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	<title>Arquivo de LIFESTYLE - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de LIFESTYLE - Duas Linhas</title>
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		<title>SINTO-ME INQUIETO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 10:32:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lembram-se certamente de ver o comandante Kirk a falar com o computador central da nave Enterprise</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/06/sinto-me-inquieto/">SINTO-ME INQUIETO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aqueles que assistiram há uns 50 anos, na televisão, à série Star Trek (O Caminho das Estrelas), lembram-se certamente de ver o comandante Kirk a falar com o computador central da nave Enterprise, sempre que surgia algum problema mais grave ou algum imprevisto que pudesse colocar em perigo a sobrevivência do grupo.</p>



<p>Hoje, quando falamos com a Inteligência Artificial do Google, estamos a fazer a mesma coisa. Perguntamos e a máquina responde. A máquina corrige-nos, a máquina aconselha-nos, a máquina ajuda-nos.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="425" height="319" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/TOS_Elenco.jpg" alt="" class="wp-image-49608" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/TOS_Elenco.jpg 425w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/TOS_Elenco-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/TOS_Elenco-265x198.jpg 265w" sizes="(max-width: 425px) 100vw, 425px" /><figcaption class="wp-element-caption">A tripulação da Enterprise</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="360" height="480" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Gene_Roddenberry_crop.jpg" alt="" class="wp-image-49609" style="width:237px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Gene_Roddenberry_crop.jpg 360w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Gene_Roddenberry_crop-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 360px) 100vw, 360px" /><figcaption class="wp-element-caption">Gene Roddenberry, produtor da Star Trek</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>O que eu acho espantoso já não é a existência desta “coisa” que interage connosco, mas o facto disto ter sido antecipado por um novelista, um tipo que escrevia guiões para séries de televisão. Acho legítimo perguntarmos se o escriba imaginou mesmo ou se o guião lhe foi ditado por alguém.</p>



<p>Boa parte daquilo a que chamamos ficção científica e que serve de base para livros e muitos filmes de Hollywood, acaba por surgir na vida real pouco depois como avanço tecnológico. Não são apenas viagens no espaço sideral, são também os satélites civis e militares, a espionagem eletrónica, o reconhecimento facial, armas de tiro laser, automóveis sem condutor, cirurgias à distância, robots. &nbsp;Hoje, pegamos no telemóvel e dizemos em voz alta “se eu perguntar alguma coisa, você responde?” e “aquilo” responde-nos&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="893" height="926" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/dialogo-com-IA-2.png" alt="" class="wp-image-49599" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/dialogo-com-IA-2.png 893w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/dialogo-com-IA-2-289x300.png 289w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/dialogo-com-IA-2-768x796.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/dialogo-com-IA-2-696x722.png 696w" sizes="(max-width: 893px) 100vw, 893px" /></figure></div>


<p>Não sei se gosto de me sentir “comandante Kirk”. Primeiro, falta-me a Enterprise. A minha nave espacial tem 4 rodas e não passa dos 130 kms por hora. Depois, porque tenho medo do que aí vem. Se nos lembrarmos da série televisiva, sabemos que além do computador que resolvia todos os problemas, havia também um robot autoconsciente que procurava entender a humanidade, um “holograma médico de emergência” que surgia quando eles chamavam pelo “Doutor”, um programa computorizado que desenvolveu personalidade, sentimentos e ambições artísticas e um arsenal de armas capaz de destruir qualquer planeta que acoitasse inimigos.</p>



<p>No Caminho das Estrelas antecipou-se tudo isto. Uma parte já é realidade, a outra está a caminho de ser. Isto não pode ser por acaso. Hollywood sempre seguiu uma cartilha propagandista do American Way of Life que abarca a ação &#8216;benévola&#8217; do Pentágono perante os vários inimigos que, simplificando, começaram por ser os alemães nazis, passaram depois a ser russos e são, agora, chineses.</p>



<p>Mas antes mesmo da série ser produzida para televisão, lembro-me de um livro que também deve ter sido escrito por algum bruxo adivinhador.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="852" height="971" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/le-camp-des-saints-capa.png" alt="" class="wp-image-49600" style="width:400px" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/le-camp-des-saints-capa.png 852w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/le-camp-des-saints-capa-263x300.png 263w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/le-camp-des-saints-capa-768x875.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/le-camp-des-saints-capa-696x793.png 696w" sizes="auto, (max-width: 852px) 100vw, 852px" /></figure></div>


