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	<title>Arquivo de manipulação nas redes sociais - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de manipulação nas redes sociais - Duas Linhas</title>
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		<title>A POLÍTICA COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 14:27:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com estas ferramentas é possível criar realidades com pseudofactos, mentir com quantos dentes se tem e, com isso, fabricar a “verdade”. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/06/a-politica-com-inteligencia-artificial/">A POLÍTICA COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O tema do encontro era como usar a Inteligência Artificial (IA) para o marketing político e a propaganda do PL. Os mentores da reunião foram executivos das <em>big techs</em>, como a Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e o Google.</p>



<p>No fundo, explica o jornalista Sérgio de Sousa na reportagem &#8220;<strong><a href="https://www.intercept.com.br/2025/06/04/oficinas-google-meta-partido-bolsonaro/">Treinamento de Guerra</a></strong>&#8221; que publicou no Intercept Brasil, tratou-se de um seminário onde se aprendeu a manejar novas ferramentas para condicionar a opinião pública. Uma infinidade de possibilidades que já sabemos que existem, mas que a maioria das pessoas está longe de saber utilizar.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="753" height="453" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA.png" alt="" class="wp-image-42366" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA.png 753w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA-300x180.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA-696x419.png 696w" sizes="(max-width: 753px) 100vw, 753px" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="715" height="402" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-2-IA.png" alt="" class="wp-image-42367" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-2-IA.png 715w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-2-IA-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-2-IA-696x391.png 696w" sizes="(max-width: 715px) 100vw, 715px" /></figure>
</div>
</div>



<p>Eles viram como é possível produzir imagens que parecem fotografias e transmitem exatamente a mensagem desejada em publicações nas redes sociais, vídeos em que personagens que se assemelham a pessoas reais falam exatamente o que queremos que as pessoas oiçam.</p>



<p>Quem anda pelas redes sociais já se cruzou com convites para aderir a determinados serviços capazes de, por exemplo, transformar fotografias em vídeos curtos. Até os mortos podem voltar a falar. Imaginemos que, por exemplo, pegamos em fotos de Hitler e o pomos a dizer aquilo que queremos. Pois, neste seminário da ultra-direita brasileira, os interessados experimentaram este tipo de tecnologias, sentaram-se com profissionais e aprenderam a usar estas ferramentas de IA.</p>



<p>As <em>big techs</em> partilharam com os participantes o “caminho das pedras” para usar suas ferramentas mais novas e poderosas. Essa relação de proximidade foi reforçada por Bolsonaro, que discursou no encerramento do encontro, aos gritos de “volta, capitão” vindos da plateia. O ex-presidente não deixou dúvidas ao afirmar que as empresas de tecnologia estavam “do lado certo”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="745" height="701" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA-bolsonaro.png" alt="" class="wp-image-42363" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA-bolsonaro.png 745w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA-bolsonaro-300x282.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/seminario-IA-bolsonaro-696x655.png 696w" sizes="(max-width: 745px) 100vw, 745px" /><figcaption class="wp-element-caption">Jair Bolsonaro no 2º Seminário Nacional de Comunicação do seu Partido Liberal</figcaption></figure></div>


<p>A nova aposta da extrema direita é justamente investir no potencial que a inteligência artificial oferece para a comunicação política. Para as empresas de tecnologia da informação, os partidos políticos serão &#8220;apenas&#8221; clientes, embora no caso do Brasil e de Bolsonaro haja aparentemente maior proximidade entre as partes. Eventualmente, haverá mais por detrás dessa aparente proximidade. Como já vimos com Elon Musk (X), controlar o poder não é uma ideia estranha para as <em>big techs</em>.</p>



<p>Em 2026, o Brasil vai ter novas eleições presidenciais e Bolsonaro aposta tudo para tentar ser reeleito. Como não tem obra válida para mostrar do seu 1º mandato, está a criar um exército para combater nas redes sociais e estas novas tecnologias serão armas essenciais para essa campanha.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8230;E EM PORTUGAL</strong></h4>



<p>Com estas ferramentas é possível criar realidades com pseudofactos, mentir com quantos dentes se tem e, com isso, fabricar a “verdade”. Já vimos isto acontecer antes, mas dava imenso trabalho. Agora vai ser mais fácil e ainda mais verosímel.</p>



