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	<title>Arquivo de Sem categoria - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Sem categoria - Duas Linhas</title>
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		<title>QUANDO A MEMÓRIA É OFENDIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Óscar Barbosa "Cancan"]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 23:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[extrema-direita em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Colonial]]></category>
		<category><![CDATA[Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelino da Mata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há propostas políticas que são atos de provocação</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há propostas políticas que não são apenas erros de julgamento, são atos de provocação. A tentativa de atribuir o nome de Marcelino da Mata a uma rua em Portugal, levada ao Parlamento português por setores ligados ao Partido Social Democrata e ao Chega, não pode ser lida como um gesto inocente. Trata-se de uma escolha política carregada de simbolismo e, no atual contexto guineense, de uma gravidade que não deve ser subestimada.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Não é sobre uma rua. É sobre memória, dignidade e poder</p>



<p>A atribuição de um nome a um espaço público é um ato político de consagração. É uma forma de dizer quem merece ser lembrado. E como deve ser lembrado. Ao propor a elevação de Marcelino da Mata à condição de referência pública, certos setores políticos portugueses procuram impor uma narrativa que ignora, deliberadamente, a memória histórica de um povo que sofreu diretamente as consequências da guerra colonial.</p>



<p>Para muitos em Portugal, Marcelino da Mata pode ser apresentado como um “herói militar”. Para os guineenses, porém, essa leitura é, no mínimo, incompleta e ofensiva. A sua atuação enquanto membro dos chamados Comandos Africanos está associada, na memória coletiva, a operações de repressão brutal contra populações locais, num contexto de dominação colonial.</p>



<p>Não é irrelevante que esta proposta surja num momento particularmente sensível da vida política da Guiné-Bissau. Quando um país enfrenta tensões internas, disputas de narrativa e tentativas de deslegitimação institucional, iniciativas externas com forte carga simbólica podem funcionar como instrumentos de pressão indireta.</p>



<p>A pergunta impõe-se: porquê agora?</p>



<p>A resposta mais plausível é desconfortável: porque há setores políticos em Portugal, particularmente na extrema-direita representada pelo Chega, que continuam a instrumentalizar o passado colonial como arma ideológica. Ao fazê-lo, não apenas reabilitam figuras controversas, como também enviam sinais políticos a determinados atores internos africanos que se alimentam de divisões históricas.</p>
</div></div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A falsa neutralidade da História</strong></h4>



<p>Há quem argumente que “a História deve ser vista no seu contexto”. Esse argumento, embora tecnicamente correto, é frequentemente utilizado como escudo para evitar julgamentos morais. Mas há um limite. Uma democracia madura não é neutra face à violência histórica. Não pode ser.</p>



<p>A tentativa de glorificação acrítica de figuras associadas à repressão colonial revela uma recusa em confrontar o passado com honestidade. E pior: revela uma hierarquização implícita das vítimas, onde o sofrimento africano continua a ser relativizado.</p>



<p>A bravura em combate, por si só, não é critério suficiente para a consagração pública. A História está repleta de figuras militarmente eficazes que, ainda assim, não são, nem devem ser, celebradas.</p>



<p>O que está em causa não é negar a existência de Marcelino da Mata. É recusar a sua elevação simbólica num espaço público que representa valores universais: dignidade humana, justiça e memória inclusiva.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Portugal perante o seu próprio espelho</strong></h4>



<p>Esta proposta coloca Portugal diante de uma escolha clara: ou assume uma leitura crítica e responsável do seu passado colonial, ou cede à tentação revisionista de sectores políticos que procuram reescrever a História à luz de nostalgias imperiais.</p>



<p>O chumbo da proposta no Parlamento português, se confirmado e mantido, não será um ato de fraqueza. Será, pelo contrário, um sinal de maturidade democrática e de respeito pelas relações históricas com os povos africanos.</p>



<p>Guiné-Bissau não é um detalhe na História portuguesa. Há uma linha que não pode ser ultrapassada: a desconsideração pela memória de um povo. A Guiné-Bissau não é um apêndice da História de Portugal. É uma nação soberana, com a sua própria narrativa, construída com sangue, resistência e dignidade. Ignorar essa realidade é mais do que um erro político. É uma forma de violência simbólica.</p>



<p>A proposta de homenagear <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelino_da_Mata" type="link" id="https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelino_da_Mata">Marcelino da Mata</a></strong> revela que, décadas após o fim do colonialismo, persistem forças que se recusam a aceitar plenamente as implicações morais desse período.</p>



<p>Mas também revela algo mais importante: que há resistência, que há memória e que há dignidade. E essa, ao contrário de qualquer rua, não pode ser renomeada.</p>
</div></div>
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		<title>ANTÓNIA RODRIGUES: ENTRE O SEGREDO E A ESPADA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/04/antonia-rodrigues-entre-o-segredo-e-a-espada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vera Nobre]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 09:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Antónia Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[História de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Joana d'Arc]]></category>
		<category><![CDATA[Marrocos]]></category>
		<category><![CDATA[Mazagão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antónia Rodrigues é a Joana d’Arc portuguesa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Oriunda de uma família numerosa e pobre de pescadores, mandaram-na ainda criança para casa da irmã mais velha, em Lisboa, onde enfrentou maus-tratos. Com apenas 12 anos, tomou uma decisão ousada: cortou o cabelo, vestiu-se de rapaz e partiu em busca de um destino diferente. No movimentado cais da Ribeira lisboeta, conseguiu convencer o mestre da caravela <em>Nossa Senhora do Socorro</em> a levá-la como grumete, embarcando numa viagem que transportava trigo até Mazagão, atual El-Jadida, na costa de Marrocos.</p>