<p>Jean Raspail escreveu Le Camp des Saints em 1970, uma história onde uma horda de imigrantes africanos e asiáticos atravessavam o Mediterrâneo em direção à Europa que os recebeu mal. O livro constrói um cenário político distópico, apocalíptico, de morte física e moral, do desaparecimento de sentimentos humanistas. Estamos também a assistir a isso. </p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49601" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/desembarque-de-migrantes.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imigrantes desembarcam numa praia em Espanha, depois de atravessar o Mediterrâneo em embarcações precárias</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="611" height="586" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/crianca-morta-na-praia.jpg" alt="" class="wp-image-49602" style="width:309px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/crianca-morta-na-praia.jpg 611w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/crianca-morta-na-praia-300x288.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 611px) 100vw, 611px" /><figcaption class="wp-element-caption">Nem todos chegam vivos às praias da Europa</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Tudo junto, não sei se a espécie humana vai ter um bom futuro.</p>
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		<title>&#8216;FUMES&#8217;: O PERIGO ESCONDIDO NOS AVIÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 18:15:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>há notícias de problemas com aviões</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cada vez com mais frequência há notícias de problemas com aviões devido aos ‘fumes’, o perigo invisível. E têm-se multiplicado episódios similares, sobretudo em aeronaves <em>Airbus</em> de última geração.</p>



<p>Todavia, aparentemente, só alguns estão preocupados com isso. Talvez se espere um acidente grave, com mortos e feridos, à semelhança do que sucedeu com o elevador da Glória, em Lisboa, em Setembro de 2025, que acabou na morte de 16 pessoas e a consequente investigação por crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança. Os visados são os responsáveis da Carris e da empresa MNTC, que estava subcontratada para fazer a manutenção do elevador.</p>



<p>Mas, afinal, o que são os ‘fumes’? Na aviação, o termo refere-se à presença de gases ou vapores contaminados no interior da cabine da aeronave.</p>



<p>Estes podem ter origem nos motores do avião ou no sistema hidráulico. Afectam passageiros e tripulação, com sintomas como dores de cabeça, tonturas, irritação nos olhos ou garganta e náuseas, além da sensação de falta de ar, desconforto abdominal, palpitações, desequilíbrio, alterações da sensibilidade, visão turva, dificuldade de concentração, mal-estar e/ou cansaço.</p>



<p>É que o ar respirado nos aviões entra&nbsp;através do motor. O óleo aquecido e outras substâncias podem&nbsp;verter no sistema do ar condicionado. A alta pressão e tudo misturado com o ar é ‘enviado’ em micropartículas&nbsp;libertando gases tóxicos.</p>



<p>A TAP afirma que eventos desta natureza têm, habitualmente, uma duração limitada e cingem-se à perceção de ‘um cheiro pouco habitual em determinado momento no voo’, que pode ser mais frequente na descolagem ou na aterragem.</p>



<p>Recentemente, um avião da TAP aterrou de emergência no aeroporto de Orly, em Paris, devido a um episódio de ‘fumes’ na cabine. O comandante decidiu interromper a viagem e divergiu para o aeroporto francês.</p>



<p>A aeronave saíra do aeroporto de Lisboa às 18:34 horas em direcção a Frankfurt, na Alemanha. Duas horas depois, às 20:23, quando sobrevoava a capital francesa, a tripulação declarou emergência.</p>



<p>Vejo nas notícias que os sindicatos continuam a queixar-se. Vítor Pelado, do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, explicou que não há um ‘sistema normalizado’ para detecção de ‘fumes’, sendo que ‘depende apenas do sentido de cheiro de quem está a bordo’.</p>



<p>E esclareceu: ‘Esse é o alerta, sendo que é muito falível por várias razões. Nós ficamos rapidamente dessensibilizados aos cheiros, porque cada pessoa sente da sua forma e, portanto, não é um sistema infalível’.</p>



<p>O sindicalista preconiza que ‘o ideal seria que, no longo prazo, a indústria pudesse caminhar para aeronaves que não utilizem este princípio de funcionamento, em que o ar respirado nas cabines é extraído dos motores’.</p>



<p>Sim, o sindicalista preconiza, mas tudo continua na mesma e o perigo invisível para quem viaja continua a existir, sem que os responsáveis manifestem preocupação.</p>



<p>Claro que estas questões são tratadas ‘ao nível do risco’ e avaliadas pela percentagem de ocorrências. Dito de outra maneira, quantas vezes sucedem, em que equipamentos e quais as eventuais acções tomadas pela tripulação de voo.&nbsp;Tudo isto é reportado às companhias para que a situação seja corrigida, tendo em vista os riscos existentes.</p>



<p>Teorias e teorias. Até…</p>
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		<title>LADRÃO RICO, MALVADO POBRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 23:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao lado de Ricardo Salgado escolhemos o caso de Evaristo Martinho</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/ladrao-rico-malvado-pobre/">LADRÃO RICO, MALVADO POBRE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O contraste é tremendo. Ao lado de Ricardo Salgado escolhemos o caso de Evaristo Martinho. Comparar estes dois é perceber como funciona a justiça portuguesa quando a velhice entra num tribunal. Um banqueiro octogenário condenado por crimes financeiros relacionados com o desvio de milhões é considerado incapaz de cumprir pena devido a uma doença degenerativa. Um reformado de 76 anos, condenado pelo homicídio racista de Bruno Candé, não deverá ter tempo de vida para sair pelo seu pé da prisão.</p>