<p>Em Portugal, os caminhos dos políticos da extrema-direita não são diferentes. Como já vimos antes, também, os métodos, as táticas, os slogans e até os discursos são copiados de outras campanhas, como as de Trump ou de Bolsonaro e adaptadas pelo Chega às “realidades” inventadas para promover a exaltação patrioteira. No futuro não será diferente. Em Portugal, a extrema-direita está permanentemente em campanha. É certo que esse esforço venha a ser reforçado com recurso às novas tecnologias de IA.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-1024x576.png" alt="" class="wp-image-42375" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/andre-e-a-IA.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/06/a-politica-com-inteligencia-artificial/">A POLÍTICA COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>NO MAR DA GRITARIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Mar 2024 17:33:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ascensão da direita e extrema-direita pode ter algumas razões sociais e políticas, não só em Portugal como no resto do mundo. Não devemos isolar os casos de Trump, Bolsonaro, Milei, Orbán ou Ventura. É tudo farinha do mesmo saco. E sacos há vários: Facebook, Instagram, X, Telegram, etc. Através da mentira, da deturpação, estes [&#8230;]</p>
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<p>A ascensão da direita e extrema-direita pode ter algumas razões sociais e políticas, não só em Portugal como no resto do mundo. Não devemos isolar os casos de Trump, Bolsonaro, Milei, Orbán ou Ventura. É tudo farinha do mesmo saco. E sacos há vários: Facebook, Instagram, X, Telegram, etc.</p>



<p>Através da mentira, da deturpação, estes personagens utilizam as redes sociais para ampliar o que dizem, sem contraditório. Com o paulatino desaparecimento do jornalismo, dos meios tradicionais de comunicação social, a net é o campo onde se disseminam mensagens em que vence quem gerar maior exaltação e medo. Por isso eles gritam tanto.</p>



<p>O segredo é chamar a atenção, atrair público. As redes sociais gostam disso e passam a privilegiar esses conteúdos. Não importa se são mentirosos, porque geram dinheiro. Quem fatura com a monetização não é só o produtor/protagonista – mas as próprias redes sociais, que racham o lucro com quem cria conteúdo. Assim, se um perfil dá lucro – não importa se fomenta violência, racismo, ódio, se mente – as empresas que gerem as redes sociais passam a promove-lo para aumentarem o seu próprio lucro.</p>



<p>Por exemplo, a agência Bloomberg dá como provável que a campanha presidencial de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/09/donald-trump-a-simplicidade-das-ideias/">Trump</a></strong> vá ser financiada por Elon Musk, o dono da rede X.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/jzMfdnF.jpeg" alt="" class="wp-image-32711"/></figure></div>


<p>Chegados aqui, temos de concluir que não há volta a dar ao problema, apenas enfrentá-lo. As leis regulamentadoras das <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2020/07/a-proposito-do-discurso-de-odio/">redes sociais</a></strong> podem ser importantes, mas dificilmente serão a solução.</p>



<p>Se a direita nada bem neste mar de gritaria, a esquerda tem de nadar melhor. É um regresso à militância política, desta vez pela partilha de conteúdos, pelos likes e pelo combate à guerrilha direitola que se manifesta nas caixas de comentários. Se continuarmos a ser preguiçosos e paternalistas, eles vão vencer. Quando chegarem ao poder, vão <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/03/argentina-milei-so-quer-boas-noticias/">dar cabo disto tudo</a></strong>: do Estado social e das liberdades e direitos  democráticos. O falhanço do capitalismo está a provocar o caos de onde eles pretendem ressuscita-lo de novo.</p>



<p>No caso português, os<strong><a href="https://cnnportugal.iol.pt/financiamento-partidos/partidos/auditoria-ao-chega-encontra-eventuais-financiamentos-proibidos-partido-deixou-de-entregar-listas-de-donativos/20240301/65e25a42d34e8d13c9b85b4d"> financiadores</a></strong> do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/10/retratos-a-ventura-e-bolsonaro/">Chega</a></strong> sabem bem o que andam a fazer.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/QNsgDC6.jpeg" alt="" class="wp-image-32712"/></figure></div>


