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	<title>Arquivo de turismo em Lisboa - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de turismo em Lisboa - Duas Linhas</title>
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		<title>ESTRANGEIRA NA AVENIDA DA LIBERDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 09:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na cidade onde vivo há mais de 50 anos, a estrangeira sou eu</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/10/estrangeira-na-avenida-da-liberdade/">ESTRANGEIRA NA AVENIDA DA LIBERDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olhar para o edifício do <em>Diário de Notícias</em> é sempre um aperto no coração. Nunca compreenderei o facto de não terem ali feito um museu da Imprensa ou alguma coisa do género. Não sei o que se passa agora na velha sala verde, onde decorriam reuniões, nos gabinetes, na cantina, ou no espaço da redacção. Não sei se no lugar da minha secretária estará uma cama ou uma banheira. E é sempre uma dor.</p>



<p>Mas lá fui avenida abaixo. Ouço falar português do Brasil, inglês, alemão, francês. Não ouço falar português. Ninguém olha para o outro, homens e mulheres, mais velhos e mais novos, de auriculares, indiferentes a quem passa.</p>



<p>Mais abaixo, há agarrados ao telemóvel, como se o mundo acabasse daí a pouco. Uns falam mais alto, outros numa irritação difícil de conter. Uma mulher pára no semáforo, mesmo ao meu lado. Não quer que a filha saia à noite. Todos ficámos a saber a história e eu tenho vontade de lhe dizer que seja mais discreta.</p>



<p>As lojas são todas estrangeiras, todas de luxo. Qualquer par de sapatos custa mais de 600 euros. Qualquer saia custa mais de 800 euros. Qualquer coisa, seja qual for, nunca tem preço abaixo dos 500 euros.</p>



<p>As pessoas continuam a cruzar-se. Uma mulher sorri e a pessoa que me ultrapassa pergunta à outra se será maluca. Não entendo porquê. Será porque sorriu?</p>



<p>Passo no edifício de Tony Miranda. Ora aqui está um português que se mantém na avenida. Só mais uma loja do género é portuguesa. E há o <em>Hard Rock Cafe</em>. Os pequenos restaurantes, os cafés onde tantas vezes tomei pequeno-almoço, ou comi um croquete para enganar a fome à hora do almoço, tudo desapareceu. Agora é só luxo.</p>



<p>Os restaurantes têm todos nomes estrangeiros e, nas ementas, nem aparece o preço. Quem quiser que use o <em>qrcode</em>. Lá está o velho <em>Pinóquio</em>, também com o tal <em>qrcode</em>, a esconder os preços.</p>



<p>Atravesso. Passo às estátuas e lá está outra vez o <em>qrcode</em>, como se todos tivessem telemóvel, ou soubessem funcionar com aquilo. Ah! Espera, isto é mais para estrangeiros…</p>



<p>Já ali, avenida acima, há uma clínica e um hotel com nome português e, felizmente, o Partido Comunista.</p>



<p>Aproximo-me da banca dos jornais. Uma velhota, sentada numa cadeira de praia, encara-me e pergunta: ‘canaielpiu?’ Não entendo e ela repete: ‘canaielpiu?’. Decifro o ‘can I help you’ e faço questão de lhe responder alto: Não, muito obrigada. Não preciso de nada. E desarvorei zangada por ali fora.</p>



<p>Já eram quase 9 horas e eu tinha um compromisso. Percebo que a maioria das empregadas de limpeza das lojas de luxo são brasileiras. Descem escadas com as esfregonas em punho e vão acordar os sem-abrigo que passaram a noite nas arcadas. Não são agressivas. Um ligeiro toque e eles acordam. Resmungam um: ‘já vou’.</p>



<p>Andam diversos varredores a limpar, até as folhas dos plátanos. Pena que em outras ruas da cidade não seja assim…</p>



<p>Uma hora mais tarde, hei-de subir novamente a avenida, entre <em>tuk-tuks</em> e turistas a saírem dos hotéis. Já tenho a minha dose de tristeza: na Avenida da Liberdade, na cidade onde vivo há mais de 50 anos, a estrangeira sou eu.</p>
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		<title>UM AZAR DOS DIABOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 18:16:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[elevador da Glória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O relatório final sobre o acidente do elevador da Glória no dia 3 de setembro deverá ser tornado público daqui a um ano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O relatório final sobre o acidente do elevador da Glória no dia 3 de setembro deverá ser tornado público daqui a um ano. Será o tempo necessário para se concluírem investigações, mas é o tempo ideal para a culpa morrer solteira, pelo menos em termos políticos.</p>



