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	<title>Arquivo de LIFESTYLE - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de LIFESTYLE - Duas Linhas</title>
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		<title>TIREM-ME DESTE FILME&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[livro Por Dentro do Chega]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não acabei de ler Por Dentro do Chega</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A contradição é apenas aparente. O problema não está na extensão (um calhamaço com mais de 700 páginas), está na saturação. A sucessão de esquemas manhosos, dissimulações e episódios criminosos que envolvem militantes e dirigentes do Chega, acabou por produzir um efeito estranho: não me chocou, cansou-me. Não me surpreendeu, enjoou-me.</p>



<p>O livro expõe com clareza um padrão de comportamento. Uma repetição insistente de práticas que atravessa a história do Chega desde a sua fundação até à sua consolidação política. O líder do Chega tem a habilidade de ignorar as críticas, contornar as questões, virar os problemas a seu favor, é um habilidoso contra-atacante. O livro consolida essa perceção que temos dele.</p>



<p>E talvez seja aqui que começa o problema sério. Não no que o livro revela, mas no que acontece fora dele. Perante este tipo de retrato, o partido não só não perde relevância como cresce, instala-se, normaliza-se.</p>



<p>A mim, não me surpreende que esse partido seja uma associação de oportunistas e malfeitores. Enoja-me. Mas o mais inquietante é que, para muitos, isso parece não ser motivo suficiente para recusar o voto. Verdadeiramente perturbador, por isso, não é o conteúdo do livro. É o facto de, perante este tipo de retrato, uma parte relevante do eleitorado continuar a ver ali uma alternativa credível. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="730" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1024x730.png" alt="" class="wp-image-48652" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1024x730.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-300x214.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-768x548.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-696x496.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1392x993.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1068x761.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2-1320x941.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/livro-por-dentro-do-chega-2.png 1460w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>
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		<title>UMA BALA &#8220;PERDIDA&#8221;, talvez&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 00:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[as novas guerras de Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica americana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se não for travado, não será surpreendente que arraste o mundo para um conflito de escala global</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Votamos, sim, mas quase nunca para autorizar governos a envolver o país em guerras alheias. Em campanhas eleitorais, ninguém promete dificuldades, sacrifícios ou crises, mas, no entanto, é precisamente isso que acaba por definir as experiências governativas.</p>



<p>Também a justiça, dito pilar central do Estado de direito, está longe de ser o garante absoluto que imaginamos. As custas judiciais funcionam muitas vezes como barreira de acesso, e os próprios agentes do sistema não estão imunes a pressões políticas nem à moldura legislativa produzida pelos que governam. A ideia de uma justiça plenamente isenta é, no mínimo, discutível, mesmo em regimes democráticos.</p>



<p>E aquilo que tomávamos como conquistas civilizacionais sólidas revela-se, afinal, reversível. Os direitos à autodeterminação sexual, por exemplo, enfrentam hoje recuos legislativos em Portugal.</p>



<p>Se alargarmos o olhar, o problema ganha outra escala.</p>



<p>O país que durante décadas foi apresentado como “farol da democracia” mostra sinais de captura por oligarquias com poder financeiro suficiente para comprar tudo: da indústria do armamento à produção de drogas legais, das televisões globais às redes sociais, passando inevitavelmente pela esfera política. Foi nesse ecossistema que emergiu uma figura como Donald Trump, financiado pelos oligarcas americanos Musk, Bezos, Zuckerberg, McMahon, entre outros. </p>



<p>O mundo vive hoje uma espiral de violência e um desequilíbrio crescente nas relações internacionais. Trump não é apenas um sintoma, é um acelerador desse processo: um líder errático, que combina extorsão política, desinformação sistemática e culto da sua própria imagem. Ainda assim, chefes de Estado e de governo continuam a curvar-se perante exigências arbitrárias, normalizando o que antes seria politicamente impensável. Primeiro-ministros como o espanhol Pedro Sanchez são uma raridade absoluta.</p>



