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	<title>Arquivo de Sem categoria - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Sem categoria - Duas Linhas</title>
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		<title>O CAVALEIRO DO DESPACHO MAIS RÁPIDO QUE A PRÓPRIA SOMBRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 23:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No vasto e poeirento deserto da governação lusitana</p>
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<p>No vasto e poeirento deserto da governação lusitana, onde os prazos do Plano de Recuperação e Resiliência passam a voar como arbustos rolantes ao sabor do vento, ergue-se uma lenda viva. Mas esqueçam o herói solitário criado por Maurice de Bévère. O Lucky Luke da banda desenhada franco-belga, que disparava mais rápido que a sua própria sombra, não passa de um amador de feira face ao atual primeiro-ministro de Portugal. O nosso herói político elevou o conceito a um patamar metafísico: ele não dispara mais rápido que a sombra; ele governa sob o pânico constante daquilo que a sua própria sombra possa fazer a seguir.</p>



<p>Se o Lucky Luke original perseguia os temíveis irmãos Dalton com uma calma imperturbável, o nosso primeiro-ministro enfrenta vilões muito mais esquivos: as sondagens de opinião, as comissões de inquérito e as terríveis conspirações que a sua silhueta projeta na parede de São Bento quando o sol bate de lado.</p>



<p>A sua sombra, de facto, tornou-se o maior elemento de oposição ao Governo. É uma sombra de esquerda quando ele tenta agradar à direita, e uma sombra de direita quando ele tenta resgatar a esquerda. Em virtude deste tormento visual, o Conselho de Ministros passou a reunir-se na mais rigorosa penumbra. Fontes próximas de São Bento garantem que os candeeiros foram substituídos por velas de baixa intensidade, tudo para evitar que o chefe do executivo confunda o contorno do seu próprio perfil com uma moção de censura iminente.</p>



<p>O fiel corcel desta epopeia já não é o sarcástico Jolly Jumper, mas sim uma imensa máquina burocrática rebatizada de &#8220;Consensus&#8221;. Trata-se de um cavalo que não galopa para a frente nem recua; limita-se a marchar no mesmo lugar, fingindo um movimento vigoroso enquanto espera pelo resultado de três relatórios independentes e de uma audição parlamentar para decidir qual das patas deve mover primeiro. Sempre que o primeiro-ministro tenta montar, o animal relincha uma nota de rodapé jurídica, lembrando que qualquer avanço carece de consulta prévia aos parceiros sociais.</p>



<p>E assim, enquanto o Lucky Luke da ficção cavalgava em direção ao pôr do sol a cantar &#8220;I&#8217;m a poor lonesome cowboy&#8221;, o nosso herói termina o dia a assinar despachos de urgência para exonerar a sua própria sombra por quebra de confiança política. No final da história, a planície continua igual, o saloon da Assembleia continua barulhento e o primeiro-ministro respira de alívio: o dia terminou e, na escuridão da noite, finalmente ninguém lhe faz sombra.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="462" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics-1024x462.jpg" alt="" class="wp-image-49586" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics-1024x462.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics-300x135.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics-768x347.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics-696x314.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics-1068x482.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/Panel-Lucky-Luke-singt-Poor-Lonesome-Cowboy-ECC-1280pix-c-Lucky-Comics.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p></p>
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		<title>«COMO UMA NUVEM VERDE»</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poesia de Paula Banazol de Carvalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na sala admiradores, parentes e amigos da autora. Alguns dos presentes quiseram dizer alguns dos poemas que mais lhes haviam suscitado a atenção. Com prefácio de Jorge Castro, o livrinho, de 68 páginas, é edição de Poética Edições e contém 55 poemas. O último, sobre o amor, congrega «olhar, silêncio, paz». O primeiro é a [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na sala admiradores, parentes e amigos da autora. Alguns dos presentes quiseram dizer alguns dos poemas que mais lhes haviam suscitado a atenção.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DO LIVRO &quot;COMO UMA NUVEM VERDE&quot;" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/kZz_OtsnhP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Com prefácio de Jorge Castro, o livrinho, de 68 páginas, é edição de Poética Edições e contém 55 poemas. O último, sobre o amor, congrega «olhar, silêncio, paz». O primeiro é a ternura da avó: «Um dia, quando eu for longe, | levarei o azul dos teus olhos». Pelo meio, a autora, «Um dia calada, mais um, | na soleira da porta», recusa-se a «regressar às memórias».</p>