<p>Mal chegou, Antónia (usando o nome de António Rodrigues)&nbsp; denunciou irregularidades no carregamento dos cereais na caravela, chamando a atenção das autoridades. Impressionado com a sua inteligência, o governador Diogo Lopes de Carvalho decidiu mantê-la na praça e alistá-la como soldado.</p>



<p>Mazagão era uma praça-forte estratégica do império português: uma cidade totalmente fortificada, com muralhas renascentistas preparadas para resistir a ataques constantes. Funcionava como um ponto de apoio às rotas marítimas e como bastião da presença portuguesa em África. No seu interior, vivia uma pequena comunidade de militares, famílias e comerciantes, organizada segundo modelos europeus. &nbsp;</p>



<p>Foi nesse cenário que o cavaleiro António construiu a sua reputação. Durante vários anos, participou na defesa da cidade contra os ataques dos mouros, distinguindo-se pela coragem. Tornou-se conhecido como um dos mais destemidos combatentes de Mazagão, ganhando o apelido de “jovem fronteiro de África”, sem que ninguém suspeitasse da sua verdadeira identidade feminina.</p>



<p>Vivendo entre soldados, António partilhava a rotina militar, mantendo sempre o cuidado de preservar o seu segredo. No entanto, a sua crescente reputação levou-a a frequentar os círculos sociais mais nobres da praça, onde despertou a atenção de várias jovens mulheres. Entre elas, Beatriz, a filha de um cavaleiro local, apaixonou-se perdidamente por António Rodrigues, ao ponto de cair de cama doente.</p>



<p>A insistência num possível casamento colocou Antónia numa situação insustentável. Temendo ser descoberta, decidiu confessar a verdade ao padre de Mazagão. A revelação espalhou-se rapidamente, obrigando-a a assumir-se finalmente como mulher&#8230;</p>



<p>Apesar do choque inicial, a sua coragem e os feitos militares foram reconhecidos e o governador perdoou-lhe a “mentira”. O facto de ser mulher redobrou-lhe a fama; todos queriam conhecer “a Cavaleira”. Acabou por casar-se com um dos seus antigos companheiros de armas e mudou-se para Lisboa.</p>



<p>A sua história tornou-se lendária. Em 1619, o rei Filipe II de Portugal quis conhecê-la pessoalmente, aumentando a sua pensão anual em reconhecimento pelos serviços prestados ao reino e distinguindo também o seu único filho com o cargo de moço da Real Câmara.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="626" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-1024x626.png" alt="" class="wp-image-48489" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-1024x626.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-300x183.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-768x470.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1-696x426.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/04/mapa-mazagao-1.png 1066w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">mapa de Mazagão, século XVI</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/04/antonia-rodrigues-entre-o-segredo-e-a-espada/">ANTÓNIA RODRIGUES: ENTRE O SEGREDO E A ESPADA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>FALAR DE COMIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 20:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais Food Lab]]></category>
		<category><![CDATA[jornadas da Gastronomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cascais Food Lab – assim uma espécie de «laboratório de comida» – organizou as II Jornadas Portuguesas de Gastronomia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O serviço da Câmara Municipal de Cascais a que, seguindo os ditames da estranja, optou por se designar <em>Cascais Food Lab </em>– assim uma espécie de «laboratório de comida» – organizou as II Jornadas Portuguesas de Gastronomia, que se revestiram de acentuado interesse.</p>



<p>Primeiro, porque a equipa responsável, chefiada por Cláudia Mataloto, de Cascais, com a mais ampla colaboração de Inês de Ornellas e Castro, da DIAITA, souberam convocar especialistas de várias zonas do País e de variados campos de actividade; depois, porque o programa soube, mui inteligentemente, alternar comunicações e degustação. Por outro lado, o facto de a manhã do segundo dia ter sido passada no ambiente ímpar do Casal Saloio, em Outeiro de Polima, emprestou às jornadas superior encanto, por quase haver permitido uma vivência saloia <em>in loco</em>.</p>



<p>Abriu as jornadas o director municipal de Cultura, João Aníbal Henriques, que, além das palavras de ocasião, sublinhou quanto a Arqueologia se interessa pela comida, porque, num sítio arqueológico, as montureiras, por nelas se acumular toda a espécie de resíduos, mormente alimentares, constituem fonte importante de informação acerca da vida quotidiana.</p>