<p>É evidente que os crimes não são comparáveis. Um <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/06/seis-tiros-esperamos-justica-para-bruno-cande/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/06/seis-tiros-esperamos-justica-para-bruno-cande/">matou um homem</a></strong>. O outro participou no colapso financeiro de um banco que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/ricardo-salgado-na-cadeia/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/01/ricardo-salgado-na-cadeia/">arrasou com milhares de vidas</a></strong>. Mas o debate não está nos tipos de crime que foram cometidos. O debate está na forma como o sistema escolhe reconhecer, ou ignorar, a degradação mental dos arguidos idosos.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Y1MWM2U.jpg" alt="" class="wp-image-2705"/><figcaption class="wp-element-caption">Bruno Candé, assassinado por Evaristo Martinho</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46566" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Salgado não irá cumprir pena na prisão</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>No caso de Evaristo Martinho, quem avaliou verdadeiramente a condição neuropsiquiátrica dele? Quem procurou sinais de demência, deterioração cognitiva ou incapacidade de discernimento? Aos 76 anos, essas hipóteses não são extravagantes. São banais. O tribunal concluiu que o homicídio foi premeditado, maturado, executado com consciência. E talvez tenha sido. Mas também ninguém quis descobrir mais.</p>



<p>Já no caso de Ricardo Salgado, o país assistiu a uma sucessão de perícias, relatórios médicos, pareceres especializados e avaliações clínicas minuciosas. O sistema judicial mobilizou toda a sua sofisticação para determinar se o antigo banqueiro compreendia o alcance da pena que lhe era aplicada.</p>



<p>O que se passa com o caso de Ricardo Salgado raia a obscenidade. Afinal, sempre existe uma justiça para ricos e outra para pobres. O pobre é julgado pelo que fez. O rico também é julgado pelo que sente, pelo que recorda, pelo que consegue compreender, pelas limitações da sua mente envelhecida. Um banqueiro doente é vulnerável. Um homem pobre entra num tribunal como criminoso. Um homem rico entra como paciente.</p>



<p>É verdade que a pena pressupõe consciência, compreensão do castigo. Se alguém perdeu essa capacidade, a prisão transforma-se em mera gestão biológica de corpos envelhecidos.</p>



<p>Mas também há qualquer coisa de profundamente ofensivo na ideia de um homem condenado por crimes financeiros milionários terminar os seus dias numa mansão confortável, rodeado de cuidados privados, enquanto centenas de idosos anónimos envelhecem e morrem nas cadeias portuguesas.</p>



<p>Os números mostram que Portugal tem uma das populações prisionais mais envelhecidas da Europa. Existem mais de 2.500 reclusos entre os 50 e os 64 anos e mais de 500 acima dos 65. Muitos terão patologias neurológicas. Muitos estarão doentes. Muitos serão pobres. Quase nenhum terá equipas de advogados capazes de transformar fragilidade clínica em estratégia jurídica eficaz.</p>



<p>No fundo, o sistema penal português criou duas velhices diferentes. Há a velhice dos que apodrecem discretamente na prisão. E há a velhice dos que juridicamente adoecem a tempo de evitar a cela. A lei continua a afirmar que todos são iguais perante a justiça, mas não é verdade. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/ladrao-rico-malvado-pobre/">LADRÃO RICO, MALVADO POBRE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>GAIOLA-DE-BRUXA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 09:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[cogumelos]]></category>
		<category><![CDATA[fungos]]></category>
		<category><![CDATA[jardins]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[plantas carnívoras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem só flores tem um jardim</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/gaiola-de-bruxa/">GAIOLA-DE-BRUXA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>– Quem me dera, Professor, ter um jardim!… e uma romãzeira!… – respondeu-me a Isabel, quando lhe mostrei a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/os-botoes-da-romazeira/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/os-botoes-da-romazeira/">romãzeira já em flor</a></strong>.</p>



<p>Bem diferente foi, contudo, a reacção de Maria, octogenária, que tem uma quinta e sabe ler as nuvens e quando devem podar-se as videiras e qual a altura melhor para semear griséus… Comentou:</p>



<p>– Alguma razão assiste também ao teu Joaquim, porque, na verdade, os botões da romãzeira não deveriam estar tão desenvolvidos no começo de Maio. Devia o homem alegrar-se, como alegres estão, neste ano, os cultivadores de cerejeiras no Douro? Talvez, é o copo meio cheio, mas ele bem sabe que, para lá das mudanças ocasionais do tempo, como dantes soía num ou outro ano, elas se tornaram agora uma assustadora constante. Este ano, o calor típico de Maio sucedeu em Abril e as águas mil, acompanhadas de chuva e granizo, estão a mimosear os agricultores em Maio. É tão duro viver do trabalho da terra, admiráveis combatentes os que resistem, numa luta que é aceitação da conjugação de elementos que os ultrapassa.</p>