<p>Se não for travado internamente pelo Congresso dos EUA ou por uma bala &#8220;perdida&#8221;, não será surpreendente que arraste o mundo para um conflito de escala global, sobretudo se se convencer de que pode enfrentar potências como China ou Rússia e sair vencedor.</p>



<p></p>
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		<title>RAINHA CICLISTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[andar de bicicleta em Sintra]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[rainha D. Maria Pia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>D. Maria Pia começou a pedalar numa época em que a prática ainda era novidade</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>É um artigo interessante sobre uma rainha que aprendeu a andar de bicicleta. Se acham que não tem nada de extraordinário uma rainha andar por aí a pedalar, é preciso dizer que estamos a falar de uma senhora que viveu há mais de 100 anos.</p>



<p>Em abono da verdade, temos de dizer que a rainha D. Maria deve ter pedalado poucas vezes fora da sua zona de segurança. Segundo o <strong><a href="https://mundodasbicicletas.substack.com/p/portugal-nunca-foi-uma-monarquia" type="link" id="https://mundodasbicicletas.substack.com/p/portugal-nunca-foi-uma-monarquia">artigo</a></strong> que estamos a citar, D. Maria Pia começou a pedalar numa época em que a prática ainda era novidade, especialmente entre as classes mais altas. Segundo registos históricos disponíveis no Palácio Nacional da Ajuda, ela recebeu lições para aprender a andar de bicicleta no recinto do Jogo da Pela (campo da bola), localizado nos jardins do Palácio de Queluz. Este espaço, frequentemente usado pela família real para atividades recreativas, tornou-se o cenário perfeito para que a rainha exercitasse suas habilidades com a supervisão da sua comitiva particular.”</p>



<p>Quando se aventurou a pedalar fora dos muros dos seus palácios, ia sempre acompanhada por larga comitiva e segurança, como é evidente. Ou seja, a vontade de pedalar da rainha acabou por obrigar outros a aprender a andar de bicicleta.</p>



<p>“Durante a década de 1890, já viúva, ela promoveu frequentes excursões de um dia, muitas vezes acompanhada por amigos e familiares. Essas viagens incluíam destinos como a Serra de Sintra, onde foi registrada uma icónica imagem dela segurando uma bicicleta, cercada por figuras como o infante D. Afonso e a marquesa de Belas. Em algumas ocasiões, montava-se uma barraca de lona para piqueniques, integrando o ciclismo em momentos de convívio social.” A fotografia que publicamos com este artigo documenta um desses momentos do ciclismo real.</p>



<p>Só lamentamos  total ausência de informação sobre a bicicleta da rainha. Seria interessante saber alguma coisa sobre essa &#8220;máquina&#8221; e se, porventura, terá tido algumas adaptações para se sujeitar a transportar uma ciclista tão importante. Por exemplo, o conforto do selim&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/TAc2hs9.jpeg" alt="" class="wp-image-47806"/></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/rainha-ciclista/">RAINHA CICLISTA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>GAIOLA ABERTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 10:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[Aquilino Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[audiolivro]]></category>
		<category><![CDATA[Guia das Aves de Aquilino Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trago hoje à memória a apresentação de um curioso livro, que foi, em tempos, apresentado no pátio recoberto pela sombra das tílias que Aquilino Ribeiro plantou fronteiras à morada de seu pai e que dele herdou, na aldeia de Soutosa, esse umbilical pouso das Terras do Demo, hoje Sede da Fundação Aquilino Ribeiro. Trata-se de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Trago hoje à memória a apresentação de um curioso livro, que foi, em tempos, apresentado no pátio recoberto pela sombra das tílias que Aquilino Ribeiro plantou fronteiras à morada de seu pai e que dele herdou, na aldeia de Soutosa, esse umbilical pouso das Terras do Demo, hoje Sede da Fundação Aquilino Ribeiro.</p>