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</div>
</div>



<p>Tivemos palestras muito eruditas sobre história da gastronomia saloia, aulas de culinária, degustação de &#8220;obras de arte&#8221; para o paladar de autoria de chefs, recordaram-nos ementas do tempo dos nossos avós, tivemos doces, petiscos, curiosidades culinárias de agora, do passado e de sempre. Foi de &#8220;comer e chorar por mais&#8221;, acreditem.  Mais do que as palavras, o que consagrou a excelência da especificidade culinária saloia foram as iguarias bem seleccionadas e ainda mais apreciadas nas pausas das palestras. </p>



<p>Terminou o 1º dia com a realização de um ateliê de doçaria e petiscos saloios, com os <em>chefs</em> Rui Mota e Leonardo  Sousa (Cascais <em>Food Lab</em>). O 2º dia, debruçado sobre o passado, o presente e o futuro da cozinha saloia, teve por palco o Casal Saloio, em Outeiro de Polima, onde, em mesa-redonda, moderada pelo <em>chef</em> Luís Lavrador, se falou de queijos, vinhos, produtos hortícolas e frutícolas. A ementa do jantar foi, naturalmente, inspirada na cozinha saloia, com curadoria do Cascais Food Lab.</p>



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</div>
</div>



<p>Pela mui auspiciosa e alargada troca de impressões e de experiências gustativas que estas II Jornadas Portuguesas de Gastronomia possibilitaram entre investigadores e meros apreciadores da nossa gastronomia, o saldo foi altamente positivo.</p>



<p></p>
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		<title>BODYCAMS NA GUARDA PRISIONAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 11:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>
		<category><![CDATA[violência nas prisões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bodycams apenas para PSP e GNR e fica de fora a Guarda Prisional</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tanto quanto conseguimos apurar, o projeto para a implementação de <em>bodycams</em> na PSP e GNR continua a registar atrasos. Depois de uma década de discussões e indecisões, o processo foi aprovado mas tem havido impugnações judiciais a atrasar a sua implementação.</p>



<p>Em janeiro de 2026, o Governo aprovou o orçamento de 6 milhões de euros para a aquisição das câmaras, mas a coisa terá de ser decidida respeitando as regras dos concursos públicos que, pelos vistos, ainda nem sequer foi lançado.</p>



<p>O projeto prevê que apenas a PSP e a GNR venham a utilizar este equipamento, ficando de fora a Guarda Prisional. Quando o sistema prisional é frequentemente alvo de acusações de violência sobre os reclusos, as <em>bodycams</em> poderiam ser um fator de mediação dos conflitos que se geram no interior dos estabelecimentos prisionais, evitando-os ou esclarecendo-os.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>NOS STATES</strong></h4>



<p>A utilização de <em>bodycams</em> por guardas prisionais está em fase experimental nas prisões do Idaho, nos Estados Unidos. Segundo um depoimento de um recluso, publicado no site <a href="https://prisonjournalismproject.org/"><strong>Prison Journalism Project</strong></a>  as <em>bodycams</em> &#8220;ajudam a moderar os ímpetos, tanto dos guardas como dos detidos&#8221;, disse o recluso Cody Fortin.</p>



<p>As declarações deste recluso podem ser sintetizadas assim: os guardas que usam <em>bodycams</em> tornam-se mais mais simpáticos, mais prestativos e mais profissionais. Também os reclusos moderam atitudes quando sabem que aquilo que fazem ou dizem está a ser gravado de perto pela câmara corporal do guarda.</p>



<p>No mesmo artigo, um guarda prisional presta declarações anonimamente. Diz ele que vê “as câmeras corporais como um meio de responsabilização”, uma ferramenta de trabalho que irá ajudar a separar o trigo do joio, uma vez que &nbsp;“guardas que são mais maliciosos e que tendem a antagonizar os reclusos, em vez de usar as táticas de resolução de conflitos e desescalonamento de tensões, ficarão mais expostos”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EM PORTUGAL</strong></h4>



<p>Perguntámos ao Presidente da Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional, Hermínio Barradas, o que pensava sobre a utilização de <em>bodycams</em> no interior das prisões.</p>



<p>Numa curta troca de perguntas e respostas via email, este dirigente sindical admitiu que a utilização das <em>bodycams</em> pode ser um fator de inibição de violência, ao mesmo tempo que poderia complementar os meios de segurança nos estabelecimentos prisionais. A opção do governo pela videovigilância (CCTV) é insuficiente para garantir a segurança nas cadeias, Hermínio Barradas diz que  “o CCTV é um meio complementar/auxiliar/passivo de segurança, e compreende na sua natureza a existência de equipas de reacção para responder a &#8220;alarmes&#8221;. Como se sabe não existe efectivo para os serviços mínimos quanto mais para constituir equipas de reacção/resposta. Apenas serve para esclarecimentos pelo visionamento de imagens”.</p>