<p>E é bem verdade! Ingénuo e egoísta fui eu, ao não ver além do visível, a não ter aproveitado o ensejo para uma mensagem de solidariedade.</p>



<p>Aceito, porém, que jardim constitua, como sonha a Isabel, fonte de serenidade, na contemplação do crescimento das folhas, do desdobrar das flores… Agradável e sempre surpreendente fonte de aprendizagem também, não nó por dispormos hoje de aplicações informáticas susceptíveis de, rapidamente, nos identificarem as plantas derredor, mas também porque o apoio amigo do botânico nos dá a oportunidade de enriquecer conhecimentos.</p>



<p>Assim aconteceu.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49128" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Intrigara-me aquela <em>coisa,</em> espécie de fungo ou estranho cogumelo que me aparecia, já não era a primeira vez, entre as pedras e junto às plantas, pelos buracos. Erva ruim, pensei. Massacrei-a. Outra me apareceu, dias depois, mais à frente. Matei-a. À terceira, parei. Preciso de saber o que isto é. Esta espécie de armadilha laranja, sem olhos, reticulada, a lembrar o <em>muselet, </em>aquela ‘gaiola’ de arame que prende a rolha do champanhe.</p>



<p>Não hesitei – e mandei mensagem ao João Monjardino, com fotografia.</p>



<p>Veio pronta a resposta:</p>



<p>– Gaiola-de-bruxa! Aparece no jardim pelo Outono, tem vida efémera e exala um odor forte que atrai os insectos de que se alimenta, porque eles entram lá, ficam presos e ela delicia-se com tal manjar, além de eles colaborarem na sua reprodução, espalhando os esporos (com dimensões de 5–6 x 1,7–2&nbsp;µm )…</p>



<p>Interroguei também a «inteligência artificial» que me explicou:</p>



<p>«<strong>Gaiola-de-bruxa</strong> (<em>Clathrus ruber</em>) é um fungo notável pelo seu aspeto de rede esférica vermelha ou alaranjada, semelhante a uma gaiola, comum em solos ricos, hortas e florestas. Conhecido pelo odor intenso a carne podre que atrai insetos para dispersar esporos, não é comestível e pode causar distúrbios gastrointestinais».</p>



<p>Não voltei a destruir as gaiolas-de-bruxa. Dão um ar de graça no meio do verde e… deram-me excelente lição de vida!</p>



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		<title>É UMA VERGONHA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 23:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Comité Europeu para a Prevenção da Tortura ou Tratamentos Desumanos e Degradantes]]></category>
		<category><![CDATA[Comité para a Prevenção da Tortura do Conselho da Europa]]></category>
		<category><![CDATA[tortura e maus-tratos]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial em Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante anos, organizações internacionais, mecanismos europeus de prevenção da tortura, associações de direitos humanos e até tribunais portugueses e trabalhos jornalísticos (basta lembrar o programa &#8220;Casos de Polícia&#8221; nos anos 90 na SIC) foram deixando avisos sucessivos sobre práticas de violência, humilhação, agressão e abuso cometidos por elementos da PSP e da GNR. Relatórios atrás [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante anos, organizações internacionais, mecanismos europeus de prevenção da tortura, associações de direitos humanos e até tribunais portugueses e trabalhos jornalísticos (basta lembrar o programa &#8220;Casos de Polícia&#8221; nos anos 90 na SIC) foram deixando avisos sucessivos sobre práticas de violência, humilhação, agressão e abuso cometidos por elementos da PSP e da GNR. Relatórios atrás de relatórios, repetindo quase sempre as mesmas palavras: uso excessivo da força, maus-tratos em esquadras, impunidade, investigações insuficientes, ausência de fiscalização eficaz.</p>



<p>E, quase sempre, o mesmo tipo de vítima. O imigrante. O pobre. O cidadão racializado. O trabalhador precário. O morador de bairros periféricos. O indivíduo sem capital social, sem advogado, sem visibilidade mediática e sem meios para enfrentar uma corporação armada. Não se pode ignorar esta coincidência permanente. A violência policial raramente é distribuída de forma aleatória. Escolhe quase sempre quem tem menos capacidade de defesa pública.</p>



<p>O caso dos trabalhadores imigrantes em Odemira mostrou isso de forma particularmente brutal. Militares da GNR acusados de sequestrar, humilhar e agredir pessoas vulneráveis, num ambiente onde a exploração laboral já era extrema. Antes disso, outros casos tinham surgido em bairros periféricos de Lisboa, em esquadras policiais, em estabelecimentos prisionais. É um padrão que se repete.</p>



<p>Agora surgem as denúncias e detenções ligadas às esquadras do Rato e Bairro Alto. Tortura. Violência. Violação. Humilhação. Alegadas agressões praticadas dentro de instalações policiais onde os cidadãos se deveriam sentir protegidos pela lei. </p>