<p></p>
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		<title>INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL e a burrice natural</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/06/inteligencia-artificial-e-a-burrice-natural/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 13:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A chamada Inteligência Artificial (IA) é um software que realiza desejos, contra pagamento. Os nossos pedidos podem ser para vídeos, fotografias ou simplesmente textos. Por exemplo, pago o desejo de ter uma fotografia do pintor Leonardo da Vinci com a amiga Mona Lisa. No século XV ainda não havia máquinas fotográficas, mas a IA não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A chamada Inteligência Artificial (IA) é um software que realiza desejos, contra pagamento. Os nossos pedidos podem ser para vídeos, fotografias ou simplesmente textos. Por exemplo, pago o desejo de ter uma fotografia do pintor Leonardo da Vinci com a amiga Mona Lisa. No século XV ainda não havia máquinas fotográficas, mas a IA não se atrapalha com minudências e satisfaz-me o desejo. Aqui está.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/ia-IMG_7781.jpg" alt="" class="wp-image-26708" width="720" height="960"/><figcaption class="wp-element-caption">imagem gerada por Inteligência Artificial, simulando uma fotografia impossível</figcaption></figure>



<p>Se quisermos enganar eleitorado, também se faz. Pagando, peço ao software que ponha Hillary Clinton (ex-primeira dama e ex-candidata presidencial do Partido Democrata) a fazer um discurso de apoio a Ron deSantis, proeminente político do Partido Conservador. Um dia destes, vamos ver um vídeo com André Ventura a dizer bem de Mariana Mortágua, ou vice-versa, e vai parecer tão real como este de Hillary.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Hillary Clinton, inteligência artificial" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/Z98iBT1I5Vw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>O software em causa é um prodígio da tecnologia. A única certeza que podemos ter é que ainda não vimos nada. Os chineses, os russos, os iranianos, os norte-coreanos, os brasileiros também desenvolveram softwares semelhantes. Vamos ter à nossa disposição uma boa variedade de lâmpadas de Aladino prontas para nos satisfazerem desejos. Pelo preço adequado, podemos até pedir uma antevisão do fim do mundo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">NIGHTMARE: What if Joe Biden, the weakest president we’ve ever had, is re-elected? <a href="https://t.co/b5HvY9GEr0">pic.twitter.com/b5HvY9GEr0</a></p>&mdash; GOP (@GOP) <a href="https://twitter.com/GOP/status/1650818291001163776?ref_src=twsrc%5Etfw">April 25, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Como se regula uma coisa destas, acho que ninguém sabe. Depois da bomba atómica, só faltava IA para termos todas as condições para dar cabo disto tudo. </p>
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		<title>HÁ QUEM NÃO GOSTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Apr 2023 11:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Sobre ostras. Adoro. O debate dos vinhos era seríssimo, a minha colega, economista, dirigente nas manifs, que foi deputada local, queria vinho tinto fresco &#8211; eu ibérica me confesso, não bebo tal coisa &#8211; sabe-me a refresco. Gosto do tinto a 19 graus, de inverno até o junto à lareira. Com camaradagem debatemos o tema, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/04/ha-quem-nao-goste/">HÁ QUEM NÃO GOSTE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>&#8220;Sobre ostras. Adoro. O debate dos vinhos era seríssimo, a minha colega, economista, dirigente nas manifs, que foi deputada local, queria vinho tinto fresco &#8211; eu ibérica me confesso, não bebo tal coisa &#8211; sabe-me a refresco. Gosto do tinto a 19 graus, de inverno até o junto à lareira. Com camaradagem debatemos o tema, é óptimo falar do que gostamos.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/facebook-dixit-raquel.jpg" alt="" class="wp-image-25803"/></figure>



<p>&#8220;Na realidade confesso que me envergonho de ver as pessoas que trabalham nos supermercados, que transportam as pessoas que trabalham nos supermercados, que ensinam os filhos de quem aí trabalha, e quem trabalha na saúde destas pessoas e delas cuida, a comer mal e cada vez pior. Enquanto os detentores dos supermercados abrem restaurantes onde se come foie gras todos os dias e champanhe a 30 mil euros a garrafa. E onde se debate com intensidade como ilegalizar greves, e atacar quem as defende.</p>