<p>Trata-se de um precioso audiolivro – N.º 01 da Colecção Ciência e Arte da Editora Boca – paciente e sábia recolha antológica da bióloga Ana Isabel Queiroz, que, de há muito, mantém apaixonada relação com a obra de Aquilino e nos traz, acompanhado de excelente texto introdutório, das treze obras consultadas, todas atinentes às Terras do Demo, menção das 67 aves que o escritor inventaria, de seu jeito, vivas descrições das plumagens, do habitat, registo magistral da onomatopeia das suas vozes e da comparsaria que elas mantêm com os humanos.</p>



<p>O livro, ilustrado com suaves tons de aguarela, acompanha-se de um CD, onde dá gosto ouvir a leitura de alguns textos, ancorados numa encantatória composição musical fortemente inventiva, onde o som do bem escolhido instrumento se associa ao real gorjeio do passaredo.</p>



<p>E eu, lendo os excertos, escutando os sons antigos, redivivos, volto à minha infância na margem oriental das Terras do Demo e ali encontro, como se para ali tivesse voado da Arca de Noé, um bando fugidio daquele vário passaredo.</p>



<p>Boieirinhas catando bichos atrás do arado; corvos e milhafres voando nas alturas de verão; peneireiros de asas abertas, suspensos no céu; e os gaios no pinheiral espenujando-se; e os ovos das rolas em ninhos de frágil arquitectura; e o ninho da carriça na sebe de buxo do quintal da madrinha; e o buraco que ainda sei com um ninho de ferreiro; e o cantar do cavalinho a anunciar breve trovoada; e o melancólico canto do mocho; e o augurento canto da noitibó e das corujas, ao anoitecer, sobre os outeiros e de que, ainda hoje, me lembro, ao passar lá no caminho; e o azeite que as corujas iam beber à lamparina da igreja, se dizia; e o voo rasteiro da perdiz e as milheiras que eu enxotava dos campos de milho painço batendo num caldeiro; e os pardais que pousavam, no inverno, na varanda; e as andorinhas na mina da Quinta do Valbom, onde nasceu a minha mãe; e o cuco que a gente se punha a escutar no mês de Abril; e os tordos a bater as oliveiras; e os estorninhos, a poupa, a codorniz, o melro, a cotovia e os ninhos que a gente gostava de achar; e os versos de Afonso Lopes Vieira que a gente lia no livro da Segunda ou da Terceira, já não sei. E a Senhora Professora a ralhar connosco, porque andávamos sempre a espreitar os ninhos.</p>



<p>Arca de Noé dos Nossos Sonhos!&#8230;</p>
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		<title>A VONTADE FABRICA E A IMAGINAÇÃO GOVERNA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/02/a-vontade-fabrica-e-a-imaginacao-governa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 14:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[imagens fabricadas de acontecimentos reais]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial na televisão]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial no jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>o programa televisivo público ZDF-heute journal exibiu vídeos gerados por inteligência artificial para retratar cenas reais</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Recentemente, o programa televisivo público ZDF-heute journal alemão, custeado pelos cidadãos, exibiu vídeos gerados por inteligência artificial, retratando operações brutais da agência ICE nos Estados Unidos contra migrantes. O detalhe mais inquietante não foi a existência dessas imagens, mas o facto de terem sido transmitidas sem serem identificadas como artificiais, como se a própria ilusão pudesse vestir a máscara do acontecimento.</p>



<p>O presidente regional da Renânia-Palatinado exigiu “máxima transparência”. Mas este episódio não é um acidente isolado, porque usado tanto nos media tradicionais como nas redes sociais. É antes de tudo um sintoma, uma rachadura visível na estrutura do nosso tempo que mostra apenas a ponta visível de um icebergue muito mais vasto e que atravessa a Europa considerada séria.</p>