<p>Alguém acredita seriamente que nada disto era conhecido internamente? Quando aparecem dezenas de agentes envolvidos ou investigados, quando há práticas alegadamente repetidas durante anos, quando existem grupos internos, cumplicidades, silêncios e normalizações, torna-se pouco credível imaginar chefias completamente cegas, estruturas hierárquicas totalmente ignorantes ou comandos incapazes de perceber o ambiente instalado dentro das próprias esquadras.</p>



<p>Uma instituição policial é uma estrutura fortemente hierarquizada. Controla horários, turnos, relatórios, detenções, operações, disciplina interna, circulação de informação. Não é plausível que fenómenos desta dimensão prosperem durante anos sem sinais, rumores, denúncias, suspeitas ou conhecimento informal dentro da cadeia de comando. O escândalo não reside apenas nos alegados crimes. Reside também na possibilidade de eles terem sido permitidos pelas hierarquias. </p>



<p>O Comité Europeu para a Prevenção da Tortura foi repetindo <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2020/11/tortura-e-morte-em-portugal-ihor-e-os-outros/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2020/11/tortura-e-morte-em-portugal-ihor-e-os-outros/">críticas duríssimas</a></strong> a Portugal. Organizações internacionais foram denunciando padrões persistentes de maus-tratos por parte de PSP e GNR. Mas o discurso oficial foi quase sempre o mesmo: casos isolados, episódios pontuais, desvios individuais.</p>



<p>A erosão social começa assim: na normalização silenciosa da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/12/policias-condenados-em-tribunal-continuam-a-vestir-a-farda-da-psp/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/12/policias-condenados-em-tribunal-continuam-a-vestir-a-farda-da-psp/">brutalidade</a></strong> contra quem tem menos voz, maior dificuldade no exercício dos seus direitos e <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/07/despidas-na-esquadra/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/07/despidas-na-esquadra/">menor proteção</a></strong> social. Fomos sendo habituados à ideia de que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/11/haja-quem-nos-defenda-dos-maus-policias/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2022/11/haja-quem-nos-defenda-dos-maus-policias/">certas pessoas</a></strong> podem ser revistadas com <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/08/uma-policia-perigosa/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/08/uma-policia-perigosa/">mais violência</a></strong>, detidas com menos explicações,<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/07/violencia-policial-e-outros-ilicitos-em-portugal/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2025/07/violencia-policial-e-outros-ilicitos-em-portugal/"> humilhadas</a></strong> com maior facilidade e espancadas sem grande problema. Nos últimos tempos, alguns agentes da política contribuíram para o agravamento deste tipo de injustiças. </p>



<p>O caso do Rato e do Bairro Alto não é só um caso criminal. É o reflexo daquilo em que Portugal se está a transformar. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="556" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-1024x556.png" alt="" class="wp-image-49032" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-1024x556.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-300x163.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-768x417.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-1536x835.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-696x378.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-1392x756.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-1068x580.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x-1320x717.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/abusos-policiais-5x.png 1785w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/e-uma-vergonha/">É UMA VERGONHA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>“POVO QUE LAVAS NO RIO”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[lavadeiras]]></category>
		<category><![CDATA[profissões antigas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lembro as mulheres da minha aldeia</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/povo-que-lavas-no-rio-2/">“POVO QUE LAVAS NO RIO”</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Lembro as mulheres da minha aldeia, minha mãe nesse corpo de heroínas, quando em seus tempos livres, cesto à cabeça carregando a roupa da família, roupa que o suor encardira, roupa de quotidiano dela própria, do seu homem e dos filhos, roupa de trazer no dia-a-dia, lençóis de estopa ou de linho, roupa que reservara intimidades, toalha de mesa da cozinha familiar que às vezes cobria a cesta da merenda e depois se estendia sobre a relva na meia-manhã de trabalho, lembro-me de as ver passar, airosas de porte, dignas de sua mãe, essa Eva primeira quando, abandonado o Jardim que habitara, secara ao sol as peles de cordeiro que Javé lhes dera por agasalho, a ela e a Adão, antes que tivesse inventado as fibras do linho.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="639" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-no-rio-Pavia.jpg" alt="" class="wp-image-48970" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-no-rio-Pavia.jpg 640w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-no-rio-Pavia-300x300.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-no-rio-Pavia-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">lavadeiras nas margens do rio Pavia, Viseu</figcaption></figure></div>