<p>O jornal Público, detido por um grupo empresarial que este ano teve um lucro líquido de &#8220;342 milhões de euros&#8221; fez reportagens sobre como combater o frio com uma manta e chá. Não há jornal nenhum &#8211; porque em Portugal não há jornais que pensem e defendam quem trabalha &#8211; que não ensine a quem trabalha &#8220;a poupar muito e pensar bem&#8221; enquanto enaltecem as virtudes dos CEOs que ganham na TAP e em todo o lado 30, 40 e 50 mil euros por mês.&#8221; </p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/facebook-dixit-querido.jpg" alt="" class="wp-image-25804"/></figure>



<p>&#8220;Um sistema de justiça decente tem várias camadas destinadas a assegurar que os culpados são condenados de forma proporcional e os inocentes podem prosseguir as suas vidas sem nenhum tipo de restrição. Não sendo 100% perfeito, é de tal forma garantístico que duas ou três instâncias podem anular decisões anteriores.</p>



<p>Os tribunais populares não têm tais luxos.</p>



<p>Entre estes avulta atualmente o tribunal da comunicação social, em que o juiz e carrasco és tu, o júri é composto pelos teus pares, a acusação está a cargo de quem escreve nos jornais e comenta nas televisões e a sala que pateia é o Facebook e o Twitter.&#8221; </p>
</div></div>
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		<title>A Ciência e o Fact-cheking</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Apr 2023 23:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[censura nas redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[ética nas redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[fact checking]]></category>
		<category><![CDATA[fake-news]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação da informação]]></category>
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		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
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<p>O filósofo alemão Jürgen Habermas discutiu há muito que o objetivo da tecnologia é o domínio, quer da natureza, quer do próprio homem. Isto porque nos últimos séculos a tecnologia tem servido sobretudo para aumentar a produtividade das sociedades – noutras palavras, fomentar o capitalismo – e tal só é conseguido quando se controla a natureza e o homem por extensão. Sendo ciência aplicada a um propósito objetivo, nomeadamente um produto passível de entrar nas lógicas de mercado globais, a tecnologia tende a ser uma visão política sobre o mundo e não “a” ciência em si mesma, uma vez que esta é substancialmente mais complexa e não tende a oferecer respostas simples aos problemas do quotidiano. A tecnologia quer o lucro, a ciência quer o conhecimento.</p>



<p>As redes sociais resultam de processos tecnológicos que se têm vindo a desenvolver desde o final da II Guerra Mundial e, como afirmam alguns analistas, o seu propósito final é sobretudo o lucro. Retiraram porém aos media tradicionais o controlo definitivo sobre o “meio”, ou seja, os canais pelos quais o público consume a informação. E se quem domina o meio, domina a mensagem, o Brexit, a vitória de Donald Trump e a vitória de Jair Bolsonaro mostraram que era no digital que se travava um domínio pela “verdade” que estava longe de pertencer, afinal, aos meios de comunicação ditos <em>mainstream</em>.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A propaganda em política, nomeadamente a promoção de ideias falsas e difamações de carácter, é algo comum e transversal a todos os lados da barricada, esquerda ou direita. Não há inocentes nesta história. Mas se até aqui ganhava quem se encobria melhor pelo politicamente correto, as redes sociais começaram a promover quem falava mais alto, quem acusava mais alto e quem repetia chavões de forma mais convincente. O tom agressivo e os assuntos que promovem a indignação são os que mais facilmente se tornam virais nas redes sociais, pelo que vence quem melhor os sabe manejar.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-background-color has-background" style="max-width:448px"><strong>No Ocidente o discurso de ódio é reprovado porque remete para o nazismo e para a extrema-direita, mas muitas vezes esquecemo-nos que o Estalinismo fez algo de muito semelhante encapotado de “boas intenções” e a nobreza do propósito social do bem comum. Não é por acaso que uma das principais figuras mediáticas que fez resistência pública à vacinação coerciva Covid, Novak Djokovic, é de origem de um país do antigo Bloco de Leste.</strong></p>
</div></div>