<p>Havia um tempo em que as imagens apenas mostravam, hoje, porém as imagens muitas vezes já não mostram mas substituem e encobrem.</p>



<p>O mundo moderno entrou num território estranho, onde o real se dissolve lentamente na espuma de uma fantasia tecnicamente produzida. Vivemos entre dois pólos, ou seja, o da realidade vivida e o da realidade criada, como quem caminha sobre uma ponte suspensa entre a experiência e a invenção.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A simulação como novo mundo</strong></h4>



<p>O que foi mostrado não foi o que aconteceu. Foi uma simulação. Uma fantasia gerada por uma máquina ao serviço de interesses movidos pela vontade humana.</p>



<p>A técnica, que deveria ser instrumento, torna-se demiurgo: cria realidades paralelas, molda emoções, orienta indignações. Já não se trata de informar, mas de fabricar percepções.</p>



<p>A imagem deixa de ser janela e torna-se espelho deformante. E o espectador, sem o saber, começa a habitar um mundo de sombras cuidadosamente desenhadas.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O pós-factual e a moral tardia</strong></h4>



<p>Chegámos ao tempo em que a pergunta decisiva já não é se é verdade, mas se serve.</p>



<p>Num mundo pós-factual, a moral surge depois da utilidade. O que conta é que a história transmitida seja “adequada”, que se ajuste ao clima ideológico e aos interesses dominantes, económicos, políticos ou institucionais.&nbsp; O verdadeiro e o falso perdem peso porque a mensagem se torna mais importante do que a realidade. A moral vem depois. A realidade torna-se secundária diante da mensagem. E o ser humano, privado do chão firme dos factos, flutua num relativismo onde tudo pode ser ajustado, recortado, encenado no sentido de servir a narrativa, o interesse e a vontade institucional.</p>



<p>Critica-se a manipulação em regimes distantes, mas tolera-se uma manipulação subtil em casa, normalizando-se assim uma forma de fabricação da realidade em democracias mediáticas que se apresentam com um rosto civilizado e uma linguagem correcta.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A tentação universal de distorcer o real</strong></h4>



<p>É certo que cada indivíduo carrega dentro de si a tentação de construir um mundo à medida das suas convicções. O que não se encaixa é ignorado e o que incomoda é distorcido.</p>



<p>Quando essa tentação se instala nos meios que deveriam servir a verdade pública, o perigo torna-se estrutural.</p>



<p>As estações públicas, os grandes canais da informação, parecem por vezes ajustar as velas ao vento das forças gerentes, para que o barco da narrativa não vire. A verdade factual, incómoda, é lançada ao mar para aligeirar a viagem e assim ajustar o relato ao “politicamente correto” dominante evitando assim o peso incómodo da verdade factual.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A destruição da confiança e o vazio interior</strong></h4>



<p>Assim se destrói lentamente a confiança e com ela, destrói-se a comunidade.</p>



<p>Quando já nada é seguro, quando tudo pode ser simulação, a pessoa perde orientação. E uma sociedade sem verdade partilhada torna-se um conjunto de ilhas desconfiadas, presas entre rebeldia e desespero.</p>



<p>Paradoxalmente, enquanto se afirma o globalismo económico, dissolve-se a identidade cultural, desfazem-se colunas antigas, desintegram-se estruturas interiores transmissoras da identidade necessária. O ser humano fica suspenso num mundo sem raízes, sem realismo, sem consciência da sua própria limitação e a consequência é uma sensação de guerra difusa entre cidadãos e instituições.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que não aparece no ecrã não existe</strong></h4>



<p>A nova metafísica do nosso tempo é simples e brutal e resume-se nisto: o que não passa no ecrã, nem no enquadramento mediático, não existe e o que passa no ecrã, existe, mesmo que nunca tenha acontecido.</p>



<p>A realidade torna-se aquilo que é exibido e o invisível desaparece, é lançado ao mar como se nunca tivesse sido para que a narrativa criada navegue sem turbulência.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Entre lucidez e abismo</strong></h4>