<p></p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/bodycams-na-guarda-prisional/">BODYCAMS NA GUARDA PRISIONAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>MINA DE PEDRAS PRECIOSAS EM SINTRA</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/03/mina-de-pedras-preciosas-em-sintra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rainer Daehnhardt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 00:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Belas]]></category>
		<category><![CDATA[minas de pedras preciosas em Sintra]]></category>
		<category><![CDATA[minas do Monte Suimo]]></category>
		<category><![CDATA[minas romanas]]></category>
		<category><![CDATA[os romanos em Sintra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A exploração mineira data desde tempos remotos</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/mina-de-pedras-preciosas-em-sintra/">MINA DE PEDRAS PRECIOSAS EM SINTRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De facto, foram aí explorados os piropos e jacintos do Monte Suimo. O «jacinto de Compostela» é uma pedra natural, geralmente quartzo contendo óxidos de ferro, apreciado como cristal bruto ou polido, usado, por isso, como ornamento, atribuindo-se-lhe mesmo propriedades esotéricas. Piropo é uma variedade de granada, vermelha e brilhante.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="592" height="345" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/jacinto.jpg" alt="" class="wp-image-47753" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/jacinto.jpg 592w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/jacinto-300x175.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fragmentos de jacinto</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="759" height="423" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2.jpg" alt="" class="wp-image-47758" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2.jpg 759w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2-300x167.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/piropo-2-696x388.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 759px) 100vw, 759px" /><figcaption class="wp-element-caption">gema de piropo</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Vale, pois, a pena recordar que, na escritura, em pergaminho iluminado, da criação do Morgadio de Belas pela Rainha D. Brites, mãe de D. Manuel I, se menciona «a velha azenha, agora (em 1501) com pilão[…]…». Ora, pelo conhecimento ancestral dos donos da quinta, sabe-se que as pedras do Monte Suimo eram arrancadas em pesados bocados e levadas ao Rio do Porto, nome este ainda hoje bem conhecido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1024x576.png" alt="" class="wp-image-47751" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/pergaminho.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">pergaminho da criação do Morgadio de Belas</figcaption></figure></div>


<p>Na esquina entre a Quinta Wimmer e a Quinta do Bom Jardim, o Rio do Jamor era navegável em barcaças de estaca, desde este local, denominado Rio do Porto, até à Cruz Quebrada, onde se situa hoje o Estádio do Jamor.</p>



<p>Teve Martins da Pedra ensejo de visitar a zona em Março de 2008. Dessa visita fez circunstanciado relatório, donde, com a devida vénia, tomo a liberdade de retirar algumas elucidativas passagens e. sobretudo, fotografias.</p>



<p>Nessas pequenas embarcações de estacas se transportavam as rochas até à azenha, que era à romana, de duas rodas horizontais. Nesta azenha se partiam as pedras grandes e delas se sacavam os pequenos cristais, transportados depois, sob escolta de soldados, para o Palácio Real, no Terreiro do Paço, em Lisboa, onde se decidia o destino das pedras, que então apenas deviam ser usadas para benefício da Coroa de Portugal.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-47754" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1536x1024.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1392x928.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3-1320x880.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/monte-suimo-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Monte Suimo, Belas</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="480" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1.jpg" alt="" class="wp-image-47755" style="width:467px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1.jpg 640w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Martins-da-Pedra-no-marco-geodesico-Marco-de-2008-1-265x198.jpg 265w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Martins da Pedra, no marco geodésico (Março de 2008) </figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Assim, esclarece que o Monte Suimo, perto da vila de Belas, «é uma pequena elevação arredondada encimada com um marco geodésico a 291 metros de altura». A área de mineração está localizada na vertente norte, junto ao campo de golfe do Lisbon Sport Club.</p>



<p>Há notícia de que, aí, a exploração mineira data desde tempos remotos. Escreve Martins da Pedra, «da época romana podem ser apreciadas algumas peças de ouro engastadas com piropo do Monte Suimo no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa». E acrescenta que «as minas estiveram sempre relacionadas com a Coroa Portuguesa e um inventário aos ornamentos do príncipe D. Dinis datado de 1278, menciona “onze pedras jagonças (designação arcaica para jacintos) de belas almandinas”. </p>



<p>E, como não podia deixar de si, quando respondeu ao inquérito do Marquês de Pombal após o terramoto, o prior, Pe. João Crisóstomo, é bem sucinto na resposta, datada de 8 de Abril de 1758, mas não se esquece de referir: «Nesta freguesia e termo desta vila junto do lugar e monte de Suimo se tiraram antigamente pedras preciosas e ainda se acham algumas muito pequenas; têm a cor mais escura que a do rubim e no riso quase se igualam».</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="751" height="149" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2.jpg" alt="" class="wp-image-47763" style="width:751px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2.jpg 751w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2-300x60.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/Referencia-as-minas-nas-Memorias-Paroquiais-2-696x138.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px" /><figcaption class="wp-element-caption">Referência às minas nas Memórias Paroquiais</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Enfim, também minas abandonadas nos permitem um passeio pela História!&#8230;</p>



<p>(em colaboração com <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/">José d’Encarnação</a></strong>)</p>
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		<title>O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A COLUNA DE GUILHERME]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[Eurico de Sepúlveda]]></category>
		<category><![CDATA[revista Scaena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recordando Eurico Sepúlveda</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-nosso-amigo-eurico-de-sepulveda/">O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assimilo mal a morte de elementos da família e de amigos. É meu este sentimento, mas outras pessoas sentem o mesmo. O meu pai disse-me algo de semelhante já perto do final da sua vida. Não é por não aceitar a morte, porque a aceito. É algo mais profundo que não sei explicar a mim mesmo, quanto mais aos outros. Já desisti de o fazer.</p>