<p>Em resposta ao aparente aumento considerável das chamadas notícias falsas promovido pelas redes sociais, em 2019, Jessica Cecil, jornalista da BBC, iniciou e liderou a Trusted News Initiative (TNI), a única aliança mundial de grandes empresas internacionais de tecnologia e organizações de notícias para combater a desinformação em tempo real. O Reuters Institute for the Study of Journalism foi membro fundador do TNI, ao lado de organizações de notícias como a BBC, Reuters, AFP, FT, The Hindu, European Broadcasting Union e plataformas como Microsoft, Facebook/Meta, Google, Twitter ou o The Whashington Post.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/trusted-news.jpg" alt="" class="wp-image-25790" width="318" height="237"/></figure></div>


<p>Inicialmente, o propósito desta organização era combater notícias falsas em tempos eleitorais. Mas em 2020 o sentido da estrutura mudou, passando a debruçar-se também sobre as notícias falsas sobre a vacinação covid. Por esta altura surgiam as plataformas de Fact checking e a OMS reconhecia ter uma rede mundial de influenceres para combater a desinformação.</p>
</div></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o problema desta situação no contexto da pandemia Covid-19?</strong></h2>



<p>Dividir a realidade entre verdadeiro e falso é relativamente fácil quando estamos a falar de fotografias, vídeos, páginas online de media que não existem ou tweets. Se alguém mexeu em algo que foi desenhado de uma determinada maneira, a realidade torna-se binária. Mas isto é técnica, não é ciência, ou seja, estamos a lidar com um objeto criado pelo homem, não com uma análise humana à complexidade da natureza. Quando se salta para temas mais complexos e a dimensão de “verdade” se alarga, surgem imensas zonas cinzentas. Uma notícia a discutir a segurança de uma vacina de mRNA jamais pode ter o mesmo processo de verificação de factos que uma fotografia em que um engraçadinho resolveu mexer, a fim de que induzisse no leitor determinadas ideias que não correspondem à realidade.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Depois há outro problema: quem financia estas plataformas de verificação? Por muito que se argumente com a ética e a independência, um patrocínio não representa apenas subsistência, é também uma visão do mundo.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-background-color has-background" style="max-width:415px"><strong>Os métodos de verificação de factos baseiam-se, numa análise geral, nas fontes. Quando os temas atingem determinado grau de complexidade, chamam-se os “especialistas” e, em caso de dúvida, remete-se para a instituição que se considera à partida idónea. Dizem os códigos de ética que estes especialistas e instituições não devem ter conflitos de interesses com o tema abordado, caso contrário tal tem que ser noticiado. Mas, como demonstram as investigações do jornal online Página UM, o que não faltou nos últimos três anos foram especialistas que afinal tinham vários níveis de relação com empresas farmacêuticas.</strong></p>
</div></div>



<p>Outro&nbsp; fator de confusão é a própria razão que motivou a criação dos novos Fact-chekers. Da mesma maneira que muitos críticos da narrativa covid acreditam que tudo não passou de um plano bem delineado por uma elite mundial para diminuir a população, também os jornalistas parecem estar convictos que há uma estrutura muito bem montada a nível mundial de militantes de extrema-direita que trabalha afincadamente a produzir desinformação e notícias falsas para dominar o mundo. Ora, há estudos que apontam que uma parte da desinformação a circular online são pessoas a querer ganhar dinheiro com os likes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Depois, o que é um especialista?</strong></h2>



<p>Olhando para os EUA a burocracia impera: o diretor do NIAID, Dr. Fauci, o cirurgião geral Vivek Murthy, o coordenador de resposta à Covid-19 da Casa Branca, Ashish Ja, o secretário de saúde e serviços humanos Xavier Becerra e a diretora do CDC, Rochelle Walensky, nunca trataram um paciente Covid e, de fato, não trataram pacientes reais durante décadas. Muitos deles estiveram envolvidos na academia, não na prática da medicina. A ex-coordenadora de resposta da Casa Branca Deborah Birx, que voou pelo país persuadindo os governadores a fechar as escolas e empresas e impor máscaras, não tem experiência em saúde pública e passou a maior parte de sua carreira coordenando programas internacionais de tratamento e prevenção de HIV.</p>