<p>E faz bem – porque, de facto, é sempre muito mais sadio olhar para diante. Mesmo quando «sentada na cadeira | de baloiço do bisavô»…</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="406" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1024x406.jpg" alt="" class="wp-image-49347" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1024x406.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-300x119.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-768x304.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1536x609.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-696x276.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1392x552.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1068x423.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1320x523.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde.jpg 1547w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>VIAGEM A LISBOA E CONFRONTO COM A REALIDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 23:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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<p>Um destes dias tive de me deslocar de Santa Comba Dão a Lisboa para tratar de alguns assuntos particulares. Na A1, entre Fátima e Santarém, a minha viatura colapsou totalmente, o que me aconteceu pela primeira vez em mais de 50 anos e fiquei parado na berma da auto-estrada. Dentro da viatura, um erro que assumo desde já, fiz um telefonema para o ACP, a fim conseguir apoio para um reboque e transporte para Lisboa. Saí do automóvel, encostei-me ao separador e fiquei a ver passar os camiões pesados, em elevada velocidade, tentando não ter receio de que alguma coisa corresse mal. </p>



<p>Passada meia-hora, apareceu uma Brigada da GNR que, de forma gentil e extremamente correcta, veio saber o que se passava. Aconselhou-me a passar para o outro lado do separador, por uma questão de segurança, e, após saberem que eu já tinha solicitado a assistência, foram embora. Dei comigo a pensar que, afinal, ainda podemos ter esperança nas forças policiais, apesar do que, segundo a acusação do Ministério Público, se passou, em Lisboa, com alguns agentes da PSP, suspeitos das maiores barbaridades e violação dos mais elementares direitos dos cidadãos. Esclareço que, até ao trânsito em julgado da decisão judicial são, nos termos da CRP, presumidamente inocentes.</p>



<p>Dois dias em Lisboa confirmaram o que me vinham dizendo, uma cidade cada vez mais caótica, suja, desmazelada, dois anos após ter saído da capital. Fiquei em choque com o estado a que um mau autarca pode conduzir uma cidade, a minha cidade, transformando-a numa enxovia.</p>



<p>Regressei a casa no Inter Cidades, que saiu à hora certa da Gare do Oriente. A carruagem estava cheia, com todos os passageiros agarrados aos telemóveis. Um homem, com cerca de 50 anos, passou toda a viagem, até ao seu destino a ver tik-tok. Uma mulher, com cerca de 40 anos, após a saída do passageiro que estava no lugar ao lado, esticou-se no banco e colocou os pés em cima do assento. Enfim, mergulhei neste admirável mundo novo da sociedade portuguesa.</p>



<p>Quando cheguei ao destino já passava das 21 horas e pedi a um amigo para me ir buscar, porque já não havia táxis, num concelho em que a Presidente da Câmara, em recente entrevista a um canal televisivo, garantia querer transformar o município num destino aprazível para o turismo, reforçando, deste modo, a economia local.&nbsp;</p>



<p>Nos dias seguintes os acontecimentos de que tomei nota não me alegraram. A ex-chanceler Merkel, a principal responsável pela situação de degradação da Europa, esteve em Lisboa, possivelmente para ver os ‘pacóvios’ do sul, que ela tentou esmagar, mas não prescindiu de ir aos fados, beber um bom vinho e comer da boa comida portuguesa. Descobri que o ‘encantador de burros’, é a versão portuguesa do TACO, ao admitir que, afinal, a descida da idade da reforma – uma imbecilidade total, de resto, saída da cabeça de um homem desesperado – não é uma exigência para a aprovação das alterações à legislação laboral. E, por último, para o governo existem dois tipos de percepção, uma correcta, a de que existe uma sensação de insegurança, e outra incorrecta, a de que o SNS está um caos, pois o executivo &nbsp;assegura que o SNS está bem e recomenda-se, os portugueses, madraços, é que têm a percepção que está um caos.</p>
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		<title>ANTÓNIA RODRIGUES: ENTRE O SEGREDO E A ESPADA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vera Nobre]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 09:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Antónia Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[História de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Joana d'Arc]]></category>
		<category><![CDATA[Marrocos]]></category>
		<category><![CDATA[Mazagão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antónia Rodrigues é a Joana d’Arc portuguesa</p>
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<p>Oriunda de uma família numerosa e pobre de pescadores, mandaram-na ainda criança para casa da irmã mais velha, em Lisboa, onde enfrentou maus-tratos. Com apenas 12 anos, tomou uma decisão ousada: cortou o cabelo, vestiu-se de rapaz e partiu em busca de um destino diferente. No movimentado cais da Ribeira lisboeta, conseguiu convencer o mestre da caravela <em>Nossa Senhora do Socorro</em> a levá-la como grumete, embarcando numa viagem que transportava trigo até Mazagão, atual El-Jadida, na costa de Marrocos.</p>