<p>Odisseia destas mulheres era o transcurso de um caminho de rio ou ribeira, mais tarde do tanque de lavar construído na margem da aldeia, caminho que faziam a cantar quando, tantas vezes, mais se lhes oferecia o chorar, caminho de histórias contadas com as companheiras, como as de Ulisses, que um poeta cantou. Depois, quase sempre joelhos em terra, mal agasalhados nas tábuas de uma <em>joelheira</em>, bate-que-bate, no <em>lavadoiro</em>, entre as mãos de sabão e os risos delas e das companheiras e o cantar dos demorados romances antigos, a faina seguia até que a roupa ganhasse o jeito de vela aberta ao sol e ao vento, suspensa do cordame estendido entre dois mastros na margem do tanque ou da ribeira onde se estendia a corar antes de voltar água e à corda estendida para o sol a secar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="278" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-do-rio-mira-odemira-novembro-1913-e1671894678956.jpg" alt="" class="wp-image-48972" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-do-rio-mira-odemira-novembro-1913-e1671894678956.jpg 500w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeiras-do-rio-mira-odemira-novembro-1913-e1671894678956-300x167.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lavadeiras no rio Mira, Odemira</figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ano a ano, no pino do Verão, havia a <em>barrela</em>. Tinha lugar marcado no canto de alargado pátio de uma casa de lavoura. Um cesto vindimo bastava, ou uma larga caixa de madeira que viera de um tempo de avós. E a roupa grave, lavada, camisas de linho de vestir ao Domingo, toalhas de mesa de trabalho ou festa, lençóis, em camada, ali ficava dentro, jeito de adormecida. Sobre ela estendia-se o <em>barreleiro</em>, jeito de manto para o efeito guardado. Uma rasa de cinza de lenha comum ardida na fogueira, ou de molhos de vides secas em moreias num canto da vinha colocava-se a cobrir. E de um pote de água a ferver num canto de lareira que perto se inventava despejava-se a água, sobre a cinza, até vê-la, demorada, a sair pela base do cesto ou do caixote. Ali dormia depois, a roupa humedecida até à madrugada quando a dona vinha para a levar ao ribeiro e a estender ao sol antes de na arca a guardar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="590" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeira-na-avenida-da-liberdade.jpg" alt="" class="wp-image-48975" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeira-na-avenida-da-liberdade.jpg 1000w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeira-na-avenida-da-liberdade-300x177.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeira-na-avenida-da-liberdade-768x453.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/lavadeira-na-avenida-da-liberdade-696x411.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lavadeira entrega a roupa lavada, Avenida da Liberdade, Lisboa (1906)</figcaption></figure></div>


<p>“Povo que lavas no rio”!&#8230; Como é fácil lembrar o magnífico poema de Pedro Homem de Melo que a sentida voz de Amália transfigura ao deixar-nos suspensos do drama que a sua voz canta!&#8230; Como é fácil lembrar o ecoar da voz de Gracinda (Beatriz Costa) nas alegres cenas do filme “Aldeia da Roupa branca”, de Chianca de Garcia, desenroladas em terra saloia e essa heroica viagem das carroças carregadas com a roupa lavada que haverá de vestir os senhores da cidade!&#8230; Como é fácil lembrar as cenas campestres dos romances de Júlio Dinis ou as poderosas imagens carregadas de cor que José Malhoa nos deixou, de lavadeiras!&#8230;</p>



<p>Povo que lavas no rio!&#8230; Memória. A poesia, neste caso, em boa hora trocada pela mecânica máquina de lavar!&#8230;</p>
</div></div>
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		<title>CALDEIRADA DO 1º DE MAIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 20:13:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[canteiros de Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Sabido]]></category>
		<category><![CDATA[tradição de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tradição vetusta, que remontará a meados do século passado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não se quer perder tal tradição vetusta, que remontará a meados do século passado, quando o trabalho da pedra constituía, a par da lavoura, uma das atividades dominantes no concelho de Cascais.</p>



<p>Ia-se, manhã cedo, para a orla marítima do Guincho. A Marinha ainda era só pinhal aberto. Arrumava-se aí um recanto para o fogo. Uns tratavam dos ingredientes; outros, cana de pesca na mão, tinham a certeza de que o peixe picaria e caldeirada a preceito haveria de se saborear.</p>



<p>Jornada de convívio, dia de folga, dia de reivindicação pela dignidade do trabalho.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Atingiu a meia centena o número de convivas deste ano, a não haver mais sítio no barracão do Carlos, no coração de Trajouce. Já a muito custo se ouviria o coaxar das rãs na Ribeira ao lado (por limpar).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="904" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir-904x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48883" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir-904x1024.jpg 904w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir-265x300.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir-768x870.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir-696x789.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir-1068x1210.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Com-a-seriedade-do-acto-Carlos-Sabido-faz-questao-de-ser-ele-a-servir.jpg 1276w" sizes="auto, (max-width: 904px) 100vw, 904px" /></figure></div></div></div>