<p>A tarefa do cidadão moderno não é cair na revolta cega, nem no desespero estéril. A sua tarefa é outra, muito mais difícil. Para tal é preciso empregar o crivo mais fino da inteligência, distinguir entre realidade vivida e realidade criada e reconhecer que realidade vivida e realidade criada coexistem e que a liberdade interior depende dessa distinção.</p>



<p>Pelo que se observa depois das guerras mundiais e em especial depois da queda da União Soviética, o mundo futuro poderá não ser dominado por quem controla as armas, mas por quem controla as imagens.</p>



<p>Quando a imaginação técnica substitui a verdade, resta ao homem a coragem silenciosa de mesmo assim procurar o real.</p>



<p><sup>(nota da redação: a reportagem em questão foi, entretanto, eliminada)</sup></p>
</div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/a-vontade-fabrica-e-a-imaginacao-governa/">A VONTADE FABRICA E A IMAGINAÇÃO GOVERNA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>VIOLÊNCIA CONTRA PROFISSIONAIS DE SAÚDE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António da Cunha Justo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 00:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra enfermeiros]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra médicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A violência física e verbal contra médicos e enfermeiros está a aumentar na Alemanha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A violência física e verbal contra médicos e enfermeiros está a aumentar de forma preocupante na Alemanha. De acordo com um recente inquérito do Jornal Médico Alemão, dois terços dos médicos inquiridos reportaram já ter sido vítimas ou assistido a violência física ou verbal, no local de trabalho. Os episódios são particularmente frequentes em serviços de urgência e consultórios, tornando-se um risco ocupacional crescente. A crise no sistema de saúde e degradação do tecido social são apontadas como causas.</p>



<p>Especialistas vinculam este surto de agressividade a frustrações profundas no sistema de saúde. Pacientes enfrentam dificuldades para marcar consultas, seja com médicos gerais ou especialistas como ortopedistas e cardiologistas, sendo a situação mais crítica nas urgências. A percepção de que utentes particulares têm acesso facilitado agrava a sensação de desigualdade e desamparo entre a população geral.</p>



<p>O problema, no entanto, parece refletir uma erosão mais ampla do respeito na sociedade. Num país que faz propaganda da guerra, procurando tornar pessoas ‘aptas para a guerra’, o aumento significativo da disponibilidade para usar violência é uma consequência visível. O clima de agressão aumenta especialmente em relação a empregados do serviço público. O <strong><a href="https://www.contacto.lu/fronteiras/morreu-revisor-ferroviario-atacado-por-passageiro-na-alemanha.-suspeito-mora-no-luxemburgo/129038226.html" type="link" id="https://www.contacto.lu/fronteiras/morreu-revisor-ferroviario-atacado-por-passageiro-na-alemanha.-suspeito-mora-no-luxemburgo/129038226.html">assassinato</a></strong> de um revisor de comboios perto de Kaiserslautern é um exemplo extremo desta tendência.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="681" height="725" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/recorte-contacto.jpg" alt="" class="wp-image-47324" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/recorte-contacto.jpg 681w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/recorte-contacto-282x300.jpg 282w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.contacto.lu/fronteiras/morreu-revisor-ferroviario-atacado-por-passageiro-na-alemanha.-suspeito-mora-no-luxemburgo/129038226.html">Morreu revisor ferroviário atacado por passageiro na Alemanha. Suspeito mora no Luxemburgo | Contacto</a></figcaption></figure></div>


<p>A mentalidade do “é meu direito”, aliada a uma crescente impaciência e a uma resistência diminuída em procurar ajuda de forma civilizada, está a colocar em risco os profissionais na linha da frente. Numa sociedade em que as pessoas são vistas mais como objetos funcionais, o respeito diminui e a violência aumenta, também como efeitos negativos de certas políticas se fazem sentir na base da sociedade.</p>



