“Durante meses, a minha dor foi ignorada enquanto lutava contra uma doença misteriosa”, escreve S. Howard, um cidadão norte-americano que cumpriu pena de prisão efetiva durante 6 anos e meio.
“Tinha 67 anos e estava em boa forma” relata Howard, acrescentando praticava yoga e que não era cliente de restaurantes de fast-food, tipo McDonalds e outros do género que pululam pelos EUA.
“Tentei manter esses hábitos na prisão dando longas caminhadas no pátio e continuando com o yoga quando estava na cela”, mas quando a pena terminou saíu da prisão numa cadeira de rodas.
Resumindo o relato de Howard, tudo começou com um formigueiro nos pés e com dificuldade em caminhar. Os sintomas agravaram-se e uma consulta com o médico da prisão demorou meses. Começou a andar com um andarilho, mas as dificuldades foram-se agravando e acabou sem conseguir deslocar-se.
“Pedi uma cadeira de rodas”, conta Howard, mas o pedido foi negado. O recluso queixa-se de uma séria de diagnósticos errados dos médicos do sistema prisional, até que, anos depois dos primeiros sintomas, foi dignosticado com uma lesão na medula espinal. Já pouco haveria a fazer. Um ano depois, quando saiu da prisão, ia sentado numa cadeira de rodas. “Ter uma questão grave de saúde enquanto estava na prisão foi uma experiência horrível”, resume Howard.
Quantas histórias semelhantes haverá para contar no sistema prisional português?