<p>Segundo a nota informativa divulgada pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e AcidentesFerroviários (GPIAAF), as razões da avaria que levou à morte de 17 pessoas são uma espécie de “bruxedo”. O cabo de aço responsável pelo vai-e-vem das duas cabines do elevador quebrou, apesar do sistema mecânico estar “lubrificado e sem anomalias aparentes”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="688" height="383" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-1.png" alt="" class="wp-image-44011" style="width:804px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-1.png 688w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-1-300x167.png 300w" sizes="(max-width: 688px) 100vw, 688px" /></figure></div>


<p>Os dois técnicos do GPIAAF que efetuaram a inspeção no local do acidente garantem que o cabo tem uma carga de rotura de 68 toneladas e que este tipo de cabo estava a ser utilizado no elevador já há seis anos, sem problemas detetados.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="429" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-1024x429.png" alt="" class="wp-image-44012" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-1024x429.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-300x126.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-768x322.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-1536x643.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-696x291.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-1392x583.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-1068x447.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2-1320x553.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/gloria-2.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                      Recorte da nota do GPIAAF onde se vê o cabo desfiado que se quebrou</figcaption></figure>



<p>O cabo terá uma vida útil de 600 dias e estava sensivelmente a meio desse tempo. O GPIAAF diz, ainda, que a manutenção do equipamento estava em dia e que, na própria manhã do acidente, teria sido efetuada uma “inspeção visual”, nos termos do contrato em vigor entre a CARRIS e a empresa contratada para a manutenção. Uma inspeção inútil, incapaz de detetar os sinais de alarme que pudessem ter evitado o acidente, uma vez que “a zona onde o cabo se separou não é passível de visualização sem desmontagem”, diz a nota do GPIAAF.</p>



<p>A nota dos investigadores apenas acrescenta que todos os sistemas de segurança falharam. Não são apresentadas razões para tal. O Ministério Público está a investigar e o GPIAAF tem o dever de colaborar nas investigações. Mas ficámos a saber que tudo vai ser feito com calma, sem pressas. Para já, o que temos, é o habitual “azar dos diabos” que sempre serve para calar <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/tragedia-em-lisboa-podia-ter-sido-evitada/">protestos e desconfianças</a></strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-1024x576.png" alt="" class="wp-image-44017" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/acidente-elevador-da-gloria.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lisboa, 3 de setembro de 2025</figcaption></figure></div>


<p>NR: outros artigos do mesmo autor: <a href="https://duaslinhas.pt/author/carlosnarciso/">Carlos Narciso, autor em Duas Linhas</a></p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/um-azar-dos-diabos/">UM AZAR DOS DIABOS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>TRAGÉDIA EM LISBOA PODIA TER SIDO EVITADA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 23:00:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não bastava a frase feita de Carlos Moedas, quando afirmou que “Lisboa está de luto”. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/tragedia-em-lisboa-podia-ter-sido-evitada/">TRAGÉDIA EM LISBOA PODIA TER SIDO EVITADA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Elevador da Glória pertence à Carris, empresa municipal de transportes públicos. Mais do que um simples meio de transporte, tornou-se uma atração turística, justamente pelo seu caráter “pitoresco”: um carro elétrico com 140 anos, a subir e a descer a colina empinada entre a Praça dos Restauradores e o Chiado.</p>



<p>Mas, como qualquer máquina, exige manutenção. E a idade, ainda mais, deveria impor maior cuidado. Não sendo sabotagem, é evidente que o acidente de hoje, que provocou <s>15</s>  17 mortos e <s>18</s>  16 feridos, segundo os números divulgados pela comunicação social, resulta do cansaço do material, seja da estrutura circulante, seja dos próprios carris. Alguma coisa cedeu.</p>



<p>Foi uma avaria que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/um-azar-dos-diabos/">talvez pudesse ter sido evitada</a></strong>. E aqui a responsabilidade não é apenas técnica, também é política. A Carris pertence à Câmara Municipal de Lisboa, e o “patrão” da empresa é o Presidente da autarquia. Perante uma tragédia desta dimensão, não bastava a frase feita de Carlos Moedas, quando afirmou que “Lisboa está de luto”, transmitida pelas televisões.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="418" height="509" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/moedas-de-luto.png" alt="" class="wp-image-43909" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/moedas-de-luto.png 418w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/moedas-de-luto-246x300.png 246w" sizes="auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px" /></figure></div>