<p>A combinação fatal de um sistema de saúde sob pressão, com longas esperas e escassez de profissionais e um clima social onde a coesão se degrada, está a criar um ambiente perigoso para quem trabalha no setor e em outros sectores públicos. As associações médicas alertam para a necessidade urgente de medidas que protejam os seus profissionais e que ataquem as causas de fundo desta crise, que é tanto de saúde pública como social.</p>



<p></p>
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		<title>DENÚNCIA ANÓNIMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 00:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Estabelecimento Prisional de Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A denúncia é feita em forma de carta manuscrita</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/denuncia-anonima/">DENÚNCIA ANÓNIMA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando os reclusos tornam públicas as queixas sobre as condições de vida no Estabelecimento Prisional de Guimarães, tornam-se alvo de retaliações. Terá sido o que sucedeu da última vez e, por isso, desta vez a denúncia é feita anonimamente. Ainda assim, sabendo como é difícil guardar segredos dentro de uma prisão, temos aqui alguém que dá o peito às balas, pela causa comum. Uma predisposição cada vez mais rara na comunidade que vive sob outras amarras que não as grades de uma prisão. É possível que a direção do EP de Guimarães venha a saber quem é o autor dessa carta. O que esperamos é que não haja consequências para o recluso e que os problemas denunciados sejam resolvidos.</p>



<p>A denúncia é feita em forma de carta manuscrita. Chegou à Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), com o pedido expresso de a difundir pelos órgãos de comunicação social e a redirecionar para o Ministério da Justiça, Provedoria de Justiça, Presidência da República e Direção-Geral dos Serviços Prisionais. Por certo a APAR já terá satisfeito esse pedido.</p>



<p>Em resumo, as queixas que constam na carta são as habituais: comida de má qualidade, servida fria, em quantidade insuficiente; banhos frios, mesmo no inverno; má assistência médica e o psicólogo aparece uma ou duas vezes por ano; impedimento de assistir a velórios ou funerais de familiares próximos; celas frias e húmidas, com janelas partidas. A lista é bastante mais extensa.</p>



<p>Segundo este recluso, quando há denúncias, a inspeção da DGRSP avisa quando vai visitar o EP e o “cenário” é preparado para que pareça que tudo vai bem.</p>



<p>“Não se pode continuar a aceitar isto”, escreve o recluso. E, a ser assim, tem toda a razão.</p>



<p>A carta é esta:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="526" height="701" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/carta-1.jpg" alt="" class="wp-image-47041" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/carta-1.jpg 526w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/carta-1-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="528" height="677" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/carta-2.jpg" alt="" class="wp-image-47042" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/carta-2.jpg 528w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/02/carta-2-234x300.jpg 234w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/02/denuncia-anonima/">DENÚNCIA ANÓNIMA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A COLUNA DE GUILHERME]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[Eurico de Sepúlveda]]></category>
		<category><![CDATA[revista Scaena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordando Eurico Sepúlveda</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-nosso-amigo-eurico-de-sepulveda/">O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assimilo mal a morte de elementos da família e de amigos. É meu este sentimento, mas outras pessoas sentem o mesmo. O meu pai disse-me algo de semelhante já perto do final da sua vida. Não é por não aceitar a morte, porque a aceito. É algo mais profundo que não sei explicar a mim mesmo, quanto mais aos outros. Já desisti de o fazer.</p>



<p>Vem este desabafo a propósito do amigo Eurico de Sepúlveda, falecido a 7 de abril de 2024 – <a href="https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/"><strong>https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/</strong></a> –, e que ontem teve uma justíssima homenagem, que lhe fez Lídia Fernandes, diretora do Teatro Romano de Lisboa, ao dedicar-lhe o volume VII da revista <em>Scaena.</em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46834" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Catarina Viegas, Joana Monteiro e Lídia Fernandes</figcaption></figure></div>