<p>Mal chegou, Antónia (usando o nome de António Rodrigues)&nbsp; denunciou irregularidades no carregamento dos cereais na caravela, chamando a atenção das autoridades. Impressionado com a sua inteligência, o governador Diogo Lopes de Carvalho decidiu mantê-la na praça e alistá-la como soldado.</p>



<p>Mazagão era uma praça-forte estratégica do império português: uma cidade totalmente fortificada, com muralhas renascentistas preparadas para resistir a ataques constantes. Funcionava como um ponto de apoio às rotas marítimas e como bastião da presença portuguesa em África. No seu interior, vivia uma pequena comunidade de militares, famílias e comerciantes, organizada segundo modelos europeus. &nbsp;</p>



<p>Foi nesse cenário que o cavaleiro António construiu a sua reputação. Durante vários anos, participou na defesa da cidade contra os ataques dos mouros, distinguindo-se pela coragem. Tornou-se conhecido como um dos mais destemidos combatentes de Mazagão, ganhando o apelido de “jovem fronteiro de África”, sem que ninguém suspeitasse da sua verdadeira identidade feminina.</p>



<p>Vivendo entre soldados, António partilhava a rotina militar, mantendo sempre o cuidado de preservar o seu segredo. No entanto, a sua crescente reputação levou-a a frequentar os círculos sociais mais nobres da praça, onde despertou a atenção de várias jovens mulheres. Entre elas, Beatriz, a filha de um cavaleiro local, apaixonou-se perdidamente por António Rodrigues, ao ponto de cair de cama doente.</p>



<p>A insistência num possível casamento colocou Antónia numa situação insustentável. Temendo ser descoberta, decidiu confessar a verdade ao padre de Mazagão. A revelação espalhou-se rapidamente, obrigando-a a assumir-se finalmente como mulher&#8230;</p>



<p>Apesar do choque inicial, a sua coragem e os feitos militares foram reconhecidos e o governador perdoou-lhe a “mentira”. O facto de ser mulher redobrou-lhe a fama; todos queriam conhecer “a Cavaleira”. Acabou por casar-se com um dos seus antigos companheiros de armas e mudou-se para Lisboa.</p>



<p>A sua história tornou-se lendária. Em 1619, o rei Filipe II de Portugal quis conhecê-la pessoalmente, aumentando a sua pensão anual em reconhecimento pelos serviços prestados ao reino e distinguindo também o seu único filho com o cargo de moço da Real Câmara.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="626" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-1024x626.png" alt="" class="wp-image-48489" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-1024x626.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-300x183.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-768x470.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-696x426.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1.png 1066w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">mapa de Mazagão, século XVI</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/antonia-rodrigues-entre-o-segredo-e-a-espada/">ANTÓNIA RODRIGUES: ENTRE O SEGREDO E A ESPADA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>FALAR DE COMIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 20:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais Food Lab]]></category>
		<category><![CDATA[jornadas da Gastronomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cascais Food Lab – assim uma espécie de «laboratório de comida» – organizou as II Jornadas Portuguesas de Gastronomia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O serviço da Câmara Municipal de Cascais a que, seguindo os ditames da estranja, optou por se designar <em>Cascais Food Lab </em>– assim uma espécie de «laboratório de comida» – organizou as II Jornadas Portuguesas de Gastronomia, que se revestiram de acentuado interesse.</p>