<p>A responsabilidade política não é coisa pouca. O mínimo que se esperava era uma declaração consequente, preparada e à altura da gravidade da situação. Mas Moedas preferiu o vazio, refugiando-se num lamento protocolar. As suas lágrimas de crocodilo soam mais ao incómodo que a tragédia lhe causa, justamente quando se prepara para entrar em campanha eleitoral, do que a uma genuína demonstração de pesar pelas vítimas, em grande parte turistas, presume-se.</p>



<p>O que Moedas fez pareceu-se demasiado com fuga à responsabilidade.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Lisboa não fiscaliza AL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 00:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lisboa tem 8 mil Alojamentos Locais ilegais, mas a autarquia não tem meios para fiscalizar nem para impor a aplicação a lei. Numa resposta a um requerimento da oposição remetido pela vereadora Beatriz Gomes Dias, o presidente da autarquia informou ter apenas três funcionários para o efeito, embora a CML tenha mais de 10 mil [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/lisboa-nao-fiscaliza-al/">Lisboa não fiscaliza AL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lisboa tem 8 mil Alojamentos Locais ilegais, mas a autarquia não tem meios para fiscalizar nem para impor a aplicação a lei.</p>



<p>Numa resposta a um requerimento da oposição remetido pela vereadora <strong><a href="https://www.esquerda.net/artigo/moedas-desobedece-lei-e-nao-notifica-licencas-dos-al-ilegais/88975">Beatriz Gomes Dias</a></strong>, o presidente da autarquia informou ter apenas três funcionários para o efeito, embora a CML tenha mais de 10 mil funcionários no quadro de pessoal.</p>



<p>Na capital existem cerca de 20 mil Alojamentos Locais, mas 40% deles têm, neste momento, a licença caducada. Sem fiscalização nem meios para fazer cumprir a lei, os ilegais estão à vontade para continuar a exercer a atividade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/lisboa-nao-fiscaliza-al/">Lisboa não fiscaliza AL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>NO TURISMO, SERVIÇOS DE MÁ QUALIDADE</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/06/no-turismo-servicos-de-ma-qualidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 11:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O turismo português vive numa ilusão e o sonho pode estar prestes a transformar-se num pesadelo. Nos principais centros urbanos, os proprietários desembaraçaram-se dos inquilinos para poderem transformar as casas em unidades de turismo local ou, pura e simplesmente, venderem a empresas que se dedicam a esse ramo de negócio. Os preços subiram, continuam a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/no-turismo-servicos-de-ma-qualidade/">NO TURISMO, SERVIÇOS DE MÁ QUALIDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O turismo português vive numa ilusão e o sonho pode estar prestes a transformar-se num pesadelo. Nos principais centros urbanos, os proprietários desembaraçaram-se dos inquilinos para poderem transformar as casas em unidades de turismo local ou, pura e simplesmente, venderem a empresas que se dedicam a esse ramo de negócio. Os preços subiram, continuam a subir ainda. Os bairros típicos descaracterizaram-se, já quase não têm “indígenas”, desapareceu o que fazia de Lisboa uma cidade com alma.</p>



<p>Acabámos de ouvir um dos organizadores da marcha do bairro da Bica, vencedora das marchas dos santos populares, dizer que a maioria dos participantes da marcha já não são do bairro, porque na Bica já não há gente em número suficiente para formar um grupo folclórico. E é assim, por todo o lado.</p>



<p>O espírito tuga de fugir aos impostos já foi topado pelos estrangeiros que nos visitam. Por exemplo, destaca deste site, a maioria dos cafés, bares e restaurantes da cidade não aceitam pagamento com cartões de débito ou crédito. Só em dinheiro. Por um lado, evitam pagar comissões bancárias, por outro evitam declarar ao fisco todas as vendas que fazem. É fácil, é barato, é dinheiro em caixa.</p>



<p>Outro pormenor da oferta hoteleira: “fica difícil encontrar restaurantes e bares que ofereçam uma ótima experiência, proporcionando qualidade sem roubar.” Ler isto é um bocadinho deprimente. Quase dá vergonha alheia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mas ainda não chegámos ao capítulo das coisas verdadeiramente más</strong></h3>



