PONTAPÉS E MARRETADAS, JUDEUS ATACAM CRISTÃOS

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM ISRAEL

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É verdade que uma imagem pode valer mais que um discurso palavroso e, neste caso, um vídeo que se tornou viral nas redes sociais está a provocar mais engulhos ao Governo de Israel do que seria de esperar.

O vídeo mostra um ataque a uma freira católica francesa (também investigadora arqueológica) em Jerusalém. Trata-se de uma freira católica, branca, de nacionalidade francesa, arqueóloga reconhecida pelos seus pares. Ou seja, o agressor não podia ter escolhido pior alvo.

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Encurralados pela repulsa generalizada que as imagens causaram, o Governo de Israel apressou-se a declarar o “ato vergonhoso”, numa declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Há dias, outro vídeo mostrou um soldado israelita a estilhaçar uma estátua de Cristo crucificado. Foi no sul do Líbano, onde Israel avança com uma operação de limpeza étnica semelhante à que executou na Faixa de Gaza. Neste outro ataque à liberdade religiosa, dois militares (o da marreta e o que gravou as imagens) foram condenados a 30 dias de prisão. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse ter ficado “chocado e entristecido” com o incidente.

No ataque em Jerusalém, a freira sofreu escoriações no rosto, cabeça e outras partes do corpo, depois de ter sido pontapeada quando estava caída, mas os ferimentos não foram considerados graves. Sendo assim, o agressor não irá sofrer consequências de maior, a não ser que venha a ser acusado de tentativa de homicídio, o que é pouco provável.

O ataque ocorreu no Monte Sião, perto de locais venerados por judeus e cristãos: o túmulo do rei David, e o Cenáculo, onde se acredita que aconteceu a Última Ceia de Cristo com os 12 apóstolos.

A Universidade Hebraica de Jerusalém afirmou: “Este não é um incidente isolado, mas parte de um padrão preocupante de crescente hostilidade em relação à comunidade cristã e aos seus símbolos.” A instituição assinalou que a vítima era uma “parceira académica estimada na descoberta do património arqueológico”.

Nada que incomode a coligação governamental no poder, que tem fomentado o crescimento do nacionalismo religioso israelita. À conta disso, as comunidades cristãs palestinianas na Cisjordânia, algumas das mais antigas do mundo, têm sido alvo de assédio crescente por parte de colonos israelitas. Quanto aos palestinianos muçulmanos, tem sido o inferno.

O Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa (RFDC), uma rede de voluntários israelitas, registou 31 incidentes de assédio contra cristãos nos primeiros três meses deste ano. A maioria desses incidentes envolve cuspir ou vandalizar propriedades da Igreja, sendo o ataque violento desta semana considerado invulgar. No entanto, o RFDC afirmou que os seus números subestimam a dimensão do problema, já que as congregações ortodoxas tendem a não reportar os incidentes. Este organismo não divulgou dados sobre ataques de judeus contra mesquitas e comunidades muçulmanas.

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