<p>Este volume da revista do Museu de Lisboa – Teatro Romano reúne os contributos de 25 autores, abordando várias temáticas, perfazendo 272 páginas.</p>



<p>Abriu a sessão Lídia Fernandes, que relembrou o homenageado e o seu trabalho em prol do conhecimento das cerâmicas romanas, seguindo-se a diretora do Museu da Cidade (EGEAC), Joana Sousa Monteiro. Em nome da família, falou Nuno Sepúlveda, que assinalou a importância que o pai teve para ele seguir um caminho dedicado às Matemáticas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46836" style="width:1024px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Assistência e Nuno Sepúlveda</figcaption></figure></div>


<p>Catarina Viegas, professora da Faculdade de Letras de Lisboa (UNIARQ), apresentou os artigos publicados, sublinhando a importância de cada um para o conhecimento da investigação arqueológica portuguesa.</p>



<p>No final, houve uma saudação com moscatel de Setúbal, recordando o amigo Eurico Sepúlveda.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-nosso-amigo-eurico-de-sepulveda/">O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A médica que deu voz às mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vera Nobre]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jan 2026 00:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[História da Maçonaria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Formou-se em 1900 com uma tese que já revelava a sua missão: proteger as mulheres grávidas pobres como forma de garantir um futuro digno às crianças que nasceriam</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/a-medica-que-deu-voz-as-mulheres/">A médica que deu voz às mulheres</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nasceu em Elvas, a 25 de janeiro de 1867, numa terra de fronteira onde a resistência faz parte da paisagem e do carácter. Adelaide de Jesus Brazão, filha de uma família humilde, tornou-se, ainda criança, o apoio da mãe viúva e dos irmãos mais novos. Trabalhou como criada de servir em casas abastadas e em montes alentejanos, enquanto, nas horas roubadas ao cansaço, estudava para alcançar a única instrução possível: a quarta classe.</p>



<p>Cantava enquanto trabalhava. Diz-se que foi ao ouvi-la cantar que o futuro marido se apaixonou. Manuel Cabete, sargento republicano de Elvas, progressista e culto, identificou desde logo grande ambição e inteligência naquela jovem alta e forte, de cabelos negros brilhantes e olhos vivos que o cativara.</p>



<p>Casaram-se em 1886. Manuel não a confinou à vida doméstica. Acreditou nela quando quase ninguém acreditava nas mulheres e incitou-a a prosseguir os estudos. O seu casamento, num tempo em que tantas mulheres eram silenciadas, tornou-se para ela um espaço de apoio e emancipação. Manuel vendeu terras, partilhou tarefas de casa, tudo para que pudessem sustentar o sonho de Adelaide: ingressar na Escola Médico Cirúrgica. Juntos partiram para Lisboa, onde Adelaide enfrentaria o maior desafio da sua vida: estudar Medicina num meio quase exclusivamente masculino e profundamente marcado por preconceitos.</p>



<p>Formou-se em 1900, apresentando uma tese cujo tema já revelava a sua missão: proteger as mulheres grávidas pobres como forma de garantir um futuro digno às crianças que nasceriam. Para Adelaide, a medicina não era apenas ciência — era uma forma de intervenção social. Iniciou o exercício clínico na especialidade de Ginecologia, uma área sensível, ainda envolta em tabus, prestando especial atenção a mulheres em situações de grande vulnerabilidade, incluindo as que viviam da prostituição.</p>



<p>Abriu consultório em Lisboa, mas não se limitou ao atendimento individual. Sem esquecer as suas origens, promoveu sessões públicas sobre alimentação, pedagogia e puericultura, denunciando as causas invisíveis da mortalidade infantil e impulsionou um projeto-lei para garantir licença de maternidade às mulheres trabalhadoras.</p>