<p>Nesse capítulo, o primeiro aviso: “Lisboa mudou muito e tão rápido em uma década. Alguns bairros são difíceis de percorrer, sem se ser espremido como uma sardinha e não apreciará o ambiente ao seu redor. Toda a zona do Bairro Alto – Chiado é definitivamente a pior quando se trata de turismo de massas. O Bairro Alto ainda pode ser divertido para noitadas e bebidas, e no geral a área tem locais interessantes para visitar. Mas uma vez é mais do que suficiente aqui.” Ou seja, uma vez basta. Não ter clientes a voltar ou a não recomendar a experiência, é meio caminho para a falência do setor.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="806" height="319" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/turismo-aviso-1.jpg" alt="" class="wp-image-26876"/></figure>



<p>O segundo aviso é sobre a quantidade de gente sem abrigo que habita na cidade. Mais de 2 mil vagabundos, diz o site, o que pode representar, na opinião deles, “ameaças para os turistas que andam pela cidade à noite. Lisboa é bastante segura, mas algumas áreas são um pouco arriscadas”, diz quem escreveu isto, revelando que, sendo mulher, “estive em situações desagradáveis na zona do Rossio e do Martim Moniz.”</p>



<p>O terceiro aviso diz respeito à má qualidade dos apartamentos. Se é verão, ninguém nota, mas quando faz frio e chove, “as casas têm pouco ou nenhum isolamento e a humidade passa com bastante facilidade. E também não têm isolamento acústico. Se reservar um quarto num bairro animado &#8211; você pode não dormir à noite.”</p>



<p>E é isto, o que eles dizem de Lisboa e arredores turísticos: Sintra e Cascais. É tudo muito bonito, mas o serviço é mau. E há demasiados turistas!</p>



<p>(fonte <strong><a href="https://nomadific.com/lisbon-guide-for-digital-nomads/">Nomadific</a></strong>)</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/no-turismo-servicos-de-ma-qualidade/">NO TURISMO, SERVIÇOS DE MÁ QUALIDADE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>NASCIMENTO no meio do rio Tejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2022 12:01:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O relato feito por Sidónio Paes diz-nos que “as condições do rio e mar estava mais difíceis do que o habitual (4ªfeira, 27 de julho) por estar bastante vento. Contudo, navegamos pela margem Sul e deparamo-nos com um grupo de oito golfinhos comuns, que é a espécie mais avistada no rio Tejo desde 2020. O [&#8230;]</p>
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<p>O relato feito por Sidónio Paes diz-nos que “as condições do rio e mar estava mais difíceis do que o habitual (4ªfeira, 27 de julho) por estar bastante vento. Contudo, navegamos pela margem Sul e deparamo-nos com um grupo de oito golfinhos comuns, que é a espécie mais avistada no rio Tejo desde 2020. O grupo era composto por várias fêmeas com crias recém-nascidas, com alguns dias ou semanas, até que nos apercebemos que uma delas estava a agir de forma diferente. Estava muito mais tranquilo à superfície e a vir respirar com maior frequência e sem se movimentar muito. Uns segundos depois, vimos uma cria a sair debaixo da fêmea, mesmo muito pequenina com cerca de 50cm: tinha acabado de nascer.”</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1453" height="969" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/golfinhos-5.jpg" alt="" class="wp-image-20940"/></figure>



<p>E foi com espanto que todos viram o bebé vir pela primeira vez à superfície e respirar. “Foi um momento muito especial” – relata Bartolomeu Paes (tripulante e guia turístico da SeaEO Tours). “Foi-nos possível confirmar porque, para nosso espanto viu-se uma bolsa cor de laranja agarrada à fêmea. Inicialmente pensamos que poderia estar ferida, mas rapidamente deduzimos que, por estar uma bolsa presa e com uma cria tão pequena evidenciada com as pregas fetais (marcas do nascimento) de cetáceos, só podia ser a placenta. Sabendo que estes animais são muito sensíveis ao som causado pelos motores, desligamo-los imediatamente, tal como o outro barco ao nosso lado de outra empresa. Apesar de termos uma distância de segurança aos animais, esta fêmea curiosamente aproximou-se dos barcos calmamente, como se viesse mostrar a sua cria recém-nascida. Com um movimento menos habitual, a fêmea conseguiu livrar-se da placenta passados 10 minutos.”</p>



