Assimilo mal a morte de elementos da família e de amigos. É meu este sentimento, mas outras pessoas sentem o mesmo. O meu pai disse-me algo de semelhante já perto do final da sua vida. Não é por não aceitar a morte, porque a aceito. É algo mais profundo que não sei explicar a mim mesmo, quanto mais aos outros. Já desisti de o fazer.
Vem este desabafo a propósito do amigo Eurico de Sepúlveda, falecido a 7 de abril de 2024 – https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/ –, e que ontem teve uma justíssima homenagem, que lhe fez Lídia Fernandes, diretora do Teatro Romano de Lisboa, ao dedicar-lhe o volume VII da revista Scaena.

Este volume da revista do Museu de Lisboa – Teatro Romano reúne os contributos de 25 autores, abordando várias temáticas, perfazendo 272 páginas.
Abriu a sessão Lídia Fernandes, que relembrou o homenageado e o seu trabalho em prol do conhecimento das cerâmicas romanas, seguindo-se a diretora do Museu da Cidade (EGEAC), Joana Sousa Monteiro. Em nome da família, falou Nuno Sepúlveda, que assinalou a importância que o pai teve para ele seguir um caminho dedicado às Matemáticas.

Catarina Viegas, professora da Faculdade de Letras de Lisboa (UNIARQ), apresentou os artigos publicados, sublinhando a importância de cada um para o conhecimento da investigação arqueológica portuguesa.
No final, houve uma saudação com moscatel de Setúbal, recordando o amigo Eurico Sepúlveda.