<p>Vem este desabafo a propósito do amigo Eurico de Sepúlveda, falecido a 7 de abril de 2024 – <a href="https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/"><strong>https://duaslinhas.pt/2024/04/eurico/</strong></a> –, e que ontem teve uma justíssima homenagem, que lhe fez Lídia Fernandes, diretora do Teatro Romano de Lisboa, ao dedicar-lhe o volume VII da revista <em>Scaena.</em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46834" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2x.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Catarina Viegas, Joana Monteiro e Lídia Fernandes</figcaption></figure></div>


<p>Este volume da revista do Museu de Lisboa – Teatro Romano reúne os contributos de 25 autores, abordando várias temáticas, perfazendo 272 páginas.</p>



<p>Abriu a sessão Lídia Fernandes, que relembrou o homenageado e o seu trabalho em prol do conhecimento das cerâmicas romanas, seguindo-se a diretora do Museu da Cidade (EGEAC), Joana Sousa Monteiro. Em nome da família, falou Nuno Sepúlveda, que assinalou a importância que o pai teve para ele seguir um caminho dedicado às Matemáticas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46836" style="width:1024px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/scaena-2-2x.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Assistência e Nuno Sepúlveda</figcaption></figure></div>


<p>Catarina Viegas, professora da Faculdade de Letras de Lisboa (UNIARQ), apresentou os artigos publicados, sublinhando a importância de cada um para o conhecimento da investigação arqueológica portuguesa.</p>



<p>No final, houve uma saudação com moscatel de Setúbal, recordando o amigo Eurico Sepúlveda.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-nosso-amigo-eurico-de-sepulveda/">O NOSSO AMIGO EURICO DE SEPÚLVEDA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>DOIS HOMENS ENTRE MUNDOS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/12/dois-homens-entre-mundos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vanda Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LER LIVROS]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Angola no século XVII]]></category>
		<category><![CDATA[colonialismo português]]></category>
		<category><![CDATA[História das religiões]]></category>
		<category><![CDATA[História de Angola]]></category>
		<category><![CDATA[História de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Lourenço da Silva Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Nsako N'Vunda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nsaku N’Vunda e Lourenço Mendonça inscrevem-se na tradição diplomática africana independente, iniciada pelo Reino do Congo no final do século XV </p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/dois-homens-entre-mundos/">DOIS HOMENS ENTRE MUNDOS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao ler o livro <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/a-historia-de-um-africano/">“Um Oceano, Dois Mares, Três Continentes”</a></strong> veio-me à memória a história de um outro extraordinário angolano do século XVII, o príncipe Lourenço da Silva Mendonça.</p>



<p>Alguns de vós talvez se lembrem, ou talvez não, de uma <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/o-principe-lourenco/">crónica</a></strong> que escrevi na Guiné em 2023 sobre<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/o-principe-lourenco/"> Lourenço da Silva Mendonça</a></strong>. Resumidamente, era sobre um outro homem nascido em Angola, que também cruzou mares, oceanos e continentes, tal como N’Vunda uns anos antes. Lourenço saiu jovem de Angola, foi para o Brasil, chegou a estar no Quilombo de Palmares e depois seguiu para Portugal, estudou em Braga e em Lisboa, um percurso tão semelhante ao de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/a-historia-de-um-africano/">Nsako N&#8217;Vunda</a></strong> que cheguei a pensar que poderiam ser a mesma pessoa.</p>



<p>A história do príncipe Lourenço é digna de uma poema épico Depois de ter concluído os estudos em Portugal, apresentou um caso contra a escravatura ao Tribunal do Vaticano, em 1684. O caso foi um marco histórico e levou à condenação da escravatura pelo Papa dois anos depois, em 1686. O Papa Inocente XI, nomeou-o Procurador-Geral das “Irmandades dos Homens Pretos”, em Lisboa.</p>



<p>Importa sublinhar que Mendonça fez isto um século antes da Revolução Francesa, que dizem inspirar o abolicionismo, e quase 150 anos antes do Parlamento britânico ter abolido a escravatura (1833).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Nsako N’Vunda e Lourenço da Silva Mendonça, percursos paralelos</strong></h4>



<p>António Manuel Nsaku N’Vunda e Lourenço da Silva Mendonça foram visionários antes do tempo. Predestinados a grandes feitos. Não se conheceram, nunca se cruzaram, mas percorreram os mesmos oceanos e as mesmas calçadas das ruas de Lisboa e Roma. N’Vunda morreu no Vaticano em 1608 e Lourenço esteve em Roma entre 1670–1680.</p>



<p>Embora não exista prova documental de um vínculo familiar direto, ambos pertenceram à nobreza cristianizada de Angola, foram educados em instituições católicas, ambos eram fluentes em línguas europeias, ambos se envolveram nas redes políticas entre M&#8217;Banza Kongo, Luanda, Lisboa e Roma.</p>



