EUA NOMEIAM ENCARREGADO DE NEGÓCIOS PARA BISSAU

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A reabertura de uma representação diplomática dos EUA em Bissau significa que os EUA desejam manter uma relação de proximidade com este país africano, apesar da instabilidade política que se vive em Bissau. A notícia tem sido mal explicada, uma vez que a embaixada nunca esteve fechada, na realidade, apenas o embaixador foi retirado, na sequência do conflito armado de 1998/99, e a representação diplomática baixou de nível, deixando de ser “embaixada” para passar a “representação diplomática”.

Nas redes sociais da Representação da Embaixada dos EUA na Guiné-Bissau estão dois anúncios, aparentemente contraditórios.

Significará isto que não haverá ainda nomeação de um Embaixador, mas que a delegação diplomática passará a ter uma Encarregada de Negócios. Em termos práticos, a diferença reside na importância do representante, sendo que o Encarregado de Negócio é o patamar logo abaixo do Embaixador. Enquanto chefe máximo da missão diplomática, o Embaixador é creditado pelo Chefe de Estado do país anfitrião, o Encarregado de Negócio apresenta-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros. Tanto um como outro, representam plenamente o país que os nomeia, mas só há Embaixada quando existe Embaixador, quando não, a Embaixada passa ao nível imediatamente abaixo de Representação Diplomática com Encarregado de Negócios.

É certo que o atual Governo não tem qualquer responsabilidade neste restabelecimento de relações diplomáticas, até porque não teve tempo. Na verdade, se há algum mérito a atribuir cabe todo ao Presidente deposto, Sissoco Embaló, que se distinguiu claramente pela intensa atividade diplomática que empreendeu durante o tempo em que esteve ao leme do país.

Sissoco Embaló foi recebido por Trump na Casa Branca em julho de 2025 como um dos cinco chefes de Estado africanos convocados para um encontro com o Presidente dos EUA, no qual discutiram temas de cooperação, economia e segurança regional. É certo que na agenda desse encontro, o restabelecimento das relações diplomáticas com a Guiné-Bissau foi acertado.

Na sequência desta notícia há outros indícios sobre o relacionamento da superpotência com a pequena Guiné-Bissau, que envolvem o bom relacionamento de Sissoco com Trump, que dizem respeito a um alegado convite para o Presidente deposto integrar um grupo de conselheiros do novo organismo que o Presidente dos EUA pretende pôr de pé: o Conselho da Paz.

Não foi possível confirmar esta informação que nos chegou de diversas fontes e que já circula profusamente pelas redes sociais africanas. Essa informação não está comprovada por fontes internacionais, ainda.

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