<p>A caldeirada bem saborosa estava. Temperada a preceito. Regada com tinto de lavra particular.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Tempo houve, porém, enquanto o bolo se não partia e as rifas para o troféu anual se compravam.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="861" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-861x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48824" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-861x1024.jpg 861w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-252x300.jpg 252w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-768x913.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-1292x1536.jpg 1292w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-696x827.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-1068x1270.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano-1320x1569.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Carlos-Sabido-exibe-o-trofeu-deste-ano.jpg 1325w" sizes="auto, (max-width: 861px) 100vw, 861px" /><figcaption class="wp-element-caption">Carlos Sabido exibe o trofeu deste ano</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-800x1024.jpg" alt="" class="wp-image-48825" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-800x1024.jpg 800w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-234x300.jpg 234w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-768x983.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-1200x1536.jpg 1200w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-696x891.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu-1068x1368.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/O-trofeu.jpg 1230w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
</div>
</div>



<p>Tempo houve para dar uma vista de olhos nas prateleiras derredor, pejadas de antiguidades que Carlos Sabido vai recebendo. Um mundo! Máquinas fotográficas, telefonias, esculturas, lustres… </p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-48828" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1024x768.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-768x576.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1536x1152.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-696x522.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1392x1044.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1068x801.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1920x1440.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-265x198.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas-1320x990.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/esculturas.jpg 2040w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-48829" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1024x768.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-768x576.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1536x1152.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-696x522.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1392x1044.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1068x801.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1920x1440.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-265x198.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias-1320x990.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/telefonias.jpg 2040w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>
</div>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="528" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-1024x528.jpg" alt="" class="wp-image-48827" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-1024x528.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-300x155.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-768x396.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-1536x792.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-696x359.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-1392x718.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-1068x551.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro-1320x681.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/As-ferramentas-do-canteiro.jpg 1575w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>
</div>



<p>E, este ano, lugar de relevo para as ferramentas de canteiro, onde não faltou a vassourinha de palma com que se ia limpando o pó de um peitoril ou de uma faixa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="416" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-1024x416.jpg" alt="" class="wp-image-48822" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-1024x416.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-300x122.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-768x312.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-696x283.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-1392x565.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-1068x434.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo-1320x536.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/A-foto-de-grupo.jpg 1488w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotos de Guilherme Cardoso</figcaption></figure>



<p>Após a foto do grupo, o voto: que todos aqui possamos voltar pró ano!</p>
</div></div>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>
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		<title>A LISBOA ‘chic saloia’ DO MOEDAS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/05/a-lisboa-chic-saloia-do-moedas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 23:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[NA OUTRA MARGEM]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Câmara Municipal de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Moedas]]></category>
		<category><![CDATA[pic-nic]]></category>
		<category><![CDATA[sem-abrigo em Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Moedas foi o pior que poderia ter acontecido a Lisboa</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-lisboa-chic-saloia-do-moedas/">A LISBOA ‘chic saloia’ DO MOEDAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Carlos Moedas foi o pior que poderia ter acontecido a Lisboa. Aconteceu duas vezes, por sucessivos erros do Partido Socialista e por opção de uma parte dos eleitores.<br>Em 2021, ganhou por três mil votos uma eleição que, aparentemente, estava ganha por Fernando Medina, mas que os erros cometidos, em campanha, levaram à derrota.<br>Em 2025 ganhou as eleições por 20 mil votos, uma vitória fácil, pois o PS voltou a cometer um erro de palmatória ao integrar uma coligação com um partido moribundo. </p>



<p>Carlos Moedas, apesar destas vitórias, da responsabilidade de quem o elegeu, vai deixar um rasto de destruição na cidade, que levará anos a recompor-se e, pelo meio, comprova a sua vertente ‘chic-saloia’, de cidadão do mundo. Para alcançar este objectivo, oblitera os sem<br>abrigo que se recolhem nas arcadas da Av. da Liberdade, em conluio com Gonçalo Castel-Branco, produtor de eventos (autor, por exemplo, do Chefs on Fire) seu apoiante e que trabalhou pró-bono na sua campanha. Na verdade, verifica-se que era um adjudicatário a trabalhar para a vitória de um futuro adjudicante. E, sem passar um ano, com descaramento e sem vergonha, o Presidente da Câmara de Lisboa ‘ofereceu’, por um pseudo ajuste directo, à LOHAD, uma empresa de Gonçalo Castel-Branco, 75 mil euros, para apoiar um evento no parque Eduardo VII no dia 3 de Maio, o Domingo na Avenida, promovida como ‘um chic-nic elegante no coração de Lisboa’.</p>



<p>A coberto de uma manifestação de novo-riquismo, Gonçalo Castel-Branco organiza um pic-nic, com preços entre os €150 a €300, os quais configuram dois tipos de ‘experiência’: Bilhete Experiência 2 Pessoas por 150€:, com acesso ao recinto, aos 10 pratos exclusivos, a uma garrafa de vinho e aos concertos musicais. O cesto de piquenique não está incluído, mas pode ser adquirido no local. Bilhete Premium com Cesto (300 €) que inclui experiência completa para duas pessoas, com a diferença de que já oferece o cesto de piquenique.</p>