<p>Primeiro, porque a equipa responsável, chefiada por Cláudia Mataloto, de Cascais, com a mais ampla colaboração de Inês de Ornellas e Castro, da DIAITA, souberam convocar especialistas de várias zonas do País e de variados campos de actividade; depois, porque o programa soube, mui inteligentemente, alternar comunicações e degustação. Por outro lado, o facto de a manhã do segundo dia ter sido passada no ambiente ímpar do Casal Saloio, em Outeiro de Polima, emprestou às jornadas superior encanto, por quase haver permitido uma vivência saloia <em>in loco</em>.</p>



<p>Abriu as jornadas o director municipal de Cultura, João Aníbal Henriques, que, além das palavras de ocasião, sublinhou quanto a Arqueologia se interessa pela comida, porque, num sítio arqueológico, as montureiras, por nelas se acumular toda a espécie de resíduos, mormente alimentares, constituem fonte importante de informação acerca da vida quotidiana.</p>



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</div>
</div>



<p>Tivemos palestras muito eruditas sobre história da gastronomia saloia, aulas de culinária, degustação de &#8220;obras de arte&#8221; para o paladar de autoria de chefs, recordaram-nos ementas do tempo dos nossos avós, tivemos doces, petiscos, curiosidades culinárias de agora, do passado e de sempre. Foi de &#8220;comer e chorar por mais&#8221;, acreditem.  Mais do que as palavras, o que consagrou a excelência da especificidade culinária saloia foram as iguarias bem seleccionadas e ainda mais apreciadas nas pausas das palestras. </p>



<p>Terminou o 1º dia com a realização de um ateliê de doçaria e petiscos saloios, com os <em>chefs</em> Rui Mota e Leonardo  Sousa (Cascais <em>Food Lab</em>). O 2º dia, debruçado sobre o passado, o presente e o futuro da cozinha saloia, teve por palco o Casal Saloio, em Outeiro de Polima, onde, em mesa-redonda, moderada pelo <em>chef</em> Luís Lavrador, se falou de queijos, vinhos, produtos hortícolas e frutícolas. A ementa do jantar foi, naturalmente, inspirada na cozinha saloia, com curadoria do Cascais Food Lab.</p>



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</div>
</div>



<p>Pela mui auspiciosa e alargada troca de impressões e de experiências gustativas que estas II Jornadas Portuguesas de Gastronomia possibilitaram entre investigadores e meros apreciadores da nossa gastronomia, o saldo foi altamente positivo.</p>



<p></p>
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		<title>BODYCAMS NA GUARDA PRISIONAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 11:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bodycam]]></category>
		<category><![CDATA[bodycams nas prisões]]></category>
		<category><![CDATA[Guarda Prisional]]></category>
		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>
		<category><![CDATA[violência nas prisões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bodycams apenas para PSP e GNR e fica de fora a Guarda Prisional</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tanto quanto conseguimos apurar, o projeto para a implementação de <em>bodycams</em> na PSP e GNR continua a registar atrasos. Depois de uma década de discussões e indecisões, o processo foi aprovado mas tem havido impugnações judiciais a atrasar a sua implementação.</p>



<p>Em janeiro de 2026, o Governo aprovou o orçamento de 6 milhões de euros para a aquisição das câmaras, mas a coisa terá de ser decidida respeitando as regras dos concursos públicos que, pelos vistos, ainda nem sequer foi lançado.</p>



<p>O projeto prevê que apenas a PSP e a GNR venham a utilizar este equipamento, ficando de fora a Guarda Prisional. Quando o sistema prisional é frequentemente alvo de acusações de violência sobre os reclusos, as <em>bodycams</em> poderiam ser um fator de mediação dos conflitos que se geram no interior dos estabelecimentos prisionais, evitando-os ou esclarecendo-os.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>NOS STATES</strong></h4>



<p>A utilização de <em>bodycams</em> por guardas prisionais está em fase experimental nas prisões do Idaho, nos Estados Unidos. Segundo um depoimento de um recluso, publicado no site <a href="https://prisonjournalismproject.org/"><strong>Prison Journalism Project</strong></a>  as <em>bodycams</em> &#8220;ajudam a moderar os ímpetos, tanto dos guardas como dos detidos&#8221;, disse o recluso Cody Fortin.</p>