<p>Não houve garrafas de champagne, mas a alegria plasmava sorrisos na cara de todos, certamente.</p>



<p>Os golfinhos voltaram ao Tejo durante a pandemia. A redução da atividade humana e menos poluição na água, criaram condições para esse retorno. Nos grupos de golfinhos que têm sido observados, há frequentemente fêmeas grávidas. Mas nunca antes se tinha visto um nascimento no rio.</p>



<p>Agora, Sidónio Paes questiona se “poderá o Tejo ser uma zona interessante para ter as crias, uma zona de refúgio ou uma maternidade?”</p>



<p>O Estuário do Tejo é das mais importantes zonas húmidas da Península Ibérica que alberga milhões de espécies em diversos habitats, funcionando como local de eleição para espécies marinhas e aquáticas que vêm nidificar, alimentar-se, procriar ou simplesmente de passagem.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/07/golfinhos-4.jpg" alt="" class="wp-image-20938"/></figure>



<p>A preservação ambiental e ecológica nesta região é de importância primordial para a biodiversidade marinha e para as atividades turísticas ligadas à observação e fruição da natureza. São muitos e diferentes modos de vida que estão em causa, desde a sobrevivência dos animais e flora, até ao trabalho com que milhares de pessoas alimentam famílias e produzem riqueza para o país.</p>
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		<title>Em Lisboa, o PS não anda de tuk-tuk</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Aug 2021 08:58:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No comunicado enviado às redações, a ANCAT diz que “perante a inércia da Câmara Municipal de Lisboa em assumir o compromisso de restituir ou recolocar os 56% dos lugares de estacionamento” que os tuk-tuk tinham espalhados pela cidade e onde esperavam pelos clientes, decidiu convidar “os candidatos às eleições autárquicas para uma reunião, em formato [&#8230;]</p>
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<p>No comunicado enviado às redações, a ANCAT diz que “perante a inércia da Câmara Municipal de Lisboa em assumir o compromisso de restituir ou recolocar os 56% dos lugares de estacionamento” que os tuk-tuk tinham espalhados pela cidade e onde esperavam pelos clientes, decidiu convidar “os candidatos às eleições autárquicas para uma reunião, em formato de passeio turístico”.</p>



<p>Mas, algo surpreendentemente, os mesmos políticos que disputam borlas para ir ao futebol, mostram-se renitentes em aceitar um convite para uma borla de tuk-tuk, mesmo que, como diz a ANCAT, o que se pretende é que “os candidatos tenham conhecimento de como se trabalha no terreno na dinamização turística da capital e conheçam os principais problemas dos nossos profissionais. Esperamos que, com um bom entendimento entre partes, tal resulte numa cidade mais viva e com melhor qualidade para todos: os que nela trabalham, os que nela habitam e os que a visitam. A ANCAT sempre disse que queria ser parte da solução e nunca do problema. E é para isso que temos agora esta iniciativa, que conta já com a confirmação da maior parte dos partidos candidatos.”</p>



<p>A ANCAT diz que&nbsp;“restam apenas 51 dos 116 lugares originais.”</p>



<p>Informação divulgada já depois da distribuição deste comunicado confirma que todas candidaturas concorrentes à CML já aceitaram, exceto a do PS. Carlos Moedas, do PSD, já deu a voltinha de tuk-tuk.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Carlos Moedas apoia luta dos tuk-tuks" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/JFzNO_qWMss?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Câmara de Lisboa não cumpre promessa, Tuk Tuks protestam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 00:18:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação Nacional de Condutores de Animação Turística e Animadores Turísticos, ANCAT, convidou todos os candidatos às próximas eleições autárquicas na capital para um passeio turístico. Prometem um passeio bastante animado, recheado de reivindicações. Em comunicado distribuído pelas redações, a ANCAT fala no incumprimento de uma promessa da autarquia, que ficou de devolver 65 lugares [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/08/camara-de-lisboa-nao-cumpre-promessa-tuk-tuks-protestam/">Câmara de Lisboa não cumpre promessa, Tuk Tuks protestam</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>A Associação Nacional de Condutores de Animação Turística e Animadores Turísticos, ANCAT, convidou todos os candidatos às próximas eleições autárquicas na capital para um passeio turístico.</p>



<p>Prometem um passeio bastante animado, recheado de reivindicações. Em comunicado distribuído pelas redações, a ANCAT fala no incumprimento de uma promessa da autarquia, que ficou de devolver 65 lugares de estacionamento aos tuk tuks e similares e não o fez.</p>



