faltando motivos para tal.
Analisemos, ponto por ponto. Independentemente de quem ganhe, ao que afirmam os candidatos a governar o País, os bebés passarão a nascer felicíssimos porque vão acabar os partos nas ambulâncias, os pais vão receber um subsídio só pelo nascimento e vão ter creches gratuitas.

As crianças vão ter escolas novas, ou remodeladas, a funcionar em pleno, com professores em todas as disciplinas e refeições melhoradas.
Os adolescentes terão acesso facilitado às universidades, com residências para todos, propinas mais baixas e bolsas de estudo.

No fim dos cursos, não precisarão de emigrar porque as nossas empresas estão desejosas de gente com talento e os ordenados vão subir numa proporção idêntica à que foi atribuída às forças de segurança, por exemplo.

Em todo o território nacional haverá apoio médico garantido com a abertura de novos postos médicos e hospitais.
Finalmente, haverá médicos e enfermeiros de família para todos os portugueses e para os estrangeiros que estejam legais no país.
Isto porque, como está garantido, a imigração descontrolada está prestes a terminar.


Dentro de dias não haverá um estrangeiro, no nosso país, que não possa provar que tem emprego, desconta para a segurança social, não tem cadastro e vai à missa todos os domingos. A título muito excepcional até poderá ir às mesquitas às sextas-feiras…

A construção de novas habitações vai subir em flecha e, por isso, dentro de poucas semanas, não faltarão casas com rendas acessíveis. Uma prenda exagerada porque, como todos os ordenados vão aumentar substancialmente (incluindo o mínimo, que até poderá vir a ter de mudar esse qualificativo), as rendas actuais seriam facilmente suportadas.

As pensões de reforma, e o rendimento mínimo, vão duplicar o seu valor actual com promessas de melhoria a curto prazo.
O cabaz de compras vai ser mais acessível porque o IVA para os produtos essenciais vai ser eliminado.

Os combustíveis vão ter preços idênticos aos do século XX. O gás vai ter preço igual ao que se vende em Espanha.

A semana de quatro dias de trabalho está para breve. Haverá um forte incentivo às artes, à investigação e à ciência.

Finalmente, os investimentos e as exportações irão aumentar, os impostos vão baixar, alguns desaparecer, e haverá uma redução significativa da dívida pública.

Quanto aos incrédulos, pelo seu mau feitio habitual, o contentamento não será, obviamente, idêntico ao dos crédulos, mas ainda assim terão razões para festejar. Todos sabemos que estas eleições serão ganhas ou pela AD, de Luís Montenegro, ou pelo PS, de Pedro Nuno Santos. E é garantido que, o que perder, tem os seus dias contados à frente do seu Partido. Logo, de um deles, pelo menos, ficaremos livres. É um êxito de 50%, mas… é uma vitória.

Se o Partido vencedor ganhar por “poucochinho”, e os seus militantes seguirem o exemplo de António Costa com António José Seguro, até
podemos ficar livres dos dois. Mas isso também já é sonhar alto!

1 COMENTÁRIO

  1. Maravilha! Na verdade, uma verificação está garantida, aposta-se dobrado contra singelo: todos – mas todos! – vão garantir que ganharam!
    Da minha parte, neste momento – começo da tarde de sábado ante-votação – só desejo que sejam intermináveis as filas nas secções de voto!

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