<p>As declarações deste recluso podem ser sintetizadas assim: os guardas que usam <em>bodycams</em> tornam-se mais mais simpáticos, mais prestativos e mais profissionais. Também os reclusos moderam atitudes quando sabem que aquilo que fazem ou dizem está a ser gravado de perto pela câmara corporal do guarda.</p>



<p>No mesmo artigo, um guarda prisional presta declarações anonimamente. Diz ele que vê “as câmeras corporais como um meio de responsabilização”, uma ferramenta de trabalho que irá ajudar a separar o trigo do joio, uma vez que &nbsp;“guardas que são mais maliciosos e que tendem a antagonizar os reclusos, em vez de usar as táticas de resolução de conflitos e desescalonamento de tensões, ficarão mais expostos”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EM PORTUGAL</strong></h4>



<p>Perguntámos ao Presidente da Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional, Hermínio Barradas, o que pensava sobre a utilização de <em>bodycams</em> no interior das prisões.</p>



<p>Numa curta troca de perguntas e respostas via email, este dirigente sindical admitiu que a utilização das <em>bodycams</em> pode ser um fator de inibição de violência, ao mesmo tempo que poderia complementar os meios de segurança nos estabelecimentos prisionais. A opção do governo pela videovigilância (CCTV) é insuficiente para garantir a segurança nas cadeias, Hermínio Barradas diz que  “o CCTV é um meio complementar/auxiliar/passivo de segurança, e compreende na sua natureza a existência de equipas de reacção para responder a &#8220;alarmes&#8221;. Como se sabe não existe efectivo para os serviços mínimos quanto mais para constituir equipas de reacção/resposta. Apenas serve para esclarecimentos pelo visionamento de imagens”.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>MINA DE PEDRAS PRECIOSAS EM SINTRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rainer Daehnhardt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 00:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Belas]]></category>
		<category><![CDATA[minas de pedras preciosas em Sintra]]></category>
		<category><![CDATA[minas do Monte Suimo]]></category>
		<category><![CDATA[minas romanas]]></category>
		<category><![CDATA[os romanos em Sintra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A exploração mineira data desde tempos remotos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>De facto, foram aí explorados os piropos e jacintos do Monte Suimo. O «jacinto de Compostela» é uma pedra natural, geralmente quartzo contendo óxidos de ferro, apreciado como cristal bruto ou polido, usado, por isso, como ornamento, atribuindo-se-lhe mesmo propriedades esotéricas. Piropo é uma variedade de granada, vermelha e brilhante.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="592" height="345" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/jacinto.jpg" alt="" class="wp-image-47753" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/jacinto.jpg 592w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/jacinto-300x175.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fragmentos de jacinto</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="759" height="423" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2.jpg" alt="" class="wp-image-47758" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2.jpg 759w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2-300x167.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2-696x388.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 759px) 100vw, 759px" /><figcaption class="wp-element-caption">gema de piropo</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Vale, pois, a pena recordar que, na escritura, em pergaminho iluminado, da criação do Morgadio de Belas pela Rainha D. Brites, mãe de D. Manuel I, se menciona «a velha azenha, agora (em 1501) com pilão[…]…». Ora, pelo conhecimento ancestral dos donos da quinta, sabe-se que as pedras do Monte Suimo eram arrancadas em pesados bocados e levadas ao Rio do Porto, nome este ainda hoje bem conhecido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1024x576.png" alt="" class="wp-image-47751" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">pergaminho da criação do Morgadio de Belas</figcaption></figure></div>


<p>Na esquina entre a Quinta Wimmer e a Quinta do Bom Jardim, o Rio do Jamor era navegável em barcaças de estaca, desde este local, denominado Rio do Porto, até à Cruz Quebrada, onde se situa hoje o Estádio do Jamor.</p>



<p>Teve Martins da Pedra ensejo de visitar a zona em Março de 2008. Dessa visita fez circunstanciado relatório, donde, com a devida vénia, tomo a liberdade de retirar algumas elucidativas passagens e. sobretudo, fotografias.</p>