<p>Não é difícil chegar a um consenso científico quando se reprimem vozes discordantes e a comunicação social realmente acredita que pode avaliar a veracidade de um tema com elevado grau de desconhecimento e complexidade científica da mesma forma que avalia uma fotografia insinuando que a Michelle Obama é um homem.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/covid.jpg" alt="" class="wp-image-25785" width="321" height="179"/></figure></div>


<p>A origem do COVID é um exemplo clássico. Vinte e sete cientistas&nbsp; publicaram&nbsp; uma carta na Lancet condenando as “teorias da conspiração” que sugeriam que o vírus não tinha origem natural. As opiniões divergentes foram&nbsp; censuradas&nbsp; nas redes sociais e rotuladas como “desinformação”. Somente agora, quando o Departamento de Energia dos EUA e o FBI&nbsp; afirmaram que é a hipótese mais provável, é que está aberta a discussão.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A Declaração de Great Barrington é outro exemplo. Três eminentes professores das universidades de Harvard, Stanford e Oxford argumentaram contra os confinamentos que, segundo eles, prejudicariam desproporcionalmente os menos privilegiados. Mas o ex-diretor do NIH, Francis Collins, descartou-os como “fringe minority” pedindo a Anthony Fauci “uma rápida e devastadora” eliminação da declaração.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-background-color has-background" style="max-width:405px"><strong>Um dos epidemiologista, Dr Martin Kulldorf, chegou mesmo a ser bloqueado no Twitter por ter afirmado que a imunidade natural existia. Já o Dr Peter McCullough, cardiologista com os únicos dois artigos revistos e publicados com um protocolo de tratamento para a Covid, viu vídeos seus a explicar o seu protocolo a serem eliminados do Youtube.</strong></p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/Virality-Project.jpg" alt="" class="wp-image-25782" width="313" height="175"/></figure></div>


<p>O recente lançamento dos &#8216;Arquivos do Twitter&#8217; revela como agências governamentais, Big Tech, media e academia agiram de forma concertada para policiar o conteúdo online e censurar vozes dissidentes, por forma a criar uma falsa perceção de consenso. Um exemplo flagrante foi o Virality Project da Universidade de Stanford, que reuniu a elite académica, especialistas em inteligência artificial e empresas das redes sociais para censurar histórias “verdadeiras” de lesões causadas por vacinas sob o pretexto de combater a desinformação.</p>
</div></div>



<p>Podemo-nos perguntar como uma rede social decide bloquear alguém que é especialista da área? A única conclusão a que chego é que era simplesmente o mais fácil no caos que foi a resposta pandémica. Nos emails do Dr Fauci encontramos correspondência com a própria equipa do Facebook, onde se admite o bloqueio de informação verdadeira sobre vacinas porque podia provocar hesitação vacinal.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Outra pergunta que fica: como as empresas proprietárias de redes sociais se sujeitam a isto?</strong></h2>



<p>Por um lado, o Facebook teria ficado com uma imagem fortemente prejudicada com o escândalo da Cambridge Analytica e quereria desvincular-se de canal promotor de extremismos. Por outro, temos a regulação de empresas que são privadas e cujo objetivo é ganhar dinheiro.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-background-color has-background" style="max-width:421px"><strong>Não há regulação das redes sociais, a venda de metadados está completamente liberalizada. Ninguém sabe exatamente o que vendem nem para quê. Talvez por isso Mark Zurkeberg tenha sido tão célere a oferecer os seus préstimos ao Dr Fauci acreditando que as redes sociais seriam um bom método para controlar pandemias. Enquanto não houver regulamentação da venda de dados o céu é o limite.</strong></p>
</div></div>



<p>Outra fonte tida como idónea por parte dos fact checker é a instituição de referência que neste caso é a OMS. Mas este assunto merece um artigo só para ele.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/bolsonaro-com-trump.jpg" alt="" class="wp-image-25779" width="321" height="180"/></figure></div>