<p>No comunicado, a ANCAT afirma, nomeadamente, que &nbsp;a CML “emitiu o Despacho nº123/2015 direcionado à Animação Turística, que vedava o acesso das viaturas turísticas ligeiras às zonas residenciais, mas, em troca, atribuiu 116 lugares para o exercício desta atividade”… mas que, agora, &nbsp;“com os constrangimentos provocados pela Pandemia e ainda a reestruturação rodoviária em Lisboa, restam apenas 51 dos 116 lugares originais. O executivo camarário recusou-se terminantemente em se comprometer repor sequer os lugares extintos com a pandemia, apesar do alívio das restrições.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/rs4zlrL.jpg" alt="" class="wp-image-11384"/></figure>



<p>Os passeios realizam-se nas datas em que os candidatos estejam disponíveis, durante o mês de agosto.</p>
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		<title>Turismo, a galinha não põe ovos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 01:48:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[CR 7]]></category>
		<category><![CDATA[crise no turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rei D. Carlos fez dele Marquês. Naqueles tempos, os Reis davam títulos aos homens ricos. Um pouco à semelhança do que fazem hoje os Presidentes da República com os Comendadores. José Luís Constantino Dias foi, assim, o primeiro e único Marquês de Vale Flor. O dinheiro veio da colónia de São Tomé e Príncipe, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/02/turismo-a-galinha-nao-poe-ovos/">Turismo, a galinha não põe ovos</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Rei D. Carlos fez dele Marquês. Naqueles tempos, os Reis davam títulos aos homens ricos. Um pouco à semelhança do que fazem hoje os Presidentes da República com os Comendadores. José Luís Constantino Dias foi, assim, o primeiro e único Marquês de Vale Flor. O dinheiro veio da colónia de São Tomé e Príncipe, com o negócio da produção de cacau. Ainda hoje, o cacau é o que São Tomé e Príncipe produz com excelência.</p>



<p>O que fez ele com o dinheiro? Construiu um palácio. Marquês sem palácio era coisa impensável. O Palácio Vale Flor é hoje o magnífico Hotel Pestana Palace. O requinte inerente às 5 estrelas que estão gravadas na placa de metal amarelo cravada no muro ao lado do portão que nunca se fecha.</p>



<p>O portão está sempre aberto, mas poucos têm entrado no hotel nos últimos meses. A pandemia deu cabo do turismo e sem turismo os hotéis estão letárgicos, moribundos. Vamos a uma casa de banho, abrimos a torneira e a água sai amarela, sinal de falta de uso daquela torneira.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/BPcnJGM.jpg" alt="" data-id="7704" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7704" class="wp-image-7704"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/bDMwcTV.jpg" alt="" data-id="7705" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7705" class="wp-image-7705"/></figure></li></ul></figure>



<p>Nas paredes dos corredores no rés-do-chão estão as fotografias de um passado recente que prometia futuros gloriosos. Clientes famosos que passaram por lá e que ajudaram a dar fama ao local. </p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/CA7ukC5.jpg" alt="" data-id="7692" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7692" class="wp-image-7692"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/7snt1RE.jpg" alt="" data-id="7693" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7693" class="wp-image-7693"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/3nWNW7M.jpg" alt="" data-id="7694" class="wp-image-7694"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/KwOJSZ2.jpg" alt="" data-id="7695" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7695" class="wp-image-7695"/></figure></li></ul></figure>



<p>E há também aqueles que emprestaram o “nome de guerra” aos empreendimentos hoteleiros a ver se rentabilizavam a fortuna que ganham a jogar à bola. Falamos no plural porque Cristiano Ronaldo vale por sete. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/a8zy529.jpg" alt="" class="wp-image-7696"/></figure>



<p>Quanto custa manter um hotel destes, sem clientes? Quanto custa manter uma cadeia de hotéis destes, sem clientes? Claro que CR7 diversificou os seus investimentos. Ninguém ajuizado e bem aconselhado deposita todos os ovos no mesmo cesto. Nem mete golos sempre na mesma baliza. Mas que o investimento está tremido, lá isso deve estar. A história deste lugar já teve muitos episódios, o edifício até já foi sede do Governo, no tempo do primeiro-ministro Mário Soares.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Dz2IQ5K.jpg" alt="" class="wp-image-7697"/></figure>