<p>Nessas pequenas embarcações de estacas se transportavam as rochas até à azenha, que era à romana, de duas rodas horizontais. Nesta azenha se partiam as pedras grandes e delas se sacavam os pequenos cristais, transportados depois, sob escolta de soldados, para o Palácio Real, no Terreiro do Paço, em Lisboa, onde se decidia o destino das pedras, que então apenas deviam ser usadas para benefício da Coroa de Portugal.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-47754" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1536x1024.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1392x928.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1320x880.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Monte Suimo, Belas</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="480" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1.jpg" alt="" class="wp-image-47755" style="width:467px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1.jpg 640w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1-265x198.jpg 265w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Martins da Pedra, no marco geodésico (Março de 2008) </figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Assim, esclarece que o Monte Suimo, perto da vila de Belas, «é uma pequena elevação arredondada encimada com um marco geodésico a 291 metros de altura». A área de mineração está localizada na vertente norte, junto ao campo de golfe do Lisbon Sport Club.</p>



<p>Há notícia de que, aí, a exploração mineira data desde tempos remotos. Escreve Martins da Pedra, «da época romana podem ser apreciadas algumas peças de ouro engastadas com piropo do Monte Suimo no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa». E acrescenta que «as minas estiveram sempre relacionadas com a Coroa Portuguesa e um inventário aos ornamentos do príncipe D. Dinis datado de 1278, menciona “onze pedras jagonças (designação arcaica para jacintos) de belas almandinas”. </p>



<p>E, como não podia deixar de si, quando respondeu ao inquérito do Marquês de Pombal após o terramoto, o prior, Pe. João Crisóstomo, é bem sucinto na resposta, datada de 8 de Abril de 1758, mas não se esquece de referir: «Nesta freguesia e termo desta vila junto do lugar e monte de Suimo se tiraram antigamente pedras preciosas e ainda se acham algumas muito pequenas; têm a cor mais escura que a do rubim e no riso quase se igualam».</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="751" height="149" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2.jpg" alt="" class="wp-image-47763" style="width:751px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2.jpg 751w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2-300x60.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2-696x138.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px" /><figcaption class="wp-element-caption">Referência às minas nas Memórias Paroquiais</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Enfim, também minas abandonadas nos permitem um passeio pela História!&#8230;</p>



<p>(em colaboração com <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/">José d’Encarnação</a></strong>)</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/mina-de-pedras-preciosas-em-sintra/">MINA DE PEDRAS PRECIOSAS EM SINTRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[Eurico de Sepúlveda]]></category>
		<category><![CDATA[revista Scaena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordando Eurico Sepúlveda</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-nosso-amigo-eurico-de-sepulveda/">O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assimilo mal a morte de elementos da família e de amigos. É meu este sentimento, mas outras pessoas sentem o mesmo. O meu pai disse-me algo de semelhante já perto do final da sua vida. Não é por não aceitar a morte, porque a aceito. É algo mais profundo que não sei explicar a mim mesmo, quanto mais aos outros. Já desisti de o fazer.</p>



<p>Vem este desabafo a propósito do amigo Eurico de Sepúlveda, falecido a 7 de abril de 2024 – <a href="https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/"><strong>https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/</strong></a> –, e que ontem teve uma justíssima homenagem, que lhe fez Lídia Fernandes, diretora do Teatro Romano de Lisboa, ao dedicar-lhe o volume VII da revista <em>Scaena.</em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46834" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Catarina Viegas, Joana Monteiro e Lídia Fernandes</figcaption></figure></div>


<p>Este volume da revista do Museu de Lisboa – Teatro Romano reúne os contributos de 25 autores, abordando várias temáticas, perfazendo 272 páginas.</p>



<p>Abriu a sessão Lídia Fernandes, que relembrou o homenageado e o seu trabalho em prol do conhecimento das cerâmicas romanas, seguindo-se a diretora do Museu da Cidade (EGEAC), Joana Sousa Monteiro. Em nome da família, falou Nuno Sepúlveda, que assinalou a importância que o pai teve para ele seguir um caminho dedicado às Matemáticas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46836" style="width:1024px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Assistência e Nuno Sepúlveda</figcaption></figure></div>