<p>Com frontalidade, afirmou que moda das mulheres devia obedecer à saúde e não à vaidade: condenou espartilhos que deformavam corpos, saltos altos usados por grávidas, saias longas e de tecidos pesados (ajudam à proliferação dos ácaros) dietas perigosas e substâncias como o vinagre para emagrecer. Alertou para os riscos do álcool e do tabaco quando ainda eram sinais de estatuto social.</p>



<p>Republicana e feminista, entrou na Maçonaria em 1907, adotando o nome Louise Michel, em homenagem à revolucionária francesa. Fundou o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, com sede no seu consultório e liderou associações, escreveu manifestos, organizou congressos. Em 1910, acreditou que a República poderia melhorar a condição das mulheres e, ao lado de Carolina Beatriz Ângelo, bordou as novas bandeiras — num gesto simbólico de esperança.</p>



<p>Em 1929, viúva e desiludida com o rumo autoritário do país, partiu para Angola com o sobrinho, a quem criava como filho. Em Luanda, abriu um consultório, denunciou condições degradantes, defendeu maternidades, creches e redes de apoio social. Recusou aceitar a miséria como destino — nem em Portugal, nem no mundo colonial.</p>



<p>Regressou a Lisboa enfraquecida e doente, mas fiel a si mesma até ao fim. Morreu a 19 de setembro de 1935. Pediu um enterro simples, amortalhada com a bata médica que a acompanhara toda a vida.</p>



<p>Décadas depois, o país reconheceu-a com a medalha de Grande Oficial da Ordem da Liberdade. Mas Adelaide Cabete, muito antes de títulos ou honras póstumas, já tinha um lugar na história das grandes mulheres portuguesas: aquelas que ousaram estudar, dar voz às outras mulheres e resistir.</p>
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		<item>
		<title>QUANDO O JORNALISTA JÁ MORREU</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/12/quando-o-jornalista-ja-morreu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Dec 2025 00:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[mau jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se o jornalista colabora em criar um político, dando-lhe tempo sobre tempo, de comunicação, está a construir mais um personagem que não leva o país para lado nenhum.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/quando-o-jornalista-ja-morreu/">QUANDO O JORNALISTA JÁ MORREU</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Dizem que são os artistas que criam a realidade. Não. Nunca um artista criou a realidade, esse acto é desígnio do jornalista. Nas arquitecturas dos meios audiovisuais, onde campeiam ordens com uma sequência de tarefas previamente definidas, onde a finalidade é pretender muitas audiências e muitos leitores, assim, surge a tarefa de sequenciar lógicas “fictícias” para criar situações, ou personagens, de modo a criar um consenso forjado para o povo, dando ideia que veio do povo, a criação de uma personagem &#8220;absolutamente necessária&#8221;, a criação de uma &#8220;necessidade&#8221;.</p>



<p>Nessa arquitectura utiliza-se também uma nova ferramenta: o algoritmo. O algoritmo dispõe, o algoritmo alcunha, o algoritmo cria uma ficção. A manobra sobre o algoritmo é que determina o que queremos. O algoritmo o que é? É um conjunto de sequências escritas, limitadas, expostas de forma muito clara, criadas para resolver um problema. Nada mais. Quem o criou? Os engenheiros informáticos. Ou seja, somos nós o problema quando organizamos o algoritmo.</p>



<p>Então, o jornalismo pode criar um artista, um político, um mito ou até uma ficção, caminhos para servir “senhores” que sabem usar um “adubo” infalível, o dinheiro, para concretizarem em seu beneficio objectivos bem definidos, para si. A estes, interessa que os média tenham e continuem com problemas financeiros, esses entraves são a primeira “linha” de uma subordinação ao poder financeiro obscuro. </p>



<p>Se o jornalista colabora em criar um político, dando-lhe tempo sobre tempo, de comunicação, está a manipular a verdade, a construir mais um personagem que não leva o país para lado nenhum, um ser que, conjuntamente com o seu criador, entende ter a “posse” de tudo o que imagina, por força de tantas palavras que levarão o povo ao engano. </p>



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