<p>Quem hoje entra neste sumptuoso palácio hoteleiro não vê ninguém nos corredores. Não se sente ninguém nos quartos. O bar está frio e vazio. Alugam-se salas à hora. Na recepção, o telefone deixou de tocar. Não há táxis parados à porta. O jardim sem gente, a piscina vazia.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/ozLDgmS.jpg" alt="" data-id="7698" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7698" class="wp-image-7698"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Do361cT.jpg" alt="" data-id="7699" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7699" class="wp-image-7699"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/LXs6wyJ.jpg" alt="" data-id="7701" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7701" class="wp-image-7701"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/JafpbyQ.jpg" alt="" data-id="7700" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7700" class="wp-image-7700"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/BzRWUVy.jpg" alt="" data-id="7703" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7703" class="wp-image-7703"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1920" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2021/02/IMG_3072-scaled.jpg" alt="" data-id="7702" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7702" class="wp-image-7702"/></figure></li></ul></figure>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/02/turismo-a-galinha-nao-poe-ovos/">Turismo, a galinha não põe ovos</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Lisboa, a cidade dos brinquedos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 14:49:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[ruas pintadas de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Súbitamente neste verão, quando a pandemia fez de Lisboa um cenário fantasma onde almas penadas, comerciantes falidos, hotéis às moscas, transportes parados, enfim, enquanto Lisboa fazia adivinhar uma crise total, o autarca, que tem maioria aguentada por um desconhecido do Bloco de Esquerda, decidiu pintar o pavimento de certas ruas em cores berrantes, de tinta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Súbitamente neste verão, quando a pandemia fez de Lisboa um cenário fantasma onde almas penadas, comerciantes falidos, hotéis às moscas, transportes parados, enfim, enquanto Lisboa fazia adivinhar uma crise total, o autarca, que tem maioria aguentada por um desconhecido do Bloco de Esquerda, decidiu pintar o pavimento de certas ruas em cores berrantes, de tinta contaminada, não se percebe com que objetivo urbano, a não ser uma parolada para encher olho a fofinhos verdes, que acreditam que é possível transformar a vocação de uma cidade,&nbsp; num conto infantil do Noddy na Cidade dos Brinquedos.</p>



<p>Não é preciso ter-se estudado a história das cidades para se perceber que elas nasceram para ser centros do Poder, do comércio, do negócio, da cultura, enfim, do cosmopolitismo com tudo o que isso implica de dinâmica social e política.</p>



<p>As grandes cidades têm néons, movimento, cheiros e sons diversos, meios de transporte diversos, e gente que ocupa o tecido urbano consoante a sua condição social.</p>



<p>Lisboa sempre foi isso. O Terreiro do Paço era uma grande feira e o centro do Poder Político. Não era por acaso que a Justiça, as artes e a sua escola, os jornais, os melhores restaurantes, o circuito do comércio de luxo, se situava na Baixa. O coração palpitante da capital.</p>



<p>Claro que a sociedade evolui mas no essencial continua a ser essa a ideia de cidade.</p>



<p>Este diletantismo de querer fazer de Lisboa um museu ou um circuito de Disneylândia para turistas parvos, tem sido um erro político fatal para Lisboa, sobretudo para os lisboetas e para quem lá trabalha.</p>



<p>A tentação do politicamente correto começou com Abecassis ao ter encerrado a Rua do Carmo aos carros e de ter instalado umas esplanadas patéticas, fatais no ataque ao incêndio do Chiado.</p>



<p>Entregue a demagogos que desprezam o investimento privado e insistem numa cidade dos brinquedos, o terramoto está à vista.</p>



<p>E o povo acha que uma cidade é um grande bairro de imigrantes que só querem mostrar a fachada da maison, mesmo que a banheira esteja pintada e cheia de flores.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="620" height="414" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/07/rua-cor-de-rosa-2-1.jpg" alt="" data-id="2194" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/07/rua-cor-de-rosa-2-1.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2194" class="wp-image-2194" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="770" height="433" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/07/rua-cor-de-rosa-3.jpg" alt="" data-id="2195" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/07/rua-cor-de-rosa-3.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2195" class="wp-image-2195" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="754" height="394" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/07/rua-azul-5.jpg" alt="" data-id="2193" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/07/rua-azul-5.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2193" class="wp-image-2193" /></figure></li></ul></figure>
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