<p>Catarina Viegas, professora da Faculdade de Letras de Lisboa (UNIARQ), apresentou os artigos publicados, sublinhando a importância de cada um para o conhecimento da investigação arqueológica portuguesa.</p>



<p>No final, houve uma saudação com moscatel de Setúbal, recordando o amigo Eurico Sepúlveda.</p>
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		<title>DOIS HOMENS ENTRE MUNDOS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/12/dois-homens-entre-mundos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vanda Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LER LIVROS]]></category>
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		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Angola no século XVII]]></category>
		<category><![CDATA[colonialismo português]]></category>
		<category><![CDATA[História das religiões]]></category>
		<category><![CDATA[História de Angola]]></category>
		<category><![CDATA[História de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Lourenço da Silva Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Nsako N'Vunda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nsaku N’Vunda e Lourenço Mendonça inscrevem-se na tradição diplomática africana independente, iniciada pelo Reino do Congo no final do século XV </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao ler o livro <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/a-historia-de-um-africano/">“Um Oceano, Dois Mares, Três Continentes”</a></strong> veio-me à memória a história de um outro extraordinário angolano do século XVII, o príncipe Lourenço da Silva Mendonça.</p>



<p>Alguns de vós talvez se lembrem, ou talvez não, de uma <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/o-principe-lourenco/">crónica</a></strong> que escrevi na Guiné em 2023 sobre<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/o-principe-lourenco/"> Lourenço da Silva Mendonça</a></strong>. Resumidamente, era sobre um outro homem nascido em Angola, que também cruzou mares, oceanos e continentes, tal como N’Vunda uns anos antes. Lourenço saiu jovem de Angola, foi para o Brasil, chegou a estar no Quilombo de Palmares e depois seguiu para Portugal, estudou em Braga e em Lisboa, um percurso tão semelhante ao de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/a-historia-de-um-africano/">Nsako N&#8217;Vunda</a></strong> que cheguei a pensar que poderiam ser a mesma pessoa.</p>



<p>A história do príncipe Lourenço é digna de uma poema épico Depois de ter concluído os estudos em Portugal, apresentou um caso contra a escravatura ao Tribunal do Vaticano, em 1684. O caso foi um marco histórico e levou à condenação da escravatura pelo Papa dois anos depois, em 1686. O Papa Inocente XI, nomeou-o Procurador-Geral das “Irmandades dos Homens Pretos”, em Lisboa.</p>



<p>Importa sublinhar que Mendonça fez isto um século antes da Revolução Francesa, que dizem inspirar o abolicionismo, e quase 150 anos antes do Parlamento britânico ter abolido a escravatura (1833).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Nsako N’Vunda e Lourenço da Silva Mendonça, percursos paralelos</strong></h4>



<p>António Manuel Nsaku N’Vunda e Lourenço da Silva Mendonça foram visionários antes do tempo. Predestinados a grandes feitos. Não se conheceram, nunca se cruzaram, mas percorreram os mesmos oceanos e as mesmas calçadas das ruas de Lisboa e Roma. N’Vunda morreu no Vaticano em 1608 e Lourenço esteve em Roma entre 1670–1680.</p>



<p>Embora não exista prova documental de um vínculo familiar direto, ambos pertenceram à nobreza cristianizada de Angola, foram educados em instituições católicas, ambos eram fluentes em línguas europeias, ambos se envolveram nas redes políticas entre M&#8217;Banza Kongo, Luanda, Lisboa e Roma.</p>



<p>A trajetória de Mendonça — tal como a de Nsaku N’Vunda — só é possível graças à posição social elevada dessas famílias africanas que, desde o século XVI, ocupavam cargos administrativos, eclesiásticos e diplomáticos.</p>



<p>Ambos, Nsaku N’Vunda e Lourenço da Silva Mendonça, inscrevem-se na tradição diplomática africana independente, iniciada pelo Reino do Congo no final do século XV para dialogar diretamente com o papado e com a monarquia portuguesa.</p>



<p>Nsaku N&#8217;Vunda inaugurou a presença diplomática africana permanente na Santa Sé, como embaixador oficial do rei Manicongo D. Álvaro II. Lourenço da Silva Mendonça, 60 anos depois retomou essa rota diplomática para denunciar à Santa Sé e ao rei de Portugal os abusos da escravatura praticada pelos europeus, nomeadamente os portugueses. O caso levado perante o Tribunal do Vaticano coloca-o como um dos primeiros ativistas abolicionistas conhecidos da história.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Lourenço, herdeiro diplomático e político de Nsaku N’Vunda</strong></h4>