<p>A trajetória de Mendonça — tal como a de Nsaku N’Vunda — só é possível graças à posição social elevada dessas famílias africanas que, desde o século XVI, ocupavam cargos administrativos, eclesiásticos e diplomáticos.</p>



<p>Ambos, Nsaku N’Vunda e Lourenço da Silva Mendonça, inscrevem-se na tradição diplomática africana independente, iniciada pelo Reino do Congo no final do século XV para dialogar diretamente com o papado e com a monarquia portuguesa.</p>



<p>Nsaku N&#8217;Vunda inaugurou a presença diplomática africana permanente na Santa Sé, como embaixador oficial do rei Manicongo D. Álvaro II. Lourenço da Silva Mendonça, 60 anos depois retomou essa rota diplomática para denunciar à Santa Sé e ao rei de Portugal os abusos da escravatura praticada pelos europeus, nomeadamente os portugueses. O caso levado perante o Tribunal do Vaticano coloca-o como um dos primeiros ativistas abolicionistas conhecidos da história.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Lourenço, herdeiro diplomático e político de Nsaku N’Vunda</strong></h4>



<p>Em suma, ao comparar os dois, percebe-se que ambos viveram tensões semelhantes: eram africanos formados na tradição cristã, navegando entre culturas, línguas e poderes que muito raramente davam palco a vozes do continente africano. Cada um, no seu tempo e em seu modo, usou as estruturas da igreja para defender a dignidade do povo.</p>



<p>N’Vunda procurou reconhecimento diplomático e proteção ao reino do Kongo. Mendonça confrontou diretamente o sistema esclavagista que naquele tempo dominava o mundo atlântico. O primeiro personifica o ideal de embaixador africano e é citado, frequentemente, como modelo da diplomacia angolana. O segundo, personifica o papel de intelectual e religioso, um africano a defender os direitos humanos em Roma.</p>



<p>Ambos, reivindicaram direitos e reconhecimento para os africanos. Resumindo, quem quiser aprender, tem agora dois livros para ler.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="676" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-676x1024.jpg" alt="" class="wp-image-45741" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-676x1024.jpg 676w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-198x300.jpg 198w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-768x1164.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe-696x1054.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/nafafe.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 676px) 100vw, 676px" /><figcaption class="wp-element-caption">“Lourenço da Silva Mendonça and the Black Atlantic Abolitionist Movement in the 17th Century”, de José Lingna Nafafé.</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="655" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-655x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-45742" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-655x1024.jpeg 655w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-192x300.jpeg 192w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano-696x1088.jpeg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/11/1-oceano.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px" /><figcaption class="wp-element-caption">Um Oceano, Dois Mares, Três Continentes&#8221;, de Wilfried N&#8217;Sondé </figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/dois-homens-entre-mundos/">DOIS HOMENS ENTRE MUNDOS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[NA OUTRA MARGEM]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[economia informal]]></category>
		<category><![CDATA[fuga aos impostos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produtividade na economia informal é mais elevada do que na oficial</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/o-milagre-da-multiplicacao-dos-paes/">O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Com base num estudo do Professor Henrique Brito do Rio, elaborado para o Fórum para a Competitividade em 2004, verificamos que a produtividade na economia informal é mais elevada do que na oficial e o fenómeno tem vindo a crescer, ao longo dos anos, em Portugal e no resto do mundo.</p>



<p>Este dado é bastante relevante quando se sabe que a grande maioria das micro e pequenas empresas portuguesas declaram, sistematicamente, prejuízos ou lucros reduzidos, sem que se entenda como conseguem sobreviver.</p>



<p>A par destas empresas que sobrevivem milagrosamente, o fenómeno da economia informal é essencial para nos apercebermos da dimensão dos valores que andam fora do sistema fiscal e da economia, causando graves distorções, quer nas finanças públicas, quer na compreensão da realidade portuguesa.</p>



<p>Portugal é o País, na Europa, em que existe a maior percentagem de famílias com segunda casa, ou casa de férias, apesar de, simultaneamente, ser um dos países da Europa com o rendimento <em>per capita</em> mais baixo e com uma forte crise habitacional (a qual, de resto, se verifica em toda a Europa).</p>



<p>Estes três factores: economia informal, empresas que declaram prejuízos há vários anos, consecutivamente, &nbsp;e o maior índice de famílias com segunda casa na Europa serão compagináveis com o facto de, estatisticamente, estarmos na cauda da Europa no rendimento <em>per capita</em>? Certamente que não, sem esquecer que temos, lamentavelmente, cerca de dois milhões de cidadãos em estado de pobreza. Como explicar esta realidade? Que País é este, na verdade? Os preços da habitação, em Lisboa e Porto já se encontram mais elevados do que em muitas cidades do resto da Europa. Porém, verificou-se um aumento de vendas de imóveis, no último ano, muitos deles adquiridos com recurso ao crédito jovem – com isenção de IMT e com garantias dadas pelo Estado, ou seja, pelos contribuintes, o que distorce, ainda mais, a realidade da nossa sociedade.</p>