<p>Infelizmente, ter Donald Trump a desvalorizar a pandemia e Jair Bolsonaro a chamá-la de “gripezinha” só contribuiu para a paranóia com a desinformação da extrema-direita o que, temo, está a ajudar mais a alavancar o neo-nazismo que propriamente a combatê-lo.</p>
</div></div>
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		<title>A realidade nas redes sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2020 06:54:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação nas redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>(transcrição da crónica) A discussão vai quente, nas redes sociais, principalmente aqui no Facebook, mas também no twitter, no youtube, no instagram não sei, vou lá pouco. Uns não se importam de usar a app stayaway covid e outros não querem ser espiados. Mesmo os que não se importam de usar a app, não querem [&#8230;]</p>
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<iframe loading="lazy" title="Redes Sociais" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/wf0GCBvdekQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>(transcrição da crónica)</p>



<p>A discussão vai quente, nas redes sociais, principalmente aqui no Facebook, mas também no twitter, no youtube, no instagram não sei, vou lá pouco.</p>



<p>Uns não se importam de usar a app stayaway covid e outros não querem ser espiados. Mesmo os que não se importam de usar a app, não querem que seja obrigatório&#8230; e esse é um princípio interessante e que, pessoalmente, me agrada bastante. Também nunca gostei que me obrigassem a vestir fardas&#8230;</p>



<p>Agora, o que é interessante é ver que a discussão se trava numa rede social que, como todos que andam por aqui têm a obrigação de saber, sabe mais sobre nós do que nós mesmo&#8230;</p>



<p>Quando abrem o Facebook o que vos aparece é uma parcela da realidade que o Facebook sabe que vos agrada ver, o facebook sabe que habitualmente consumimos determinado tipo de conteúdos, sabe que vídeos vemos e sabe o que esses vídeos dizem&#8230; o Facebook conhece os nossos hábitos e poupa-nos o trabalho de irmos à procura do que queremos ver, o Facebook põe a mesa, enche-nos o prato e serve-nos o copo.</p>



<p>Cada vez que clicamos num like o Facebook grava e não se esquece e da próxima vez que abrirmos a aplicação Facebook lá temos um texto ou um vídeo sobre o mesmo assunto ou um texto ou um vídeo do mesmo autor. É assim.</p>



<p>E ao fazerem isto, as redes sociais controlam-nos, porque fica mais difícil partirmos à descoberta de novas ideias e de novas influências&#8230; nas redes sociais, a realidade está afunilada pelos nossos gostos e pelos nossos hábitos.</p>



<p>Há quem julgue que vindo aqui ao Facebook que fica a saber o que se passa no Mundo, mas isso é mentira. O que vemos é aquilo que nos mostram e muitas vezes até nos mostram coisas antigas, em termos noticiosos, coisas que aconteceram há 2 ou 3 dias, se não mesmo há mais tempo.</p>



<p>E quando controlam aquilo que vemos não só influenciam a maneira como entendemos o Mundo, como também influenciam os nossos sentimentos e as nossas emoções. E não estou apenas a falar de fake news.</p>



<p>Pessoalmente, estou convencido que uma das razões para as pessoas estarem cada vez mais egoístas e menos solidárias com os outros tem a ver com esse afunilamento da realidade que o Facebook e outras redes sociais nos servem. São as antigas palas nos olhos, as palas que se punham nos animais que puxavam carroças, para não se assustarem com o que se passava ao lado&#8230; só vêm em frente, o resto passa-lhes ao lado e não os incomodam.</p>



<p>Nós somos assim, quem nos põe as palas é o Facebook e não vejo que seja fácil livrarmo-nos delas tão depressa. Estas ferramentas de manipulação da realidade servem às mil maravilhas para quem tenha meios suficientes para as usar&#8230; tanto podem ser governos como grupos políticos, grupos económicos, enfim todos aqueles que nos queiram impingir alguma coisa, sejam ideias, sejam detergentes ou sejam algemas&#8230;</p>



<p>Como nos livramos disto? Não sei&#8230; mas o primeiro passo é ter consciência do que isto nos pode fazer, o segundo passo talvez seja fechar o computador, deixar o telemóvel numa gaveta e usá-lo mais naquilo que era suposto isto fazer que é chamadas telefónicas. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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