<p>Num País em crise, com o agravamento do custo de vida, em que a classe média e média baixa tem dificuldades em ter dinheiro até ao final do mês, o ‘novo rico’ Carlos Moedas, com o seu amigo Gonçalo Castel-Branco, organizam, à custa do Município de Lisboa, uma festa para brincar às ‘tias’, oferecendo, hipocritamente, ao povo, a possibilidade de assistir, longe dos lugares VIP, a um concerto do David Fonseca e da Orquestra Metropolitana de Lisboa.</p>



<p>Já agora, poderia organizar, para estes novos-ricos, um passeio pelas arcadas da Av. da Liberdade, onde dezenas de sem abrigo se recolhem e ali fazem a ‘sua casa’.</p>



<p>Triste País que tem um dirigente destes que, ainda por cima, anda perdidamente ansioso por ser primeiro- ministro…</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-lisboa-chic-saloia-do-moedas/">A LISBOA ‘chic saloia’ DO MOEDAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>TIREM-ME DESTE FILME&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[livro Por Dentro do Chega]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não acabei de ler Por Dentro do Chega</p>
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<p>A contradição é apenas aparente. O problema não está na extensão (um calhamaço com mais de 700 páginas), está na saturação. A sucessão de esquemas manhosos, dissimulações e episódios criminosos que envolvem militantes e dirigentes do Chega, acabou por produzir um efeito estranho: não me chocou, cansou-me. Não me surpreendeu, enjoou-me.</p>



<p>O livro expõe com clareza um padrão de comportamento. Uma repetição insistente de práticas que atravessa a história do Chega desde a sua fundação até à sua consolidação política. O líder do Chega tem a habilidade de ignorar as críticas, contornar as questões, virar os problemas a seu favor, é um habilidoso contra-atacante. O livro consolida essa perceção que temos dele.</p>



<p>E talvez seja aqui que começa o problema sério. Não no que o livro revela, mas no que acontece fora dele. Perante este tipo de retrato, o partido não só não perde relevância como cresce, instala-se, normaliza-se.</p>



<p>A mim, não me surpreende que esse partido seja uma associação de oportunistas e malfeitores. Enoja-me. Mas o mais inquietante é que, para muitos, isso parece não ser motivo suficiente para recusar o voto. Verdadeiramente perturbador, por isso, não é o conteúdo do livro. É o facto de, perante este tipo de retrato, uma parte relevante do eleitorado continuar a ver ali uma alternativa credível. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="730" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1024x730.png" alt="" class="wp-image-48652" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1024x730.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-300x214.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-768x548.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-696x496.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1392x993.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1068x761.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1320x941.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2.png 1460w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>
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		<title>UMA BALA &#8220;PERDIDA&#8221;, talvez&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 00:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[as novas guerras de Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica americana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se não for travado, não será surpreendente que arraste o mundo para um conflito de escala global</p>
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<p>Votamos, sim, mas quase nunca para autorizar governos a envolver o país em guerras alheias. Em campanhas eleitorais, ninguém promete dificuldades, sacrifícios ou crises, mas, no entanto, é precisamente isso que acaba por definir as experiências governativas.</p>



<p>Também a justiça, dito pilar central do Estado de direito, está longe de ser o garante absoluto que imaginamos. As custas judiciais funcionam muitas vezes como barreira de acesso, e os próprios agentes do sistema não estão imunes a pressões políticas nem à moldura legislativa produzida pelos que governam. A ideia de uma justiça plenamente isenta é, no mínimo, discutível, mesmo em regimes democráticos.</p>



<p>E aquilo que tomávamos como conquistas civilizacionais sólidas revela-se, afinal, reversível. Os direitos à autodeterminação sexual, por exemplo, enfrentam hoje recuos legislativos em Portugal.</p>



<p>Se alargarmos o olhar, o problema ganha outra escala.</p>



<p>O país que durante décadas foi apresentado como “farol da democracia” mostra sinais de captura por oligarquias com poder financeiro suficiente para comprar tudo: da indústria do armamento à produção de drogas legais, das televisões globais às redes sociais, passando inevitavelmente pela esfera política. Foi nesse ecossistema que emergiu uma figura como Donald Trump, financiado pelos oligarcas americanos Musk, Bezos, Zuckerberg, McMahon, entre outros. </p>



<p>O mundo vive hoje uma espiral de violência e um desequilíbrio crescente nas relações internacionais. Trump não é apenas um sintoma, é um acelerador desse processo: um líder errático, que combina extorsão política, desinformação sistemática e culto da sua própria imagem. Ainda assim, chefes de Estado e de governo continuam a curvar-se perante exigências arbitrárias, normalizando o que antes seria politicamente impensável. Primeiro-ministros como o espanhol Pedro Sanchez são uma raridade absoluta.</p>



<p>Se não for travado internamente pelo Congresso dos EUA ou por uma bala &#8220;perdida&#8221;, não será surpreendente que arraste o mundo para um conflito de escala global, sobretudo se se convencer de que pode enfrentar potências como China ou Rússia e sair vencedor.</p>



<p></p>
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