<p>Não há ‘almoços grátis’, e o milagre da multiplicação dos pães não se repete, sem mais nem menos.</p>
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		<title>As vantagens de um cartão de crédito com cashback</title>
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		<dc:creator><![CDATA[J B]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 18:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
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		<category><![CDATA[dicas]]></category>
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		<category><![CDATA[produtos financeiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cashback permite reaver todos os meses uma percentagem (1 a 3%) dos pagamentos de compras que realizamos com o cartão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O cartão de crédito é um produto financeiro muito apreciado pelos consumidores portugueses, em larga medida devido às suas funcionalidade e simplicidade de utilização, mas não só. Além de facilitar pagamentos e ajudar a gerir a conta bancária, alguns cartões de crédito trazem-nos a &#8220;prenda&#8221; de recebermos de volta algum do dinheiro que gastámos.</p>



<p>É o caso de um cartão de crédito com <em>cashback</em>.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que é o<em> cashback</em> e como funciona</strong></h4>



<p>Na prática, o <em>cashback</em> é uma funcionalidade que nos permite reaver todos os meses uma percentagem (variável entre 1% e 3%) dos pagamentos de compras que realizamos com o cartão.</p>



<p>Dependendo do cartão em questão, para que os pagamentos contem como <em>cashback</em>, poderá ter de realizar as suas compras em lojas parceiras, embora os melhores cartões de crédito com cashback do mercado não o exijam.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Principais cartões com cashback em 2025</strong></h4>



<p>Entre os principais cartões de crédito com <em>cashback</em> encontra-se, sem dúvida, o <a href="https://www.unibanco.pt/cartoes/cartao-de-credito/"><strong>cartão de crédito com cashback UNIBANCO</strong></a>, sobretudo devido à percentagem oferecida e à simplicidade de recolher esse retorno.</p>



<p>No total, este cartão permite-lhe receber até 200 euros durante os primeiros 12 meses, o que significa que, se gastar entre 100 e 299 euros em compras mensais com o cartão, poderá acumular 5 euros de <em>cashback</em>.</p>



<p>Se efetuar compras entre 300 e 499 euros, a poupança mensal será de 10 euros. Se, no entanto, o volume de pagamentos ultrapassar os 500 euros, poderá acumular 20 euros de <em>cashback</em>.</p>



<p>O <em>cashback</em> deste cartão é generoso, tendo em conta a média do mercado, mas as vantagens não se ficam por aqui, uma vez que ao <em>cashback</em> o cartão de crédito UNIBANCO junta a ausência de anuidade e a possibilidade de trividir os seus pagamentos em prestações sem juros e usufruir de entre 20 e 50 dias de crédito sem juros.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como calcular o retorno real do <em>cashback</em></strong></h4>



<p>Tomando o cartão de crédito com <em>cashback</em> do UNIBANCO como exemplo, calcular o retorno real de cashback que poderá receber todos os meses não podia ser mais rápido e simples.</p>



<p>Tudo de que precisa para efetuar este cálculo é utilizar a <a href="https://www.unibanco.pt/blog/financas-e-poupanca/calculadora-de-cashback/"><strong>calculadora de cashback UNIBANCO</strong></a>. Para obter o valor de retorno real de <em>cashback</em> com esta calculadora, basta-lhe inserir o valor mensal em compras que realizou com o cartão UNIBANCO e clicar no botão “<em>Calcular Cashback</em>”. Por exemplo, se gastou 120 euros, a calculadora irá dar-lhe 5 euros de <em>cashback</em> mensal. Se continuar com esta média, terá acumulado 60 euros de <em>cashback</em> no final do ano. Como vê, tudo feito de forma extremamente simples.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Estratégias para maximizar os benefícios do cashback</strong></h4>



<p>Pagar e ainda receber por isso é extraordinário, mas as vantagens conferidas pelo <em>cashback</em> ainda podem ser maiores, desde que siga as estratégias de maximização que lhe apresentamos de seguida:</p>



<p>1- Mantenha um volume de pagamentos regular. Para maximizar o valor de <em>cashback</em> a receber todos os meses, é importante que procure manter um volume médio de pagamentos com cartão estável.</p>



<p>2 &#8211; Utilize o seu cartão com cashback em compras de maior valor Como já vimos, quanto maior for o valor das suas compras mensais, maior será o valor de <em>cashback</em> que poderá receber. Para isso, procure, por exemplo, pagar um novo eletrodoméstico ou uma fatura de energia ou telecomunicações particularmente elevada com o cartão.</p>



<p>3 &#8211; Elabore um plano de compras. Crie um plano de compras que divida gastos mais avultados por meses diferentes, de modo a tirar o maior partido do <em>cashback</em>.</p>