<p>Em suma, ao comparar os dois, percebe-se que ambos viveram tensões semelhantes: eram africanos formados na tradição cristã, navegando entre culturas, línguas e poderes que muito raramente davam palco a vozes do continente africano. Cada um, no seu tempo e em seu modo, usou as estruturas da igreja para defender a dignidade do povo.</p>



<p>N’Vunda procurou reconhecimento diplomático e proteção ao reino do Kongo. Mendonça confrontou diretamente o sistema esclavagista que naquele tempo dominava o mundo atlântico. O primeiro personifica o ideal de embaixador africano e é citado, frequentemente, como modelo da diplomacia angolana. O segundo, personifica o papel de intelectual e religioso, um africano a defender os direitos humanos em Roma.</p>



<p>Ambos, reivindicaram direitos e reconhecimento para os africanos. Resumindo, quem quiser aprender, tem agora dois livros para ler.</p>



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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="676" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-676x1024.jpg" alt="" class="wp-image-45741" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-676x1024.jpg 676w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-198x300.jpg 198w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-768x1164.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-696x1054.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 676px) 100vw, 676px" /><figcaption class="wp-element-caption">“Lourenço da Silva Mendonça and the Black Atlantic Abolitionist Movement in the 17th Century”, de José Lingna Nafafé.</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="655" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-655x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-45742" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-655x1024.jpeg 655w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-192x300.jpeg 192w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-696x1088.jpeg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px" /><figcaption class="wp-element-caption">Um Oceano, Dois Mares, Três Continentes&#8221;, de Wilfried N&#8217;Sondé </figcaption></figure></div></div>
</div>
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		<title>O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[NA OUTRA MARGEM]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia informal]]></category>
		<category><![CDATA[fuga aos impostos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produtividade na economia informal é mais elevada do que na oficial</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com base num estudo do Professor Henrique Brito do Rio, elaborado para o Fórum para a Competitividade em 2004, verificamos que a produtividade na economia informal é mais elevada do que na oficial e o fenómeno tem vindo a crescer, ao longo dos anos, em Portugal e no resto do mundo.</p>



<p>Este dado é bastante relevante quando se sabe que a grande maioria das micro e pequenas empresas portuguesas declaram, sistematicamente, prejuízos ou lucros reduzidos, sem que se entenda como conseguem sobreviver.</p>



<p>A par destas empresas que sobrevivem milagrosamente, o fenómeno da economia informal é essencial para nos apercebermos da dimensão dos valores que andam fora do sistema fiscal e da economia, causando graves distorções, quer nas finanças públicas, quer na compreensão da realidade portuguesa.</p>



<p>Portugal é o País, na Europa, em que existe a maior percentagem de famílias com segunda casa, ou casa de férias, apesar de, simultaneamente, ser um dos países da Europa com o rendimento <em>per capita</em> mais baixo e com uma forte crise habitacional (a qual, de resto, se verifica em toda a Europa).</p>



<p>Estes três factores: economia informal, empresas que declaram prejuízos há vários anos, consecutivamente, &nbsp;e o maior índice de famílias com segunda casa na Europa serão compagináveis com o facto de, estatisticamente, estarmos na cauda da Europa no rendimento <em>per capita</em>? Certamente que não, sem esquecer que temos, lamentavelmente, cerca de dois milhões de cidadãos em estado de pobreza. Como explicar esta realidade? Que País é este, na verdade? Os preços da habitação, em Lisboa e Porto já se encontram mais elevados do que em muitas cidades do resto da Europa. Porém, verificou-se um aumento de vendas de imóveis, no último ano, muitos deles adquiridos com recurso ao crédito jovem – com isenção de IMT e com garantias dadas pelo Estado, ou seja, pelos contribuintes, o que distorce, ainda mais, a realidade da nossa sociedade.</p>



<p>Não há ‘almoços grátis’, e o milagre da multiplicação dos pães não se repete, sem mais nem menos.</p>
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