<p>4 &#8211; Combine o cashback com os saldos e promoções. O cashback é uma funcionalidade amiga da poupança, mas tal poderá ser ainda mais exponenciado se o juntar às <a href="https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2025/01/28/67809-calendario-de-saldos-2025-os-descontos-que-nao-podes-perder"><strong>épocas de saldos e promoções</strong></a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="571" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/cashback-1024x571.png" alt="" class="wp-image-44235" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/cashback-1024x571.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/cashback-300x167.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/cashback-768x429.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/cashback-696x388.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/cashback.png 1068w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/as-vantagens-de-um-cartao-de-credito-com-cashback/">As vantagens de um cartão de crédito com cashback</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>VERGONHA NO AEROPORTO DE LISBOA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João de Deus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2025 23:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[crise nas relações entre Portugal e Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes guineenses retidos no aeroporto de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Guiné-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[imigrantes em Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gostei de ler a prosa lúcida e corajosa de Jorge Chichorro Rodrigues em defesa dos estudantes guineenses. Estou certo de que ela traduz o sentimento da esmagadora maioria do povo português, que não se revê nos episódios vergonhosos protagonizados pelas autoridades. O que aconteceu foi inaceitável: 34 jovens estudantes da Guiné-Bissau, com visto devidamente emitido, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Gostei de ler a prosa lúcida e corajosa de Jorge Chichorro Rodrigues em defesa dos estudantes guineenses. Estou certo de que ela traduz o sentimento da esmagadora maioria do povo português, que não se revê nos episódios vergonhosos protagonizados pelas autoridades.</p>



<p>O que aconteceu foi inaceitável: 34 jovens estudantes da Guiné-Bissau, com visto devidamente emitido, foram retidos no aeroporto de Lisboa durante dois dias, tratados como suspeitos e não como estudantes. Dormiram no chão, passaram fome, tiveram sede, e ainda pairou sobre eles a ameaça de serem reenviados para o seu país, como se não tivessem qualquer dignidade ou direitos. Uma mancha para Portugal e um drama que ficará registado na memória coletiva dos guineenses.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A posição de Jorge Chichorro Rodrigues tem um peso especial. Ele conhece a Guiné-Bissau. Viveu connosco no ano letivo de 1982-83, foi professor de Português no nosso país e conquistou a amizade e o respeito do povo guineense pela sua humildade, serenidade e espírito cordial. Na altura, como recorda, encontrou alunos humildes, ávidos de aprender, determinados em se instruírem e em aprofundar o domínio da língua do antigo colonizador. Alguns trabalhavam e estudavam ao mesmo tempo, sob o sol inclemente de uma jovem nação que lutava por se afirmar. Ele próprio confessou: “todas as esperanças estavam vivas e deixei-me contagiar por aqueles que, de forma entusiasta, tiravam apontamentos nas aulas, aprendiam gramática e liam textos literários que os empolgavam”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="979" height="498" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-3.png" alt="" class="wp-image-43996" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-3.png 979w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-3-300x153.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-3-768x391.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-3-696x354.png 696w" sizes="auto, (max-width: 979px) 100vw, 979px" /></figure></div>


<p>Por isso, não admira o seu profundo desgosto ao assistir às notícias sobre os estudantes retidos em Lisboa. Como escreveu: “com grande desgosto assisti às notícias da televisão, até se chegar ao momento em que finalmente prevaleceu o bom senso e os estudantes, à exceção de um, puderam entrar em Portugal para seguir os seus estudos. Como dizia um cartaz erguido por dois guineenses: ‘São apenas estudantes’. Sim, não eram terroristas. Não vinham ameaçar o Estado português”.</p>
</div></div>



<p>Estas palavras desmontam a retórica venenosa e perigosa que a extrema-direita, liderada por <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/portugal-guine-bissau-e-a-armadilha-ventura/">André Ventura e pelo CHEGA</a></strong>, tenta normalizar em Portugal: a criminalização do estrangeiro, a estigmatização do africano, a demonização do estudante que procura apenas aprender. Lamentavelmente, setores do atual Governo, refém dessa extrema-direita em nome de cálculos eleitorais, preferiram o silêncio cúmplice à indignação pública.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>É por isso que o gesto final de Jorge Chichorro Rodrigues foi tão poderoso quanto incómodo para os racistas e xenófobos: “Sejam bem-vindos, nossos irmãos e irmãs da Guiné-Bissau”.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="787" height="350" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro.png" alt="" class="wp-image-43998" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro.png 787w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-300x133.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-768x342.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro-696x310.png 696w" sizes="auto, (max-width: 787px) 100vw, 787px" /></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="499" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2-1024x499.png" alt="" class="wp-image-43999" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2-1024x499.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2-300x146.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2-768x375.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2-696x339.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2-1068x521.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/jorge-chichorro2.png 1185w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>
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<p>Tal como ele, nós, guineenses, também exigimos respeito. Portugal não pode permitir que atitudes desumanas e discriminatórias se tornem regra. A nossa juventude não é inimiga. Os nossos estudantes não são ameaça. São pontes vivas entre os dois países, entrelaçando histórias, culturas e futuros comuns.</p>



<p>Que este episódio sirva de alerta e que nunca mais se repitam situações que envergonham não apenas os guineenses, mas também os portugueses que acreditam na solidariedade, no humanismo e na fraternidade lusófona.</p>



<p></p>
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